Tribunal de Justiça de MT

Professores da rede estadual são capacitados para abordarem violência doméstica em sala de aula

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Foto horizontal em plano aberto que mostra cerca de 90 professores sentados, assistindo a palestra da juíza Ana Graziela Vaz sobre violência contra a mulher. Os professores usam camiseta azul clara com a logomarca da Semana Pedagógica. Mais de mil profissionais da Educação estadual serão capacitados pelo Poder Judiciário de Mato Grosso sobre como abordar a violência contra a mulher nas mais diversas disciplinas, entre esta terça (20) e quinta-feira (22), na Semana Pedagógica 2026. A iniciativa resultou de convite feito pela Secretaria de Estado de Educação à Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do Tribunal de Justiça (Cemulher-TJMT), com o objetivo de fazer com que os estudantes tenham acesso a conhecimentos sobre o tema ao longo de todo o ano letivo.

As capacitações ocorrem por meio de oficinas conduzidas por magistrados e magistradas das Varas Especializadas de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá e da equipe da Cemulher. “Estar participando da Semana Pedagógica é uma grande oportunidade para trabalharmos o combate à violência contra mulheres e meninas e lembrar que não é somente em março que se trabalha o tema da violência doméstica e familiar. Mas, sim, durante todo o ano letivo”, afirma a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá.

Foto horizontal que mostra a juíza Ana Graziela Vaz durante entrevista à TV Justiça. Ela é uma mulher branca, de cabelos longos, lisos e loiros, olhos castanhos claros, usando blusa preta. Atrás dela, há um grande painel da Semana Pedagógica 2026, nas cores predominantes lilás e amarelo. A magistrada destaca que, por terem contato diário com as crianças e adolescentes, geralmente são os professores os primeiros a identificar situações de violência entre os alunos. Ela pontua ainda que esses estudantes, por estarem em formação de caráter e de personalidade, precisam refletir a respeito de igualdade de gênero. “Se a gente conseguir trabalhar com essa geração, já consegue salvar grande parte da população. Eles acabam transmitindo em casa esse conhecimento adquirido porque, muitas vezes, percebem que pai e mãe ou mãe e padrasto estão num relacionamento abusivo”.

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Destacando que o objetivo da formação de professores sobre violência doméstica é trabalhar preventivamente em relação ao público jovem, a juíza Ana Graziela Vaz ressalta que, graças às palestras já realizadas pela Cemulher nas escolas sobre a Lei Maria da Penha, já foi possível dar basta à violência sofrida por profissionais da Educação.

“Para o crime não ocorrer, precisamos trabalhar com a política pública primária no banco escolar para os adolescentes saberem respeitar o próximo, seu colega de sala de aula, sua namorada, sua futura esposa. E, muitas vezes, vão aparecer denúncias de fatos que estão ocorrendo dentro da casa dessa criança, desse adolescente. Também temos relatos de professoras, de colaboradoras que já foram salvas pelo simples fato de assistirem a uma palestra e perceberem que estavam vivendo um relacionamento abusivo, de mulheres que estavam com risco de suicídio, estavam com risco de feminicídio e buscaram ajuda após a formação dentro do contexto escolar”, afirma.

Foto horizontal que mostra a professora Fátima Ramos durante entrevista à TV Justiça. Ela é uma mulher parda, de cabelos longos, lisos e grisalhos, usando camiseta azul clara da Semana Pedagógica, blazer vinho e óculos de grau. Atrás dela está o palco com a logo da Semana Pedagógica 2026.A professora de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental e Ensino Médio, Fátima Ramos, que atua em Campo Verde, conta que já se deparou com casos de violência, abuso e bullying no ambiente escolar, o que a levou a participar da oficina promovida pelo Poder Judiciário na Semana Pedagógica.

“São coisas que a gente acha que é simples, mas que, quando vai pesar, é uma coisa que vai se tornando algo grande. Alunos discutem, menino com menina ou namorados. Então, a gente tem necessidade desses encontros. Eles são muito úteis porque podemos aprender bastante, trocar experiências e levar coisas novas para nossa escola, trabalhando em conjunto”, destaca Fátima

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Na oficina, foram abordados os cinco tipos de violência contra a mulher (física, psicológica, sexual, patrimonial e moral), formas de abordar o tema de maneira transversal no currículo escolar, estratégias de acolhimento aos alunos e também foram feitas dinâmicas de grupo para debater situações vivenciadas nas escolas. Após passar pela experiência, a professora Fátima Ramos aponta o resultado positivo que isso tende a gerar nas escolas.

“Eu acredito que vai ser impactante porque, às vezes a gente fica com medo de abordar o assunto em sala de aula, até para não constranger a criança que está passando por isso. Então, vejo como um trabalho em conjunto, troca de experiências que a gente pode levar para nossa escola, levar para o nosso município e trabalhar todo mundo junto para que a violência doméstica possa ser diminuída. Então, isso tudo é muito válido para nossa profissão”, avalia.

