Mato Grosso

Projeto do TRE-MT e Linguagem Simples Lab sobre segurança das urnas é apresentado no Colab JE

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O projeto “Linguagem Simples e Democracia: como explicar a segurança das urnas eletrônicas”, desenvolvido em cooperação entre o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e o Linguagem Simples Lab, foi apresentado na 16ª edição do Colab JE – Trocando Saberes, realizada na terça-feira (8 de outubro). O evento, promovido pelo Laboratório de Inovação da Justiça Eleitoral (LIODS-JE), reúne periodicamente integrantes da Justiça Eleitoral de todo o país para compartilhar práticas e experiências inovadoras. 

 A iniciativa propõe uma abordagem acessível e inovadora para explicar o funcionamento da votação eletrônica, traduzindo temas técnicos em linguagem clara e visual. A proposta busca ampliar a compreensão da sociedade sobre o sistema eletrônico de votação e contribuir para o enfrentamento da desinformação, reforçando a confiança pública no processo eleitoral. 

A apresentação foi conduzida pela servidora do TRE-MT, Marcela Lopes, idealizadora do projeto e integrante do Laboratório de Inovação e Desenvolvimento Sustentável do TRE-MT (AgoraQuãndo?! Lab). 

“O projeto nasceu da escuta ativa de dúvidas recorrentes manifestadas por eleitores, mesários e fiscais durante o período eleitoral. Nosso objetivo foi tornar o processo mais transparente e compreensível, fortalecendo a confiança pública na urna eletrônica”, destacou. 

Iniciada em agosto de 2024, a prática foi construída de forma totalmente colaborativa e voluntária, reunindo servidores da Justiça Eleitoral, especialistas em linguagem simples, pesquisadores, designers e integrantes da comunidade de inovação pública. Sem orçamento formal, o grupo criou um material impresso e digital que explica, com clareza e linguagem acessível, todas as etapas de segurança da votação — antes, durante e após o pleito. 

O projeto conta com o apoio institucional do AgoraQuãndo?! Lab, laboratório de inovação do TRE-MT, e integra uma rede de parceiros composta pelo Linguagem Simples Lab, Comunidade Linguagem Simples Brasil, Escola Nacional de Administração Pública (ENAP) e colaboradores voluntários de diferentes estados. A produção gráfica foi viabilizada com o apoio do parque gráfico do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que possibilitou a impressão do material físico. 

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Entre os principais resultados da iniciativa estão a ampliação do acesso à informação clara, o fortalecimento do controle social, a redução da vulnerabilidade a fake news e a melhoria no diálogo entre a Justiça Eleitoral e a população. O projeto também conquistou reconhecimento acadêmico e institucional, sendo convidado a integrar um capítulo de livro sobre as eleições de 2024, que será publicado em outubro de 2025 pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital (INCT-DD). 

Apesar dos desafios — como a ausência de equipe formal e resistências iniciais ao uso da linguagem simples —, a prática mostrou-se replicável, de baixo custo e com alto potencial de transformação institucional. 

Yna Honda, chefe de cartório da 50ª Zona Eleitoral do TRE-PR e integrante do projeto, também destacou os resultados: 

“Foi excelente termos a oportunidade de compartilhar com colegas de toda a Justiça Eleitoral os resultados de aplicação prática da Linguagem Simples no contexto de uma zona eleitoral. Desde 2018, nossa preocupação com a desconfiança da população em relação às instituições públicas vem aumentando. Em 2020, iniciamos a aplicação das técnicas da Linguagem Simples nos treinamentos de mesários, com apoio do Linguagem Simples Lab. Neste projeto em 2024, agora com mais parceiros, como o TRE-MT, tivemos condições de ampliar a aplicação e colher resultados ainda melhores. É um processo contínuo e ainda mais promissor para as eleições de 2026.” 

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Já Joseane Corrêa, gestora do Linguagem Simples Lab e da Rede Convida, reforçou a importância da colaboração: 

“Esse é o primeiro protótipo. Contamos com a colaboração de mais Tribunais Eleitorais, servidoras e servidores da Justiça Eleitoral e representantes da sociedade para melhorar o projeto e garantir que mais pessoas entendam como funciona a votação eletrônica e o quanto nosso processo eleitoral é seguro.” 

A proposta utiliza recursos visuais, estrutura cronológica e expressões de fácil assimilação, como “urna zerada”, “boletim na mão” e “entrega dos dados”. O material foi aplicado de forma experimental nas Eleições Municipais de 2024, tanto no contexto da auditoria das urnas eletrônicas quanto em seções eleitorais de Cuiabá, durante o segundo turno. Nesses cenários, o conteúdo serviu como ferramenta pedagógica para mesários e despertou o interesse de eleitores e fiscais sobre o funcionamento seguro do sistema eletrônico de votação. 

