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Safra de algodão em Mato Grosso pode atingir 6,27 milhões de toneladas após revisão positiva da produtividade

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A produção de algodão em Mato Grosso deverá ser maior do que o previsto inicialmente na safra 2025/26. A nova estimativa divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) aponta crescimento no potencial produtivo das lavouras, impulsionado pelas condições favoráveis registradas nos primeiros meses de desenvolvimento da cultura.

Apesar da redução na área cultivada, a revisão para cima da produtividade elevou a projeção da safra estadual para 6,27 milhões de toneladas de algodão em caroço, reforçando a posição de Mato Grosso como principal produtor da fibra no Brasil.

Área plantada recua diante de preços menos atrativos

De acordo com o levantamento de junho de 2026, a área destinada ao cultivo de algodão permanece estimada em 1,38 milhão de hectares. O número representa uma retração de 11,11% em relação ao ciclo anterior.

Segundo o Imea, a redução está diretamente relacionada ao cenário de mercado enfrentado pelos cotonicultores. Os preços da fibra considerados menos atrativos e os elevados custos de produção influenciaram a decisão dos produtores, resultando em menor expansão da cultura nesta temporada.

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Produtividade surpreende e impulsiona projeção da safra

Mesmo com a diminuição da área cultivada, as perspectivas de rendimento melhoraram significativamente. O instituto revisou a produtividade média do algodão em caroço para 304,02 arrobas por hectare, aumento de 6,32 arrobas por hectare em comparação com a estimativa divulgada em maio.

O avanço reflete o bom desempenho das lavouras durante os primeiros estágios de desenvolvimento, favorecido por condições climáticas adequadas e bom estabelecimento das plantas no campo.

Segundo a análise do Imea, o cenário observado até o momento contribuiu para elevar o potencial produtivo das áreas cultivadas e compensar parte da redução na superfície plantada.

Produção é revisada para 6,27 milhões de toneladas

Com o ajuste na produtividade, a estimativa para a produção total de algodão em caroço em Mato Grosso foi elevada para 6,27 milhões de toneladas. O volume representa crescimento de 2,12% em relação à projeção anterior divulgada pelo instituto.

A nova previsão reforça a expectativa de uma safra robusta, mesmo diante dos desafios econômicos enfrentados pelo setor ao longo do planejamento da temporada.

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Clima seguirá determinando o resultado final da safra

Embora os números atuais sejam positivos, o Imea destaca que a consolidação do potencial produtivo ainda dependerá das condições climáticas ao longo dos próximos meses.

Fatores como regime de chuvas, temperatura e sanidade das lavouras continuarão sendo determinantes para confirmar o rendimento projetado e garantir o alcance da produção estimada.

Com uma das maiores áreas de algodão do mundo concentradas no estado, Mato Grosso segue como protagonista da cotonicultura nacional, setor que desempenha papel estratégico nas exportações brasileiras e no abastecimento da indústria têxtil global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Doenças respiratórias dos bovinos (DRB) exigem prevenção, manejo e resposta rápida para reduzir perdas na pecuária

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O complexo de doenças respiratórias dos bovinos (DRB) permanece entre os principais desafios sanitários da pecuária moderna, especialmente em sistemas intensivos de produção. Apesar disso, sistemas extensivos também estão sujeitos à enfermidade em situações de estresse, como mudanças bruscas de temperatura, transporte de longa distância e outras condições que comprometem a imunidade dos animais.

De origem multifatorial, a DRB afeta diretamente o desempenho zootécnico, o bem-estar animal e pode levar à mortalidade, resultando em prejuízos econômicos significativos quando não há prevenção e tratamento adequados.

DRB resulta da interação entre agentes infecciosos, ambiente e manejo

O desenvolvimento da doença está associado à combinação entre agentes infecciosos, condições ambientais, práticas de manejo e resposta imunológica dos animais.

Entre os principais agentes bacterianos envolvidos estão:

  • Mannheimia haemolytica
  • Pasteurella multocida
  • Histophilus somni
  • Mycoplasma bovis

Esses microrganismos estão frequentemente associados a quadros respiratórios graves e processos inflamatórios pulmonares, que podem evoluir para lesões severas quando não controlados adequadamente.

