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Corrida e caminhada do Fórum de Várzea Grande valorizam saúde e integração no Mês da Mulher

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Em celebração ao Mês da Mulher, o Fórum de Várzea Grande realizou na última sexta-feira (13) a 3ª Corrida e Caminhada das Mulheres, reunindo magistradas, servidoras e colaboradoras em um momento dedicado à saúde, integração e valorização feminina.

Ao todo, 130 participantes se inscreveram para o evento, que incentivou a prática de atividade física e o convívio entre as mulheres que atuam no foro. Todas receberam camiseta personalizada, número de identificação e chip para participação na corrida.

O diretor do foro, juiz Ângelo Judai Junior, destacou que a atividade é uma forma de homenagear as mulheres que atuam no Poder Judiciário e de promover momentos de bem-estar no ambiente de trabalho.

“É muito importante ver que, a cada ano, a adesão aumenta. Essa é uma forma de homenagear as mulheres, que representam grande parte da nossa força de trabalho, além de proporcionar um momento de descontração e leveza em meio à rotina intensa de trabalho. Esperamos que o evento continue crescendo e que a cada vez mais servidoras participem”, afirmou.

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A gestora judiciária da 2ª Vara de Família, Nercy Anchieta, participa desde as primeiras edições e reforçou a importância da ação para fortalecer a integração entre as servidoras.

“Essa já é a terceira vez que a diretoria promove a corrida para nós. É uma iniciativa muito importante porque promove a interação entre as servidoras e proporciona um momento de bem-estar para todas. Eu participo todos os anos e acho maravilhoso”, comentou.

Para a colaboradora Regina Celia de Melo, que participou pela primeira vez da atividade, a corrida também serviu de incentivo para manter uma rotina mais ativa.

“É a primeira vez que estou participando. Antes eu sempre tinha outros compromissos, mas desta vez decidi deixar tudo e vir. Estou gostando muito e achei a iniciativa muito importante. A ideia agora é continuar caminhando durante a semana e não ficar sedentária”, relatou.

Programação do Mês da Mulher

Como parte da programação especial, o Fórum de Várzea Grande também promoverá, na próxima sexta-feira (20), uma aula de defesa pessoal com técnicas de Krav Maga, voltada à segurança, autoconfiança e fortalecimento feminino. A participação será realizada mediante inscrição prévia.

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Autor: Emily Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Avanços no papel e entraves na prática mostram que a inclusão ainda carece de efetividade

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Apesar da existência de um arcabouço jurídico avançado, a garantia de direitos às pessoas com deficiência ainda enfrenta entraves concretos para sua execução. A avaliação foi apresentada pela advogada doutora Jennyfer Bathemarque durante a palestra “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, realizada dentro da programação do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, em Cuiabá.

A advogada conhece na pele as dificuldades de uma mãe atípica e da necessidade de recorrer ao sistema de Justiça para garantir que o amor de sua vida, seu filho, quando ainda um bebezinho de seis meses, pudesse ser submetido a uma intervenção cirúrgica cardíaca de alta complexidade.

Ao aprofundar a reflexão, a palestrante adotou um tom crítico ao provocar o público sobre a distância entre o que está previsto na legislação e o que, de fato, é entregue à população: o que determina a “Lei Berenice Piana” quanto à responsabilidade dos municípios na proteção das pessoas com autismo?

Segundo ela, o país não carece de normas, mas de efetividade. “Temos um arcabouço jurídico robusto, mas que ainda falha na execução. O direito existe no papel, mas não chega com a mesma força na vida real de quem precisa”, pontuou.

Na avaliação da advogada, essa desconexão se reflete em violações recorrentes: negativa de terapias por planos de saúde, ausência de profissionais especializados nas escolas, falta de atendimento adequado no SUS, escassez de especialistas, longas filas de espera e entraves no acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “O que vemos é um sistema que empurra as famílias para decisões difíceis, muitas vezes abrindo mão de estabilidade financeira para tentar garantir o mínimo de dignidade”, alertou.

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A crítica se intensifica quando o acesso a direitos passa, quase sempre, pelo Judiciário, evidenciando um cenário que exige reflexão: direitos básicos ainda dependem de ação judicial para serem garantidos, enquanto a morosidade processual compromete tratamentos que não podem esperar.

A advogada cita ainda que se soma a isso a exigência excessiva de laudos, que acaba se tornando mais uma barreira de acesso, além da falta de uniformidade nas decisões, gerando insegurança jurídica. Nesse contexto, também se coloca em debate a própria capacidade do sistema de Justiça de compreender, em sua complexidade, as dimensões clínicas e sociais que envolvem as pessoas com deficiência.

Ela também chamou atenção para o que classificou como distorções estruturais: por que a judicialização deixou de ser exceção e passou a ser regra? Por que decisões ainda se baseiam, muitas vezes, em critérios exclusivamente formais? Onde está o olhar multidisciplinar? E por que, mesmo após decisões favoráveis, ainda há descumprimento, dependência de bloqueios judiciais e um ciclo contínuo de novas ações?

Para Jennyfer, esse cenário evidencia uma inversão preocupante. “O que deveria ser resolvido administrativamente tem sido transferido ao Judiciário. Isso revela não apenas a fragilidade das políticas públicas, mas também a sobrecarga de um sistema que acaba sendo acionado para garantir o básico”.

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A advogada também fez questão de elogiar o serviço prestado por meio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com destaque para a realização do evento TJ Inclusivo, que, segundo ela, evidencia o compromisso institucional com a promoção da acessibilidade e da inclusão.

Para a advogada, iniciativas como essa ampliam o diálogo com a sociedade e, a cada interação, contribuem para uma compreensão mais clara das falhas ainda existentes, auxiliando na promoção de ações mais efetivas, sensíveis e alinhadas às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.

TJMT Inclusivo – O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade e dá cumprimento à Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Judiciário, e à Lei federal nº 12.764/2012 – Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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