O material completo pode ser acessado gratuitamente na Biblioteca do InovaGov, no portal da ENAP.

 Jornalista Andrea Martins 

#PraTodosVerem – A imagem mostra uma videoconferência com seis participantes sorrindo, entre eles servidores e servidoras identificados por seus nomes na tela. Ao lado direito, há um slide com o título “Urna eletrônica para todo mundo entender: segurança da votação eletrônica em linguagem simples”, acompanhado dos logotipos do ColabJE, Linguagem Simples, Justiça Eleitoral e Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). 

Fonte: TRE – MT

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Mato Grosso

Sema conclui capacitação para manejo de animais silvestres em eventos climáticos extremos

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Terminou nesta sexta-feira (12.6) a programação da capacitação para Manejo e Contenção de Animais Silvestres em Eventos Climáticos Extremos promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). Na última aula prática, os cursistas fizeram o manejo de jacarés na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em meio a uma simulação de eventos de desastre com animais. O objetivo foi demonstrar os desafios enfrentados pela fauna silvestre durante emergências ambientais decorrentes das mudanças climáticas, como estiagem prolongada e incêndios de grandes proporções.

Os profissionais contaram com agentes do Grupo de Resgate Técnico Animal do Pantanal (GRETAP-MS), capacitados em operações de risco, para instruí-los na execução dos aprendizados. As simulações ocorreram em três tardes de aulas de campo. No primeiro dia (10), foram ensinadas as técnicas de contenção, transporte e manutenção em mamíferos e serpentes. Já no segundo (11), foi a vez de grandes animais e aves e, por fim, o manejo de jacarés.

Segundo a médica veterinária e analista ambiental da Sema, Danny Moraes, a capacitação contínua da Sema para os profissionais que vão atuar em ambientes extremos possui relevância para proporcionar uma abordagem técnica de resgate que assegure a sobrevivência da fauna silvestre em ameaça.

“Essa é uma oportunidade ímpar de ampliar a quantidade de pessoas capacitadas para que os animais tenham atendimento da melhor forma possível e, assim, tenham maior chance de sobrevida e de retorno ao ambiente natural”, afirma a veterinária.

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Além disso, a atividade é uma oportunidade para trocar experiências com outros profissionais que atuam na linha de frente dos resgates, tanto em municípios de Mato Grosso quanto de outros estados.

Para a médica veterinária do Instituto Urihi, Luciana Guimarães, a importância da capacitação está na segurança adquirida pelo conhecimento teórico e aplicação de maneira responsável. “Tudo o que foi ensinado vai ser de extrema importância caso a gente precise aplicar, pois será agora de uma maneira aprimorada, mais responsável e segura, tanto para a equipe quanto para os animais”.

O coordenador de Fauna e Recursos Pesqueiros, Éder Toledo, destaca que o curso inaugura o plano de atividades do órgão ambiental, desenvolvido anualmente, para atendimentos aos animais silvestres no Estado de Mato Grosso, principalmente voltados às unidades de conservação.

Já as entidades participantes do encontro se tornam equipes que realizarão trabalhos in loco a partir da semana que vem, com o intuito de garantir a conscientização dos moradores de locais comumente atingidos. “Apesar de não termos focos de incêndio ou situações que envolvam animais, já vamos a campo para fazer reconhecimento de área, levantamento da situação e informar as pessoas, primordialmente na região da Transpantaneira e de Barão de Melgaço, além de fazer a distribuição de panfletos com o número de telefone para contato caso haja situações envolvendo animais silvestres naquela área”, relata o coordenador.

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Capacitação

A terceira edição do simpósio também promoveu conteúdo programático durante os cinco dias de encontros (de 8 a 12.06), relacionados à gestão do fogo, biossegurança, resgate técnico animal, discussão de casos, estabilização clínica na sobrevivência da fauna silvestre, manejo, contenção, transporte e manutenção de grandes animais.

Na parte prática também foi aplicada uma espécie de simulado integrado, que cria eventos de desastre com animais de grande e pequeno porte, como forma de demonstrar os desafios enfrentados na vida real pela fauna silvestre.

A ação contou com o apoio do Instituto Urihi para Preservação Ambiental, Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV-MT) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Mato Grosso (Ibama).

Participaram do evento: servidores da Sema-MT, Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap-MS), CRMV-MT, Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA), Corpo de Bombeiros, Ibama e profissionais autônomos.

*Sob supervisão de Renata Prata

Fonte: Governo MT – MT

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