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Projetos e ações marcam trajetória da Comarca de São Félix do Araguaia em seus 43 anos

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A Comarca de São Félix do Araguaia completa nesta quinta-feira (25 de setembro) 43 anos de instalação, consolidando-se como referência no atendimento dos serviços ofertados pelo Judiciário na região do Norte Araguaia. Criada pela Lei nº 4.004, de 30 de junho de 1978, a unidade foi oficialmente instalada em 25 de setembro de 1982 e, desde então tem contribuído para a interiorização da Justiça em Mato Grosso.

A jurisdição da Comarca abrange as cidades de Alto Boa Vista, Luciara e Novo Santo Antônio, além dos distritos de Espigão do Leste, Pontinópolis, Carnaúba e Vila São Sebastião. Localizada em frente à Ilha do Bananal, maior ilha fluvial do mundo, às margens do majestoso Rio Araguaia, a região também se destaca pela riqueza cultural das etnias indígenas Carajás e Tapirapé, que integram sua diversidade social.

Atualmente, a Comarca conta com 36 colaboradores, sendo 15 servidores efetivos, 5 comissionados, 8 estagiários, 4 credenciados e 4 terceirizados. O trabalho jurisdicional é conduzido pelo juiz diretor do foro, Luis Otavio Tonello dos Santos, que conta com o apoio do gestor geral José Ivanilson Vieira Campos.

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Ao longo de sua trajetória, diversos magistrados passaram pela direção do foro de São Félix do Araguaia, entre eles: José Tadeu Cury, Manoel Ornelas de Almeida, Milton Pelegrini, Gilberto Giraldelli, Jones Gattas Dias, Mário Roberto Kono de Oliveira, Hélvio Pereira, Serly Marcondes Alves, Pedro Sakamoto, João Alberto Menna Barreto Duarte, Francisco Bráulio Vieira, Jamilson Haddad Campos, Walter Pereira de Souza, Moacir Rogério Tortato, Joseane Carla Ribeiro Viana Quinto, Carlos Roberto Barros de Campos, Rosângela Zacarkim dos Santos, Marco Antonio Canavarros dos Santos, Leonisio Salles Junior, Pedro Flory Diniz Nogueira, Ivan Lúcio Amarante, Janaina Cristina de Almeida, Bruna de Oliveira Farias, Adalberto Biazotto Junior, Vinicius Paiva Galhardo, Marilia de Oliveira Plaza, Silvana Fleury Curado e o atual juiz diretor, Luis Otavio Tonello dos Santos.

Projetos e ações

A gestão atual desenvolve iniciativas voltadas tanto ao público externo quanto ao interno. Para a comunidade, destacam-se os Círculos de Paz e as ações de combate à violência doméstica, que fortalecem o diálogo, a prevenção e a cultura de não violência. Para os servidores, foram implementados atendimentos com fisioterapeuta e psicóloga, voltados ao cuidado com a saúde física e emocional, melhorando a qualidade de vida no trabalho.

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Autor: Adellisses Magalhães

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

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Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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