O programa Estudante: Cidadão do Futuro, desenvolvido pela Controladoria Geral do Estado de Mato Grosso em parceria com a Secretaria de Educação (Seduc-MT), terá como tema central em 2026 a consciência política e eleitoral de jovens estudantes, com foco em adolescentes de 15 a 17 anos matriculados no ensino médio da região metropolitana. A proposta será executada em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), em ano de eleições gerais.
A iniciativa foi apresentada nesta terça-feira (27.1) pelo secretário Controlador-geral do Estado, Paulo Farias, à presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, e busca incentivar o protagonismo juvenil no processo democrático, estimulando o alistamento eleitoral e o exercício consciente do direito ao voto desde cedo.
Dentro da trilha pedagógica do Estudante: Cidadão do Futuro, o tema da consciência eleitoral será trabalhado de forma lúdica, acessível e interativa, alinhado à metodologia já consolidada do programa, que é anual e gamificada. As ações devem contemplar conteúdos educativos, jogos, desafios, vídeos, materiais gráficos e digitais, além de premiações, com linguagem pensada especialmente para dialogar com o público jovem.
“A proposta se encaixa perfeitamente no programa, que já possui metodologia estruturada do início ao fim. No ano passado, trabalhamos integridade e participação social, e agora avançamos para a consciência eleitoral, fortalecendo a cidadania desde a juventude”, destacou o Controlador-geral do Estado.
As diretrizes da parceria devem integrar o projeto Jovem Eleitor, do TRE-MT, à programação do Estudante: Cidadão do Futuro, com previsão de ações práticas, como dias dedicados ao alistamento eleitoral e a possibilidade de os estudantes realizarem o primeiro título durante atividades promovidas nas escolas participantes.
Para a presidente do TRE-MT, a iniciativa contribui diretamente para o fortalecimento da democracia. “Temos em Mato Grosso mais de 157 mil adolescentes aptos a tirar o título de eleitor. Incentivar essa participação desde cedo é fundamental para o futuro da cidadania”, ressaltou.
O projeto também prevê estratégias inclusivas de comunicação, como o uso de gibis e materiais visuais, ampliando o acesso à informação para estudantes neurodivergentes. Além disso, a programação poderá ser integrada ao calendário eleitoral, permitindo que os jovens acompanhem etapas importantes do processo, como o alistamento, a preparação das urnas eletrônicas e outros marcos do pleito, cujo prazo para emissão do primeiro título vai até 6 de maio de 2026.
Em 2025 o programa levou alunos do Ensino Médio de escolas públicas de Cuiabá e Várzea Grande à Casa da Democracia, onde participaram de visitas guiadas ao Memorial e ao Depósito de Urnas da Justiça Eleitoral. Na ocasião, os estudantes conheceram de perto a urna eletrônica, realizaram simulações de votação e receberam orientações sobre o funcionamento do sistema eleitoral e a importância do voto para o fortalecimento da democracia. No total cerca de 1.700 estudantes foram impactados pelo projeto.
Com o novo recorte temático, o Estudante: Cidadão do Futuro reforça seu papel na formação cidadã de jovens mato-grossenses, preparando-os para uma participação ativa, consciente e responsável na vida pública.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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