Mato Grosso

“Quem faz o curso tem um diferencial no mercado de trabalho “, conta profissional sobre formação em escola técnica estadual

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A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo de Mato Grosso está disponibilizando, de forma gratuita e com qualidade, 17 cursos técnicos e profissionalizantes em 15 municípios do Estado este ano. Até o final de 2024, mais de 1,7 mil estudantes terão acesso a uma formação técnica e profissional em áreas estratégicas para o mercado de trabalho.

Os cursos focados no agronegócio são os mais ofertados, atendendo a crescente demanda do setor em todo o território nacional. No entanto, a formação no agronegócio vai além de áreas como agricultura e agropecuária, abrangendo também profissionais como Rendner Duarte Santos, formado pela Seciteci no curso Técnico em Logística, pela Escola Técnica de Tangará da Serra.

“Quem faz o curso com certeza tem um diferencial no mercado de trabalho. Hoje eu atuo na área, e o curso me auxiliou muito a conquistar essa vaga de emprego”, disse Rendner, que trabalha na parte de suprimentos de uma empresa em Tangará da Serra. Ele reforça a alta demanda na área. “Tem bastante oportunidade e o mercado de trabalho precisa desses profissionais. São muitas empresas grandes, tanto no ramo do agronegócio quanto outras, que atuam com a movimentação de cargas, que movimentam estoque e transportam produtos. Então, é uma área extensa com bastantes oportunidades”.

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Um levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), por exemplo, revela que cerca de 28,3 milhões de pessoas atuam no setor, representando 26,8% dos empregos formais no país. Muitas dessas vagas não são preenchidas por profissionais da região devido à falta de qualificação.

O investimento do Governo Estadual no ensino profissionalizante visa não apenas criar oportunidades para jovens que buscam acessar o mercado de trabalho, mas também movimentar a economia local com profissionais mais capacitados.

“Eu diria até que a força do agro mato-grossense está muito ligada ao trabalho de formação feito pelas entidades públicas, tanto em cursos técnicos como em cursos superiores para o sistema agro”, afirmou o secretário adjunto de Educação Profissional e Superior, Dimorvan Alencar Brescancim.

Expansão das Escolas Técnicas

O ensino técnico profissionalizante tem sido um dos grandes investimentos da atual gestão do Governo de Mato Grosso. Foram inauguradas quatro escolas técnicas estaduais (ETEC’s) em 2022 e 2023 e, até o fim de 2024, outras quatro novas unidades deverão ser abertas.

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A partir de 2024, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci) firmou uma parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para ofertar cursos técnicos concomitantes ao ensino médio. Até 2027, estão previstas 6.720 vagas para essa modalidade.

A capacitação técnica tem como objetivo preparar o aluno para atuar diretamente no mercado de trabalho, sendo uma oportunidade adequada para pessoas que buscam qualificação ou requalificação profissional. Não há idade mínima como critério, sendo necessário apenas que os interessados tenham concluído o ensino fundamental.

Para mais informações sobre as Escolas Técnicas Estaduais, clique aqui.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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