Ministério Público MT

Rede de Proteção capacita profissionais da educação em Campo Novo

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A Rede de Proteção da Infância e Juventude de Campo Novo do Parecis (a 396 km de Cuiabá) capacitou, na semana passada, profissionais da educação para identificar e prevenir a violência sexual contra crianças e adolescentes. A iniciativa faz parte da campanha “Faça Bonito”, promovida pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA).Como parte da programação, o promotor de Justiça Luiz Augusto Ferres Schimith ministrou uma palestra na quinta-feira (8), para diretores e coordenadores das unidades de ensino, na Câmara Municipal. O representante do Ministério Público explicou o fluxo de atendimento da Rede de Proteção para recebimento de revelação espontânea e distribuiu material informativo encaminhado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente.Conforme o promotor, revelação espontânea é quando a criança ou adolescente relata, por iniciativa própria e sem questionamento direto, alguma situação de abuso, violência ou violação de direitos, a qualquer pessoa de sua convivência ou referência (como professores, por exemplo).“Quando isso ocorre, quem recebe a revelação deve manter a calma, acolher sem julgar e não pressionar para obter mais informações. Ao mesmo tempo, deve notificar os órgãos competentes como Conselho Tutelar, Ministério Público ou Delegacia de Polícia, conforme o caso. A partir daí, o caso é registrado e acompanhado pela Rede de Proteção”, explicou Luiz Augusto Ferres Schimith.A formação para os profissionais da educação infantil e do ensino fundamental, realizada na semana passada, foi ministrada pela escritora infantil paulista Ana Luiza Calixto, que milita pelos direitos de crianças e adolescentes desde 2008. Uma nova etapa será realizada de 21 a 23 de maio, com o professor, escritor e facilitador em políticas públicas para crianças e adolescentes Lauro Trindade.

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Fotos: Prefeitura Municipal de Campo Novo do Parecis.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Novas leis reforçam rede de proteção às mulheres em Sapezal

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A Promotoria de Justiça de Sapezal (500 km de Cuiabá) comemorou a sanção de duas leis municipais voltadas à proteção, ao acolhimento e à promoção dos direitos das mulheres. As novas normas representam um importante avanço nas políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero e reforçam o compromisso do município com a construção de uma rede de proteção cada vez mais efetiva.
Em comemoração ao Agosto Lilás e aos 20 (vinte) anos da Lei Maria da Penha, as leis foram sancionadas na sexta-feira (28) e são resultado da atuação conjunta da Rede Municipal de Proteção à Mulher, formada por instituições e profissionais que trabalham na promoção dos direitos femininos e no combate à violência contra as mulheres.
Uma das normas institui o Organismo de Políticas Públicas para Mulheres (OPM), estrutura que terá a missão de fortalecer a formulação, a coordenação e a execução de ações voltadas às mulheres de Sapezal. A iniciativa busca ampliar a integração entre os diversos órgãos públicos e garantir maior efetividade às políticas de promoção da igualdade de gênero, proteção e cidadania.
A segunda lei estabelece medidas de auxílio e proteção a mulheres em situação de risco ou vítimas de assédio em estabelecimentos comerciais do município. A proposta prevê mecanismos de acolhimento, respeito, empatia e apoio, contribuindo para que mulheres que enfrentem situações de violência ou constrangimento possam receber assistência de forma rápida e segura.
Para a Promotoria de Justiça, a aprovação do pacote legislativo representa um marco histórico para o município e demonstra o compromisso das instituições locais com a prevenção da violência e a defesa dos direitos das mulheres. As novas normas ampliam os instrumentos de proteção disponíveis e fortalecem a atuação integrada da rede de atendimento.
O fortalecimento dessas iniciativas é especialmente relevante diante do cenário estadual, onde Mato Grosso ocupa o primeiro lugar em feminicídios. Dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso, apontam que até 30 de junho de 2025 foram registrados 28 feminicídios no estado, sendo que mais de 70% dos crimes ocorreram dentro das residências das vítimas.
Os levantamentos também mostram que, na maioria dos casos, os autores mantinham ou mantiveram relacionamento afetivo com as mulheres assassinadas, evidenciando que a violência doméstica continua sendo uma das principais ameaças à vida das mulheres mato-grossenses.
Diante dessa realidade, a criação e o fortalecimento de políticas públicas municipais voltadas à prevenção, acolhimento e proteção das vítimas tornam-se ferramentas fundamentais para enfrentar a violência de gênero e promover uma cultura de respeito e garantia dos direitos das mulheres.

Leia mais:  Tribunal do Júri condena réu a 17 anos de prisão por feminicídio

Fonte: Ministério Público MT – MT

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