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Queda no preço das terras em Goiás expõe desafios financeiros e novo cenário do agronegócio brasileiro

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O agronegócio de Goiás, um dos mais relevantes polos de produção agropecuária do Brasil, enfrenta um momento de transformação marcado pela desvalorização das terras rurais, aumento do endividamento e pressão crescente sobre a rentabilidade do produtor. O cenário revela um novo equilíbrio no campo, em que escala produtiva já não garante estabilidade financeira.

A avaliação é de Fernando Liani, sócio da KPMG e líder do escritório da empresa em Goiânia. Segundo ele, a recente queda nos preços das propriedades rurais evidencia fragilidades estruturais que vêm ganhando força no setor agropecuário goiano.

“Mesmo operando com eficiência técnica, parte relevante dos produtores enfrenta margens comprimidas, acesso limitado a financiamento e crescente instabilidade financeira”, analisa Fernando Liani ao abordar o atual momento do agro em Goiás.

Goiás consolidou protagonismo no agronegócio brasileiro

Nas últimas décadas, Goiás ampliou sua relevância nas cadeias de:

  • grãos;
  • carnes;
  • leite;
  • algodão.

O crescimento foi impulsionado principalmente pela combinação entre:

  • expansão da escala produtiva;
  • adoção tecnológica;
  • ganhos de produtividade;
  • evolução dos sistemas de rastreabilidade.

Esse avanço consolidou o estado como um importante fornecedor tanto para o mercado interno quanto para o comércio internacional, especialmente nas exportações de commodities agrícolas.

Segundo Fernando Liani, a forte demanda externa, principalmente da China, ajudou a sustentar o crescimento do agro goiano nos últimos anos.

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Desvalorização das terras rurais acende alerta no setor

Apesar do desempenho produtivo, o setor enfrenta uma deterioração financeira crescente.

De acordo com a análise de Fernando Liani, propriedades rurais em Goiás vêm sendo negociadas por valores significativamente abaixo dos registrados em ciclos anteriores. Em alguns casos, os preços atuais se aproximam da metade dos valores históricos observados no mercado de terras agrícolas.

O movimento está relacionado a fatores como:

  • aumento do endividamento rural;
  • juros elevados;
  • restrição ao crédito;
  • crescimento das recuperações judiciais no campo;
  • pressão sobre margens operacionais.

A queda no valor das terras, tradicionalmente consideradas um dos principais ativos do produtor rural, reforça a preocupação com a sustentabilidade econômica da atividade agropecuária.

Dependência de commodities amplia vulnerabilidade do agro

Fernando Liani destaca que a elevada dependência de grandes compradores internacionais e de produtos com menor valor agregado aumenta a exposição do setor aos riscos globais.

Segundo ele, questões comerciais, sanitárias e regulatórias podem impactar diretamente a estabilidade financeira do agro brasileiro.

Nesse contexto, mercados mais exigentes, como a União Europeia, surgem como oportunidade de diversificação e agregação de valor, embora imponham exigências rigorosas relacionadas a:

  • sustentabilidade;
  • rastreabilidade;
  • origem da produção;
  • conformidade ambiental.
Tecnologia e rastreabilidade ganham papel estratégico

O especialista avalia que Goiás avançou significativamente em soluções de controle e monitoramento da produção agropecuária.

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Entre os destaques estão:

  • integração lavoura-pecuária;
  • sistemas digitais de monitoramento;
  • protocolos sanitários;
  • rastreabilidade bovina;
  • adequação a programas como o SISBOV e o protocolo “Boi China”.

Segundo Fernando Liani, ferramentas como:

  • blockchain;
  • inteligência artificial;
  • plataformas avançadas de rastreabilidade;
  • podem se tornar fundamentais para ampliar competitividade, reduzir custos e facilitar acesso a mercados premium.

Essas tecnologias também podem contribuir para uma distribuição mais equilibrada de valor ao longo da cadeia produtiva.

Equidade de valor será decisiva para futuro do agro

Na avaliação do sócio da KPMG, um dos principais desafios do agro brasileiro está na fragmentação da cadeia produtiva, que dificulta uma divisão mais equilibrada dos ganhos entre produtores, indústria e exportadores.

Para Fernando Liani, o futuro do agronegócio goiano dependerá menos da capacidade de produzir em larga escala e mais da habilidade de adaptação às novas exigências do mercado global.

