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Rádio TJ explica racismo institucional, privilégio, equidade e representatividade em série; ouça

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A Rádio TJ produziu uma série de “pílulas do conhecimento” com o tema Equidade Racial, já disponível em seu canal no Spotify (clique e ouça agora). Tratam-se de áudios curtos, em que as jornalistas Elaine Coimbra e Eli Cristina explicam termos como racismo institucional, privilégio, equidade e representatividade. Todo o conteúdo é respaldado pelo Comitê de Promoção da Equidade Racial do Poder Judiciário de Mato Grosso, presidido pelo desembargador Juvenal Pereira da Silva.

Racismo institucional – Esse episódio leva o ouvinte a refletir sobre por que algumas pessoas precisam provar que merecem estar onde estão. Isso porque o racismo estrutural não aparece apenas em atitudes individuais, mas atua nas estruturas e nos processos sociais, definindo qual cor de pele terá a chance de ocupar lugares de destaque. O drops destaca ainda que reconhecer o racismo institucional é o primeiro passo para mudar essa realidade. Clique aqui e ouça.

Privilégio – Nesse áudio, aborda-se que o privilégio não representa culpa individual, mas a consciência de que, enquanto alguns caminham, outros precisam “escalar uma montanha” para chegar ao mesmo lugar, ou seja, alguns grupos sociais detêm privilégios estruturais, dos quais se beneficiam consciente ou inconscientemente para ocupar melhores posições. Clique para ouvir.

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Equidade – Aborda a diferença entre igualdade e equidade, destacando que esta última promove justiça e ajusta caminhos ao oferecer o que cada pessoa precisa para ter os mesmos direitos, fazendo com que a sociedade avance unida. Equidade como o caminho para oportunidades reais. Ouça aqui.

Representatividade – A pluralidade de vozes e rostos que inspiram, encorajam e abrem portas para novos horizontes, mostrando para crianças, jovens e adultos que qualquer pessoa pode chegar aonde quer. Essa confiança é fortalecida com a possibilidade de enxergar o exemplo de alguém parecido consigo. O episódio enfatiza que representatividade ajuda a tornar a sociedade mais justa e equânime. Ouça no Spotify.

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Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Dislexia e TDAH: leitura pode se tornar um desafio e exige olhar inclusivo do poder público

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A dificuldade para ler e compreender textos, que para muitos passa despercebida, pode ser um obstáculo significativo para pessoas com dislexia e TDAH. O tema foi abordado no podcast Prosa Legal, da Rádio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em entrevista com a psicóloga do Departamento de Saúde, Gisele Ramos de Castilho Teixeira. Durante a conversa, ela destacou os desafios enfrentados por esse público e reforçou o papel do setor público na construção de uma comunicação mais inclusiva.

Logo no início da entrevista, a psicóloga explicou que a leitura pode gerar cansaço e dificultar a compreensão. “A principal dificuldade é a fadiga e a impulsividade. Quando a pessoa com dislexia lê, muitas vezes ela tenta adivinhar o que está lendo. Ela tem dificuldade de decodificar a letra, troca ‘p’ por ‘b’, por exemplo. Isso traz muitas consequências cognitivas, tanto para a criança quanto para o adulto”, afirmou.

Papel do setor público

Ao falar sobre inclusão, Gisele Teixeira foi direta em destacar a responsabilidade das instituições públicas. Para ela, é o setor público quem deve criar políticas que garantam o acesso e o pertencimento dessas pessoas na sociedade.

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“Quem faz as políticas é o setor público. Então, é preciso ter esse olhar afetivo, esse olhar diferenciado. É isso que vai fazer com que a pessoa com alguma deficiência consiga se incluir, consiga, por exemplo, pesquisar um processo no site do Tribunal de Justiça”, disse.

A psicóloga ressaltou que essas ações são fundamentais para que essas pessoas se sintam parte da sociedade e tenham seus direitos garantidos, especialmente no acesso à informação.

Acesso e ferramentas

Durante a entrevista na Rádio TJMT, também foi destacada a importância de pensar em formas de facilitar o acesso à leitura e à informação. Segundo ela, pessoas com dislexia e TDAH podem perder o foco com textos longos e ter dificuldade de manter a atenção.

“O TDAH é a questão da atenção. Muitas vezes, a pessoa começa a ler um texto grande e perde o foco. Já na dislexia, ela não consegue ver a palavra como quem não tem essa dificuldade vê. Ela começa a trocar letras, a adivinhar”, explicou.

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Orientação e busca por ajuda

Ao final da conversa, Gisele orientou que o primeiro passo é se conhecer e buscar ajuda especializada. Ela destacou a importância de dividir a leitura em partes menores e respeitar os próprios limites.

“Se a pessoa pega um texto muito grande, muitas vezes ela não tem foco. Então, é importante trabalhar por partes e se conhecer no dia a dia. E, principalmente, aceitar essa condição para buscar ajuda”, orientou.

A psicóloga também lembrou que esse apoio pode envolver diferentes profissionais. “É uma busca com fonoaudiólogo, com psicopedagogo, com terapia. Muitas vezes até com medicamentos. Essa rede de apoio é importante para cada um desses casos”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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