Tribunal de Justiça de MT

Projeto Nosso Judiciário leva informações a estudantes do bairro Cidade Alta em Cuiabá

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O Projeto Nosso Judiciário visitou a Escola Estadual Aline do Nascimento Tocantins no bairro Cidade Alta em Cuiabá. A ação tem como objetivo ensinar sobre o acesso à justiça e direitos e deveres dos cidadãos através de palestras, sempre buscando se conectar com o dia a dia dos adolescentes ao trazer temas como crimes cibernéticos, bullying e falsificação de atestados.
 
Neif Feguri foi quem falou aos alunos, seguindo o itinerário de assuntos, o servidor do Tribunal de Justiça explicou o funcionamento dos Juizados Especiais, da Defensoria Pública e as atribuições de juízes e desembargadores, com exemplos do dia a dia.
 
O que mais surpreendeu Pâmela de Campos Barros e Ana Julia da Cruz Marques, ambas de 11 anos alunas do sexto ano, foi a gratuidade da justiça. “É muito importante saber os nossos direitos”, acrescentou Ana, que sonha em ser advogada.
 
Já Lorraine Franciny Pereira dos Santos e João Francisco de Souza Figueiredo, os dois de 15 anos e estudantes do 9º ano, se surpreenderam com a quantidade de vezes que é possível recorrer decisões, 3 vezes. “Temos a justiça ao nosso favor”, afirmou João. Para Lorraine essa informação é muito importante, já que por falta de conhecimento, as pessoas acabam não usando o recurso e desistindo das ações.
 
“Sabendo como recorrer à justiça, podemos resolver os problemas de forma justa”, assegurou a coordenadora Jaqueline Silva Machado, “vamos estudar a cartilha para os alunos internalizarem mais o conhecimento aprendido na palestra”.
 
O Projeto também distribuiu cartilhas educativas ilustradas sobre o funcionamento do judiciário aos alunos, um meio de levar para casa os conhecimentos e compartilhar com amigos e família, Lorenna Diully Santana de Magalhães de 11 anos e estudante do 6º afirma estar preparada para dividir o que aprendeu, “vou gostar muito de ensinar outras pessoas sobre o direito”.
 
#Paratodosverem: Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem 1: fotografia colorida dos alunos sentados no pátio da escola. Eles estão sentados e com as mãos levantadas. Imagem 2: fotografia colorida destacando uma estudante, ela está lendo o glossário jurídico. Imagem 3: fotografia colorida mostrando um grupo de alunos. Eles estão sentados e leem o glossário jurídico.
 
Anna Giullia Magro (estagiária)/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT 
 
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Lei Maria da Penha chega aos 20 anos fortalecendo a proteção às mulheres

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Mulher de cabelos loiros, blazer azul e camisa estampada, fala ao microfone e gesticula com a mão. Ao fundo, banner vermelho do CEMULHER e caixa de somDuas décadas após transformar o enfrentamento à violência doméstica no Brasil, a Lei Maria da Penha segue atual. Mas os avanços conquistados desde sua criação convivem com um desafio permanente: romper o ciclo da violência e garantir que a proteção chegue a todas as mulheres, especialmente às que vivem longe dos grandes centros.

À frente da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo afirma que uma das prioridades da gestão é fortalecer a atuação integrada da rede de proteção em todo o estado.

Para a magistrada, a data representa um momento de reflexão sobre as conquistas alcançadas e, ao mesmo tempo sobre os desafios que ainda precisam ser superados. “Assumo a coordenação da Cemulher com profundo senso de responsabilidade e compromisso com a proteção das mulheres mato-grossenses. Trata-se de um momento especialmente simbólico, pois, em 2026, a Lei Maria da Penha completa 20 anos como um dos mais importantes marcos de proteção dos direitos das mulheres no Brasil”.

Entre as prioridades da nova gestão está a continuação da ampliação e o fortalecimento das Redes de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, reunindo Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, forças de segurança, municípios e serviços das áreas de assistência social, saúde e educação. “A violência doméstica é um fenômeno complexo, que exige atuação articulada, permanente e comprometida. Somente uma rede estruturada pode oferecer às mulheres atendimento célere, humanizado e integral, especialmente nos municípios mais distantes dos grandes centros”, afirma Vandymara Zanolo.