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Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Campanha ReciclaJud arrecada toneladas de recicláveis e premia unidades da sede do TJMT

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Troféus da premiação ReciclaJud, com símbolo da reciclagem em destaque, organizados sobre uma mesa. Ao fundo, sacolas de presentes entregues aos vencedores.O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) realizou nesta terça-feira (09) a premiação da 2ª edição do ReciclaJud – Sede, campanha institucional que mobiliza magistrados, servidores, estagiários e colaboradores para a coleta seletiva e a destinação correta de resíduos recicláveis. A ação resultou na arrecadação de 4.620 quilos de materiais recicláveis, entre papel, plástico e metal, destinados à Associação de Catadores de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis Mato Grosso Sustentável (Asmats).

Magistrados, servidores e colaboradores acompanham a cerimônia de premiação do ReciclaJud em área de convivência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.Além da entrega dos troféus às unidades vencedoras, a programação contou com a reinauguração do ecoponto do Tribunal e a distribuição de mudas de espécies frutíferas e nativas do Cerrado pelo programa Verde Novo.

A competição foi dividida em três categorias e o critério de avaliação considerou a arrecadação per capita, calculada pela relação entre o volume de resíduos coletados e o número de integrantes de cada unidade.

Vencedores

Na categoria Gabinetes de Desembargadores, o primeiro lugar ficou com o gabinete do desembargador Rodrigo Roberto Curvo, seguido pelo gabinete da desembargadora Clarice Claudino da Silva e pelo gabinete da desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos.

Uma nova fotografia posada em frente ao mesmo painel, agora com um grupo menor, composto por 9 pessoas (cinco homens e quatro mulheres). A formação é lado a lado e todos olham para a foto sorrindo. A maioria usa crachás no pescoço.Entre as áreas administrativas com até 35 pessoas, a Ouvidoria do Poder Judiciário conquistou o primeiro lugar, seguida pela Coordenadoria de Planejamento e pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec). O prêmio do Nupemec foi recebido pelo desembargador Mario Roberto Kono de Oliveira, presidente do Núcleo, e sua equipe.

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Já na categoria das áreas administrativas com mais de 35 pessoas, a vencedora foi a Coordenadoria de Gestão de Pessoas, seguida pela Coordenadoria Administrativa e pela Coordenadoria de Comunicação Social.

Compromisso com a Sustentabilidade

Integrantes do gabinete do desembargador Rodrigo Roberto Curvo posam para foto após receber o troféu de primeiro lugar do ReciclaJud, em frente ao ecoponto revitalizado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.O coordenador do Núcleo de Sustentabilidade e ouvidor-geral do TJMT, desembargador Rodrigo Roberto Curvo, destacou que a iniciativa fortalece a cultura institucional de responsabilidade socioambiental. “Temos a oportunidade de mobilizar servidores, magistrados e colaboradores para contribuir com a reciclagem, que é tão importante para a sustentabilidade. Essa cultura de proteção ao meio ambiente e de valorização da dignidade humana é reforçada ano após ano pelo Poder Judiciário de Mato Grosso”, afirmou.

Uma fotografia posada de um grupo grande, composto por 11 mulheres e um homem, em frente ao painel do Ecoponto. O clima é de celebração e todos sorriem para a câmera. O grupo está vestido em trajes esporte fino, com roupas coloridas, terninhos, blusas sociais e vestidos.A diretora-geral do TJMT, Andreia Marcondes, ressaltou o engajamento dos participantes e a importância de tornar as práticas sustentáveis permanentes no ambiente institucional. “Tanto os resultados de arrecadação do ReciclaJud, quanto a reinauguração do ecoponto fortalecem o compromisso do Poder Judiciário com a sustentabilidade, ao oferecer um local adequado para o recebimento de resíduos sólidos e materiais de uso doméstico trazidos por servidores e colaboradores, além de contribuir para a geração de renda de dezenas de pessoas da Asmats e para a preservação do meio ambiente”, afirmou.

A gestora administrativa do Núcleo de Sustentabilidade, Jaqueline Bagão Schoffen comemorou os resultados da campanha e destacou sua expansão para outras comarcas. “Somente nesta edição, arrecadamos quase cinco toneladas de materiais recicláveis na sede do Tribunal. Em 2025, as campanhas realizadas pelo Judiciário mato-grossense somaram cerca de 26 toneladas. Neste primeiro semestre de 2026, já alcançamos aproximadamente 10 toneladas, considerando as ações realizadas em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis”, informou.

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Ecoponto revitalizado

Inauguração do Ecoponto do TJMT. Pessoas aplaudem nas laterais de um grande painel verde com nichos de reciclagem para plástico, papel, metal, pilhas e eletrônicos. Um tecido azul está no chão.Durante o evento, o ecoponto da instituição foi reinaugurado pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo; acompanhado dos demais integrantes do dispositivo de honra, juiz-auxiliar da Ouvidoria, Bruno D’Oliveira Marques; gestora do Núcleo de Sustentabilidade, Jaqueline Schoffen; e as servidoras Margarida Dower e Eliane Rocha, do Departamento de Saúde do TJ.

O Ecoponto é destinado ao recebimento de resíduos como papel, plástico, metal, eletroeletrônicos, pilhas, baterias, lâmpadas, vidros e óleo de cozinha usado. A iniciativa busca incentivar a coleta seletiva, a logística reversa e a destinação ambientalmente adequada dos resíduos.

O ReciclaJud integra as ações permanentes de sustentabilidade do Poder Judiciário de Mato Grosso e reforça o compromisso institucional com a preservação ambiental e a inclusão social.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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