“A estabilidade dependerá de uma diversificação comercial mais inteligente, enquanto a sustentabilidade econômica passa, inevitavelmente, pela equidade de valor”, afirma Fernando Liani.

O especialista conclui que o atual cenário representa um ponto de inflexão para o agro brasileiro, exigindo maior coordenação entre os elos da cadeia, inovação tecnológica e capacidade de resposta rápida diante das mudanças regulatórias e econômicas globais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MMA assina acordos para fortalecer trilhas em unidades de conservação durante 9º Encontro do Fórum SNUC

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) promoveu, nos dias 19 e 20 de maio, em Brasília (DF), o 9º Encontro do Fórum de Dirigentes do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (FSNUC) – principal espaço de articulação federativa das áreas protegidas brasileiras. Durante o evento, foram assinados Acordos de Cooperação para o fortalecimento de trilhas e gestão de áreas naturais protegidas.

A assinatura das decisões contou com a presença da secretária-executiva do MMA, Anna Flávia de Senna Franco, do presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Pires, e do diretor de Áreas Protegidas do MMA, Bernardo Issa.

Ambos os acordos têm como característica a cooperação baseada no compartilhamento de conhecimentos, na capacitação, na implementação de trilhas e na articulação institucional. Entre os impactos esperados estão a melhoria da coleta e análise de informação, o aumento da visitação qualificada em UCs, o fortalecimento da conectividade de ecossistemas e a valorização das trilhas como instrumentos de conservação e desenvolvimento territorial.

Resoluções

O primeiro acordo foi firmado entre MMA, ICMBio e a Associação Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, e prevê uma aliança estratégica para a implementação e expansão da Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (RedeTrilhas). A cooperação reforça o papel das trilhas como infraestrutura verde essencial, capaz de integrar paisagens, conectar UCs e fomentar o turismo sustentável. A atuação conjunta permitirá ampliar a governança da RedeTrilhas, fortalecer a padronização e sinalização das trilhas, além de impulsionar a geração de oportunidades econômicas em comunidades locais.

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Já o segundo acordo, firmado entre o MMA e o Instituto Semeia, amplia o apoio à qualificação da gestão de áreas protegidas, com foco na capacitação, produção de conhecimento e intercâmbio de experiências.

“Esses acordos representam um salto de qualidade na forma como o Brasil estrutura o uso público e a conectividade em suas áreas naturais. São parcerias complementares, que combinam inovação, cooperação e escala para consolidar um modelo de conservação que protege a biodiversidade, valoriza as pessoas e promove oportunidades em todo o país”, destacou Bernardo Issa, diretor de Áreas Protegidas do MMA.

Com as novas parcerias, o MMA reafirma seu compromisso com soluções inovadoras e colaborativas, alinhadas às diretrizes do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e à crescente agenda de promoção do acesso responsável à natureza no Brasil.

9º Encontro do Fórum SNUC

A assinatura dos acordos de cooperação foi realizada durante o 9º Encontro do Fórum de Dirigentes do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (FSNUC), que integrou a programação do XII Seminário Brasileiro e VII Encontro Latino‑americano sobre Áreas Protegidas e Inclusão Social (XII SAPIS e VII ELAPIS), em Brasília (DF). 

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Além das autoridades presentes nas assinaturas dos acordos de cooperação, integraram o evento o secretário-executivo adjunto do MMA, Guilherme Checco, a secretária Nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Rita Mesquita, e o presidente do FSNUC, Antônio Gutemberg, também presidente do IBRAM/DF.

O 9º FSNUC reflete o compromisso do MMA de ampliar a cooperação federativa e avançar em agendas essenciais para as UCs, como efetividade da gestão, conectividade e biodiversidade. Durante a programação, foram discutidos temas estratégicos para o fortalecimento do SNUC, entre eles regularização fundiária, sustentabilidade financeira e governança.

Também foram apresentados os resultados dos grupos de trabalho do Fórum, que atuam em agendas relacionadas à sustentabilidade financeira, criação de unidades de conservação, regulamentação, capacitação e turismo. Além disso, foi instituído formalmente o Grupo de Trabalho (GT) de Regularização Fundiária, além do GT de Gestão Administrativa.

Os participantes realizaram, ainda, visita técnica à Floresta Nacional de Brasília, permitindo o intercâmbio de experiências relacionadas à conservação, conectividade ecológica e gestão territorial, além de trilha interpretativa na região dos Murunduns, também na capital federal.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o
Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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