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Quaresma 2026: preços dos ovos registram menor média desde 2023, aponta Cepea

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Preços sobem em março, mas média da Quaresma segue pressionada

Mesmo com a elevação de até 21% nos preços dos ovos ao longo de março — movimento típico durante a Quaresma, impulsionado pela substituição da carne vermelha —, o desempenho geral do período em 2026 segue abaixo do esperado.

Levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) indica que a média de preços registrada nesta Quaresma é a mais baixa dos últimos quatro anos em Bastos (SP), principal polo produtor do estado de São Paulo.

Recuo em 2025 impacta comportamento do mercado

Segundo pesquisadores do Cepea, o mercado de ovos apresentou queda de preços em diversos meses ao longo de 2025, criando uma base mais frágil para o início de 2026.

Como reflexo desse cenário, janeiro registrou a menor média para o mês dos últimos seis anos em várias regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas, evidenciando a pressão sobre as cotações.

Início de 2026 é marcado por preços enfraquecidos

O ano começou com valores abaixo dos observados no mesmo período de 2025, reforçando a tendência de enfraquecimento no mercado.

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Apesar da reação registrada entre fevereiro e março, o avanço não foi suficiente para elevar a média de preços da Quaresma aos níveis verificados em anos anteriores.

Bastos segue como referência na produção nacional

Principal polo produtor de ovos em São Paulo, Bastos mantém sua relevância no cenário nacional. No entanto, nem mesmo a maior demanda sazonal do período religioso foi capaz de sustentar preços mais elevados neste ano.

Mercado ainda busca recuperação consistente

O comportamento recente indica que o setor ainda enfrenta dificuldades para retomar patamares mais altos de preços. Mesmo com oscilações pontuais de valorização, o mercado segue impactado pelas quedas acumuladas ao longo de 2025, mantendo um cenário de recuperação gradual.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mato Grosso do Sul expande produção de etanol de milho e atrai novos investimentos industriais

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Produção de etanol de milho cresce quase 34% em MS

O Mato Grosso do Sul reforçou sua posição estratégica no setor de bioenergia ao registrar crescimento expressivo na produção de etanol de milho. Na safra 2025/2026, o estado produziu 2,128 bilhões de litros, volume que representa 20,92% da produção nacional, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O desempenho mantém o estado como segundo maior produtor do país, atrás apenas de Mato Grosso, e confirma a consolidação da região Centro-Sul como principal polo de expansão do biocombustível.

Em relação à safra anterior, houve crescimento de 33,9%, impulsionado principalmente pela ampliação da capacidade industrial e pela maior integração com a produção agrícola.

Etanol hidratado lidera produção no estado

Do total produzido em Mato Grosso do Sul:

  • 73,11% correspondem ao etanol hidratado, utilizado diretamente como combustível
  • 26,89% são de etanol anidro, destinado à mistura com a gasolina

O milho já responde por 43,21% de todo o biocombustível produzido no estado, considerando também a produção a partir da cana-de-açúcar, o que evidencia a crescente relevância do grão na matriz energética local.

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Nova usina em Jaraguari impulsiona expansão industrial

O avanço do setor ganha novo impulso com a instalação de uma usina no município de Jaraguari. O projeto da Usina de Etanol de Amido Pioneiras recebeu Licença de Instalação recentemente e prevê investimento de R$ 300 milhões.

A unidade terá capacidade para processar 500 toneladas diárias de milho ou sorgo, com produção estimada de até 200 mil metros cúbicos de etanol por ano.

A nova planta se soma às usinas já em operação em Sidrolândia, Dourados e Maracaju, ampliando a base industrial do estado.

Investimentos fortalecem economia e atraem novos negócios

Além de aumentar a produção, o empreendimento deve gerar empregos, fortalecer a infraestrutura local e atrair novos investimentos para a região.

A instalação da usina também está associada a melhorias logísticas e organização industrial, incluindo projetos de pavimentação e acesso, que contribuem para a eficiência da cadeia produtiva.

Autoridades estaduais destacam que a agilidade no licenciamento ambiental e o ambiente favorável aos negócios têm sido fatores decisivos para atrair novos projetos ao estado.

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Integração entre agro e energia sustenta avanço

A expansão do etanol de milho ocorre paralelamente à diversificação do uso da terra em Mato Grosso do Sul:

  • A soja ocupa mais de 4,6 milhões de hectares
  • Áreas de eucalipto somam cerca de 1,9 milhão de hectares
  • As pastagens representam aproximadamente 46% do território

Esse cenário indica forte potencial de intensificação produtiva e reforça um modelo baseado na integração entre agricultura, indústria e energia.

Mato Grosso do Sul se consolida como polo de bioenergia

Com escala agrícola, infraestrutura em expansão e políticas de incentivo, Mato Grosso do Sul avança na estratégia de agregar valor à produção de grãos e ampliar sua competitividade no mercado de energias renováveis.

O crescimento do etanol de milho consolida o estado como um dos principais protagonistas da bioenergia no Brasil, com perspectivas positivas para novos investimentos e expansão da produção nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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