Segundo a médica-veterinária e gerente da linha de produtos da Unidade de Pecuária da Ceva Saúde Animal, Baity Leal, esses agentes podem estar presentes nas vias respiratórias sem causar doença, mas se tornam problemáticos em situações de desequilíbrio imunológico.

“O problema ocorre quando há queda de imunidade ou estresse, permitindo que as bactérias se multipliquem e alcancem o trato respiratório inferior”, explica.

Fatores de estresse aumentam ocorrência da doença no campo

A DRB tende a se manifestar com maior frequência em momentos críticos da produção, como:

  • Transporte de longa distância
  • Jejum prolongado
  • Mistura de animais de origens diferentes
  • Formação recente de lotes
  • Alta densidade de animais
  • Ventilação inadequada
  • Poeira, lama e excesso de umidade
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Em sistemas intensivos, como confinamentos de gado de corte e propriedades leiteiras, a proximidade entre os animais e a qualidade do ambiente aumentam a pressão de infecção.

A doença também pode atingir bovinos a pasto, especialmente quando submetidos a estresse ou condições que comprometem a imunidade.

Sinais clínicos da DRB exigem atenção imediata no rebanho

Os principais sintomas observados incluem:

  • Febre
  • Secreção nasal
  • Lacrimejamento
  • Tosse
  • Dificuldade respiratória
  • Apatia
  • Redução do consumo de alimento
  • Queda no desempenho produtivo

Em animais jovens, como bezerras leiteiras, os impactos são ainda mais severos, podendo comprometer desenvolvimento, reprodução e produtividade futura.

Impactos econômicos reforçam importância da prevenção

Além das perdas diretas com medicamentos e mão de obra, a DRB provoca impactos indiretos relevantes, como:

  • Redução do ganho de peso
  • Piora da conversão alimentar
  • Maior tempo de recuperação
  • Desuniformidade dos lotes
  • Aumento da mortalidade

Esses fatores tornam a doença um problema sanitário e econômico relevante em diferentes sistemas produtivos.

Prevenção depende de manejo, ambiência e vacinação

A prevenção da DRB envolve um conjunto de práticas integradas, incluindo:

  • Controle de poeira, umidade e ventilação
  • Organização adequada de lotes
  • Redução de estresse durante o manejo
  • Período de adaptação para animais recém-chegados
  • Cuidados com colostragem em bezerros
  • Higienização e cura correta do umbigo
  • Programas de vacinação estruturados

Para Baity Leal, a prevenção deve fazer parte da rotina da fazenda.

“A DRB não é apenas um problema de confinamento. Sempre que há impacto na imunidade e no conforto dos animais, o risco aumenta”, reforça.

Diagnóstico precoce e tratamento rápido são decisivos para o controle

Quando a doença se instala, a rapidez na identificação e no início do tratamento é determinante para reduzir danos pulmonares e perdas produtivas.

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O tratamento envolve o controle da infecção bacteriana, da inflamação e dos sintomas clínicos, garantindo melhor recuperação do animal.

“O tratamento precisa ser iniciado no momento certo e mantido pelo período adequado, com controle da infecção e da inflamação para favorecer a recuperação”, explica a especialista.

Terapias combinadas ganham espaço no controle da DRB

Soluções que associam ação antimicrobiana e anti-inflamatória vêm sendo incorporadas às estratégias de manejo sanitário.

Entre elas está o Zeleris®, da Ceva Saúde Animal, que combina:

  • Florfenicol, antibiótico de amplo espectro
  • Meloxicam, anti-inflamatório, analgésico e antipirético

O produto atua contra principais agentes da DRB, como Mannheimia haemolytica, Pasteurella multocida e Histophilus somni, além de controlar febre, dor e inflamação por período prolongado, contribuindo para a recuperação clínica dos animais.

O uso deve sempre seguir orientação veterinária e protocolos de uso responsável de antimicrobianos.

Sanidade respiratória como pilar da pecuária moderna

Para especialistas, o avanço no controle da DRB está diretamente ligado à profissionalização da pecuária e à adoção de protocolos sanitários mais estruturados.

“A redução do impacto das doenças respiratórias depende de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento bem conduzido”, conclui Baity Leal.

Em um cenário de intensificação produtiva, a DRB segue como um dos principais pontos de atenção da pecuária, exigindo integração entre manejo, ambiência, sanidade e tecnologia para preservar desempenho, bem-estar e rentabilidade dos rebanhos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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