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Produtores de Itamarati ampliam cultivo do coco do murumuru com apoio do Idam

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O Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) está apoiando um projeto de expansão da cultura do coco do murumuru no município de Itamarati, localizado a 985 quilômetros de Manaus. A iniciativa é resultado da parceria entre técnicos do Idam e organizações locais de produtores, com o objetivo de estimular o cultivo e a comercialização do fruto, reconhecido pelo alto valor agregado e potencial na cadeia de cosméticos e produtos naturais.

Reunião define estratégias para ampliar o cultivo

Na manhã da última terça-feira (03/03), a equipe da Unidade Local (UnLoc) do Idam em Itamarati se reuniu com representantes de quatro associações de produtores e duas comunidades rurais para discutir o plano de expansão da atividade.

De acordo com Osmázio Rabelo, gerente da unidade, o próximo passo será realizar um levantamento do número de famílias interessadas em investir no cultivo.

“Já temos três comunidades que vêm explorando o murumuru com bons resultados, o que demonstra o grande potencial do município. Nosso objetivo agora é levar a cultura para o Alto Rio Juruá”, destacou Rabelo.

Projeto diversifica a renda e fortalece o extrativismo local

O plano de expansão prevê que a produção do coco do murumuru seja comercializada por meio da Associação dos Moradores Agroextrativistas da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uacari (AMARU). O modelo busca diversificar a renda das famílias rurais, fortalecer a economia local e ampliar a segurança financeira dos produtores.

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O projeto também conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Itamarati, por meio da Secretaria de Produção, reforçando a integração entre o poder público e as comunidades na promoção do desenvolvimento sustentável.

Parcerias fortalecem o setor produtivo regional

A reunião contou com a participação de 14 representantes das principais organizações locais ligadas ao extrativismo e à produção agropecuária, entre elas:

  • Associação Ambiental Extrativistas e Produtores de Itamarati (AAEPRI)
  • Associação dos Agropecuaristas de Itamarati (AGROPEC)
  • Cooperativa Mista de Desenvolvimento Sustentável e Economia Solidária da Reserva Extrativista do Médio Rio Juruá (CODAEMJ)
  • Associação dos Moradores Agroextrativistas da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Uacari (AMARU)

Também participaram representantes das comunidades Canta Galo e Valter Buri, que já atuam na coleta e beneficiamento do coco.

A união de esforços entre Idam, associações e produtores marca um passo importante na consolidação do murumuru como alternativa sustentável de renda e no fortalecimento das cadeias produtivas da floresta no estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Boi gordo dispara frente à vaca em 2026 e amplia diferença de preços no mercado paulista

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O mercado pecuário brasileiro registra uma ampliação significativa na diferença de preços entre o boi gordo e a vaca em 2026. Dados recentes do Cepea mostram que, em abril (parcial até o dia 28), o spread entre as categorias no estado de São Paulo chegou a R$ 33,69 por arroba, com vantagem expressiva para os machos.

Diferença atinge maior nível dos últimos anos

Historicamente, o boi gordo já é negociado acima da vaca gorda, devido a fatores como melhor rendimento de carcaça, maior acabamento e maior valor agregado da carne. No entanto, o atual patamar representa um avanço relevante frente aos anos anteriores.

Em abril de 2024, a diferença era de R$ 17,70/@, enquanto em 2025 ficou em R$ 26,30/@ — números significativamente inferiores ao observado neste ano.

Oferta restrita de machos sustenta alta

Segundo os pesquisadores do Cepea, o principal fator por trás desse movimento é a oferta reduzida de bois ao longo de 2026. A menor disponibilidade tem sustentado a valorização mais intensa da arroba dos machos, especialmente diante de uma demanda internacional aquecida pela carne bovina brasileira.

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Esse cenário tem favorecido os produtores que trabalham com animais terminados, pressionando os frigoríficos a pagarem mais para garantir escalas de abate.

Maior oferta de fêmeas limita preços

Por outro lado, o mercado de vacas apresenta dinâmica distinta. A maior disponibilidade de fêmeas — especialmente em ciclos de descarte de matrizes — aumenta a oferta e reduz o poder de barganha dos vendedores.

Além disso, a carne de vaca é mais direcionada ao mercado interno, que apresenta ritmo de consumo mais moderado, o que também contribui para limitar a valorização dos preços.

Arroba do boi sobe mais que a da vaca em 2026

No acumulado desde dezembro de 2025 até abril de 2026, a arroba do boi gordo no mercado paulista registra valorização nominal de 12,65%. Já a vaca gorda apresenta alta mais contida, de 7,5% no mesmo período.

Tendência segue atrelada à oferta e à exportação

A perspectiva para o curto prazo indica manutenção desse diferencial elevado, sustentado pela restrição de oferta de machos e pelo bom desempenho das exportações brasileiras de carne bovina. Enquanto isso, a maior presença de fêmeas no mercado tende a continuar pressionando os preços dessa categoria.

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O comportamento das escalas de abate e o ritmo da demanda doméstica serão determinantes para os próximos movimentos do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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