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Representantes das Policias Militares discutem o fortalecimento do combate ao crime organizado

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Foz do Iguaçu, 01/10/2025 — Representantes das Polícias Militares dos 26 estados e do Distrito Federal, além da Polícia Rodoviária Federal (PRF), participam até sexta-feira (3), em Foz do Iguaçu (PR), do III Encontro Técnico da Rede Nacional de Operações Ostensivas Especializadas (Renoe). O evento, realizado em parceria com a Polícia Militar do Estado do Paraná, iniciou nesta quarta-feira (1º) e tem como objetivo fortalecer o combate às organizações criminosas, por meio da integração entre unidades especializadas das corporações.

A Renoe, responsável por estimular e coordenar operações ostensivas especializadas em todo o País, é vinculada à Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Durante a reunião, os profissionais discutirão estratégias de repressão qualificada focadas em desmantelar estruturas criminosas, com o apoio de diferentes órgãos de segurança pública. As atividades da Rede incluem reuniões de alinhamento, operações integradas, capacitações, treinamentos, intercâmbio de boas práticas e definição de protocolos de atuação.

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Segundo o diretor da Diopi, Rodney da Silva, a Rede é um instrumento estratégico de cooperação federativa no campo da segurança pública. “Mais do que uma iniciativa operacional, a Renoe representa uma estratégia de Estado, orientada para gerar impactos concretos na segurança pública brasileira, elevando o nível de cooperação, inteligência e eficiência das ações policiais em todo o País”, afirma.

Entre os temas abordados, ao longo do evento, estão o uso da inteligência nas operações táticas, patrulhamento motorizado e novas tecnologias e metodologias de policiamento ostensivo, além da análise de casos de sucesso e dos desafios que as forças de segurança deverão enfrentar nos próximos anos.

A programação inclui palestras, oficinas sobre o enfrentamento ao crime organizado e visita técnica ao Centro Integrado de Segurança Pública e Proteção Ambiental (CISPPA).

Renoe

A Renoe tem como missão articular diferentes órgãos de segurança, promovendo a troca de experiências e boas práticas para a repressão qualificada ao crime organizado. Também busca ampliar a integração das forças de segurança em todo o País, estimulando a união de esforços e o compartilhamento de conhecimento. Sua atuação ocorre por meio de encontros técnicos e de operações ostensivas coordenadas.

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CISPPA

Os Centros Integrados de Segurança Pública e Proteção Ambiental (CISPPAs) compõem a estrutura do MJSP e têm a finalidade de articular ações conjuntas de segurança pública e proteção ambiental.

Essas estruturas atuam no combate a crimes transnacionais, como crimes ambientais e tráfico, por meio do Programa Protetor das Divisas, Fronteiras e Biomas. O objetivo é fortalecer a prevenção, a vigilância e a fiscalização integradas, aumentando a presença do Estado em regiões estratégicas e reforçando as operações contra atividades criminosas, especialmente em áreas de fronteira e biomas brasileiros.

Além da Renoe e dos CISPPAs, o MJSP coordena outras iniciativas de segurança pública, como a Rede Nacional de Recuperação de Ativos (Recupera) e a Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renocrim), Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc), todas voltadas ao fortalecimento da prevenção e do combate à criminalidade em todo o País.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Ministro Wellington Lima apresenta ações do MJSP à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados

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Brasília, 9/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, nesta terça-feira (9), de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para apresentar iniciativas da pasta e responder a questionamentos de parlamentares sobre segurança pública.

A audiência contou com a presença de outros integrantes da gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os quais o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.

Na reunião, o ministro mencionou a atuação integrada entre União, estados, municípios, Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e forças de segurança para o enfrentamento da criminalidade organizada.

Segundo Wellington Lima, a formulação de políticas públicas eficazes depende da cooperação institucional e do diálogo permanente com as Casas Legislativas. “Não há segurança pública sem o Congresso Nacional. A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo permanente com o Parlamento, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os profissionais que estão na ponta do sistema de segurança”, afirmou.

Entre os temas abordados estiveram as estratégias de combate ao crime organizado, as ações de fortalecimento do sistema prisional, as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e as iniciativas voltadas à descapitalização financeira de organizações criminosas.

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Ao tratar das medidas de enfrentamento às facções criminosas, Wellington Lima ressaltou a importância do enfraquecimento financeiro desses grupos.

“O primeiro eixo é exatamente a reprodução e o aperfeiçoamento dos mecanismos de asfixia financeira. É preciso tirar o oxigênio do crime organizado.”

O ministro também apresentou iniciativas voltadas ao aprimoramento da inteligência e da investigação criminal, com foco na ampliação da capacidade de esclarecimento de homicídios e das operações de repressão às organizações criminosas.

Ao abordar o sistema penitenciário, defendeu investimentos em tecnologia, inteligência e protocolos de segurança para impedir a comunicação de lideranças criminosas com grupos que atuam fora das unidades prisionais. “Esse é um problema que não poderia ser adiado de modo algum”, enfatizou.

Operações em unidades prisionais

Durante a audiência, Wellington Lima anunciou que o MJSP realizará, até o final de 2026, uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais de todo o País.

A medida busca reforçar o controle do sistema penitenciário, combater a atuação de organizações criminosas e ampliar a integração entre as forças de segurança e as administrações penitenciárias estaduais.

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Plataformas digitais

Sobre plataformas digitais, parlamentares também questionaram os decretos relacionados à atuação das plataformas digitais e às medidas de enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual.

O ministro explicou que as normas foram elaboradas com base em análises técnicas e dados relacionados ao crescimento de ilícitos praticados pela internet, como fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.

“Os decretos foram elaborados a partir de evidências concretas sobre a crescente centralidade da internet na vida dos brasileiros e sobre a urgência de enfrentar o aumento de crimes, atos ilícitos e condutas abusivas que vêm se multiplicando no ambiente digital”, disse.

De acordo com Wellington Lima, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do Estado diante desses crimes, sem afastar o papel do Congresso Nacional na discussão e eventual definição de regras permanentes para o setor.

“O Parlamento é sempre quem melhor legisla, mas muitas vezes a sociedade clama por alguma providência mais imediata”, completou.

A audiência integra as atividades de fiscalização e de acompanhamento das políticas públicas conduzidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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