A desembargadora também destaca como prioridade o fortalecimento dos Grupos Reflexivos para Homens, voltados à responsabilização, reeducação e prevenção da reincidência, além da continuidade das capacitações, campanhas de conscientização e ações educativas.

Duas décadas de avanços

Na avaliação da coordenadora da Cemulher-MT, a Lei Maria da Penha promoveu uma mudança histórica na forma como a violência doméstica passou a ser tratada pelo Estado e pela sociedade. “Antes de sua promulgação, a violência ocorrida dentro dos lares era frequentemente tratada como uma questão privada. A Lei Maria da Penha contribuiu decisivamente para mudar essa compreensão, reconhecendo a violência doméstica como grave violação dos direitos humanos e trazendo o tema para o centro do debate público e institucional”.

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Ela destaca que, ao longo desses 20 anos, a legislação consolidou medidas protetivas de urgência, fortaleceu a especialização dos órgãos de atendimento, ampliou o reconhecimento das diferentes formas de violência e impulsionou políticas públicas voltadas à prevenção, à proteção das vítimas e à responsabilização dos agressores.

Apesar dos avanços, a desembargadora ressalta que ainda é preciso ampliar o acesso aos serviços especializados, fortalecer continuamente as Redes de Enfrentamento, investir na qualificação dos profissionais e ampliar as ações preventivas. “Mais do que assegurar uma legislação eficiente, precisamos consolidar uma cultura de respeito, igualdade e não violência, na qual nenhuma mulher tenha sua liberdade ou dignidade violada”.

Proteção começa com acolhimento

A desembargadora Vandymara Zanolo reforça que nenhuma instituição consegue enfrentar sozinha a violência doméstica e que a atuação integrada permite oferecer um atendimento mais eficiente às vítimas. “Quando o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública, as Polícias Civil e Militar, os municípios, os serviços de assistência social, saúde e educação e as organizações da sociedade civil atuam de forma coordenada, a mulher deixa de percorrer um caminho fragmentado e passa a receber um atendimento mais célere, humanizado e eficiente”.

Segundo ela, essa atuação conjunta reduz a revitimização, fortalece a efetividade das medidas protetivas e amplia o acesso aos serviços de acolhimento, assistência jurídica, saúde e proteção social, além de contribuir para que as mulheres reconstruam sua autonomia e rompam o ciclo da violência.

Ao deixar uma mensagem às mulheres que ainda convivem com situações de violência, a magistrada reforça que buscar ajuda é um passo importante e que elas não precisam enfrentar esse processo sozinhas. “Gostaria de dizer a cada mulher que convive com a violência doméstica que ela não está sozinha e que a violência sofrida nunca é culpa dela”.

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A magistrada acrescenta que o medo, as ameaças, a dependência econômica ou emocional e a preocupação com os filhos tornam a decisão de denunciar muito difícil, mas destaca que existem instituições preparadas para acolher e proteger as vítimas. “Nenhuma mulher merece viver com medo. A violência não deve ser naturalizada, silenciada ou enfrentada sozinha. Há pessoas e instituições comprometidas em caminhar ao lado de cada mulher na construção de uma vida livre de violência”, finalizou.

Corrida une esporte e conscientização

Mulher de boné e regata rosa, número 23, corre em rua asfaltada durante prova. Atrás, outros participantes de camisa roxa correm ao lado de carros estacionados e árvoresAs ações em comemoração aos 20 anos da Lei Maria da Penha também têm mobilizado a sociedade por meio do esporte. Em Sinop, a 3ª Corrida e Caminhada Maria da Penha, realizada dia 1º de agosto, reuniu mais de 900 participantes em uma grande mobilização pelo enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher.

Promovido pela Rede de Proteção à Mulher Vítima de Violência de Sinop, com apoio de instituições parceiras, o evento reforçou a importância da atuação integrada das Redes de Enfrentamento. Além de conscientizar a população, a corrida arrecadou recursos destinados às ações da rede local de proteção às mulheres em situação de violência.

A iniciativa marcou a abertura da programação do Agosto Lilás no município e simbolizou o compromisso coletivo de instituições públicas, iniciativa privada e comunidade na defesa dos direitos das mulheres, mostrando que o enfrentamento à violência depende do engajamento de toda a sociedade.

Roberta Penha

Josi Dias e Rodrigo Moura

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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