Política Nacional

Projeto cria “Escola 4.0” para o ensino técnico

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O Projeto de Lei 1931/25, do deputado Fabio Schiochet (União-SC), institui o Programa Nacional “Escola 4.0”, destinado à expansão do ensino técnico-profissionalizante em áreas tecnológicas. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.

O programa será voltado prioritariamente para alunos do ensino médio da rede pública e terá ênfase nas áreas de:

  • programação e desenvolvimento de software;
  • análise e ciência de dados;
  • redes de computadores e cibersegurança;
  • design de interfaces e experiência do usuário (UX/UI);
  • empreendedorismo digital; e
  • inteligência artificial.

Entre os objetivos do Escola 4.0 estão promover parcerias público-privadas para oferta de formação técnica e estimular a empregabilidade jovem com foco tecnológico.

A implementação do programa prevê parcerias com empresas do setor tecnológico para oferta de conteúdos e laboratórios; plataformas gratuitas para ensino híbrido (presencial e online) e autoaprendizado; e capacitação de professores da rede pública em áreas técnicas.

Os participantes do programa terão acesso a bolsa para compra de acesso a internet, acesso a plataformas digitais de ensino e mentoria com profissionais de empresas parceiras. Quem fizer os cursos previstos no programa receberá certificação com validade nacional a partir de regulamentação do Ministério da Educação (MEC).

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O programa terá uma coordenação nacional e comissões estaduais com representantes do MEC, secretarias estaduais e empresas parceiras e será financiado por recursos do orçamento da União ou de parcerias com instituições públicas e privadas.

Nova economia digital
Schiochet disse que o nome do programa foi escolhido em referência à Indústria 4.0, conceito caracterizado pela automação inteligente, internet das coisas, inteligência artificial e integração ciberfísica de processos produtivos.

Essa nova realidade, segundo o autor, demanda profissionais com competências técnicas específicas, pensamento crítico e domínio de tecnologias digitais.

“O Programa Escola 4.0 responde a essa urgência com foco na juventude e na educação pública, preparando o país para participar ativamente da nova economia digital, sem abandonar os que mais precisam de oportunidade”, disse.

Para Schiochet, a proposta combina educação híbrida, parcerias com o setor privado, certificações nacionais e foco em resultados concretos, sem abrir mão do papel orientador do Estado. “Em vez de ampliar estruturas estatais inchadas ou apostar em soluções ideológicas, apostamos na eficiência por meio da cooperação público-privada”, afirmou o autor.

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Próximos passos
A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Educação; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Roberto Seabra

Fonte: Câmara dos Deputados

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Política Nacional

Em sessão especial, representantes da maçonaria destacam papel da instituição

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Em sessão especial nesta sexta-feira (28) em homenagem ao Dia do Maçom, comemorado anualmente em 20 de agosto, representantes de organizações maçônicas de vários estados brasileiros lembraram o papel da instituição na história do país e defenderam a aproximação entre as diversas vertentes da maçonaria.

O dia 20 de agosto refere-se à fundação do Grande Oriente do Brasil (GOB), com a fusão das lojas Esperança, Comércio e Artes, União e Tranquilidade, no Rio de Janeiro, em 1822. Naquela ocasião, o maçom Joaquim Gonçalves Ledo defendeu a urgência da independência do Brasil, proclamada por Dom Pedro I semanas depois.

— A comemoração do dia de hoje se dá principalmente por ter sido a Proclamação da Independência o resultado incansável do trabalho de maçons que iniciaram um movimento liberal – afirmou o senador Izalci Lucas (PL-DF), um dos autores do requerimento para a realização da sessão.

Entidades maçônicas

Participaram da sessão lideranças das diferentes vertentes da maçonaria no Brasil, como o Grande Oriente do Brasil, a Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) e a Confederação Maçônica do Brasil (Comab). Secretário-geral da CMSB, Armando Assumpção defendeu um fortalecimento da relação entre as três, ressalvando que cada uma tem plena autonomia e sua própria história e estrutura.

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O grão-mestre geral do GOB, Ademir Cândido da Silva, destacou o papel histórico da maçonaria.

— Há instituições que atravessam a história, e há instituições que ajudam a história a encontrar o seu caminho – afirmou.

Secretário-geral da Comab, Cassiano Moreno afirmou que a maçonaria atual deve “honrar o legado” das gerações anteriores, atuando em um Brasil “cheio de desafios, que ainda convive com desigualdades, violência, intolerância, corrupção, pobreza e a dificuldade de convivermos com quem pensa diferente de nós”.

Adalberto Alízio Eyng, grão-mestre geral adjunto do GOB, afirmou que ser maçom é “ser amante da virtude, da sabedoria e da justiça, é estender a mão a quem sofre, é ser voz diante da injustiça, cultivar a harmonia das famílias e, em especial, promover a concórdia entre os homens”. Presidente da CMSB e grão-mestre da Grande Loja Maçônica do Distrito Federal, Cassiano Teixeira de Morais saudou a união dos representantes da maçonaria brasileira e disse que a instituição está associada não só a grandes transformações sociais, mas também individuais.

O requerimento para a realização da sessão foi assinado também pelos senadores Confúcio Moura (MDB-RO), Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e Lucas Barreto (PSD-AP) e pelas senadoras Damares Alves (Republicanos-DF) e Professora Dorinha Seabra (União-TO).

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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