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Safra de cana 2025/26 da Tailândia ganha ritmo e mostra sinais de recuperação

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Safra de cana na Tailândia avança após atraso inicial

A safra 2025/26 de cana-de-açúcar na Tailândia segue apresentando sinais de recuperação após um início mais lento. De acordo com informações do mais recente Relatório VIP da DATAGRO, o ritmo de moagem nas usinas tem evoluído de forma positiva nas últimas semanas.

O desempenho operacional do setor sucroenergético tailandês tem permitido recuperar parte do atraso registrado no início da temporada, contribuindo para melhorar os indicadores de produção.

Moagem diária cresce em fevereiro

Durante o mês de fevereiro, as usinas da Tailândia processaram, em média, 1,145 milhão de toneladas de cana-de-açúcar por dia.

O volume representa um aumento de 6,2% em relação ao registrado no mesmo mês do ano passado, indicando melhora no ritmo de processamento.

Segundo análise da DATAGRO A&E, mesmo com a safra ainda apresentando defasagem frente ao ciclo anterior, os indicadores operacionais continuam evoluindo de maneira consistente.

Produção acumulada ainda fica abaixo da safra anterior

No acumulado da temporada atual, considerando o período entre 1º de dezembro e 28 de fevereiro, a moagem total de cana atingiu 77,30 milhões de toneladas.

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Apesar do avanço recente, esse volume ainda representa uma queda de 3,8% em comparação com o mesmo intervalo da safra 2024/25.

Até o final de fevereiro, 58 usinas permaneciam em operação no país, o mesmo número registrado no mesmo período do ciclo anterior.

Rendimento industrial apresenta melhora

O rendimento industrial também apresentou evolução ao longo da temporada.

Até 28 de fevereiro, o índice alcançou 109,87 quilos de açúcar por tonelada de cana (kg/tc), resultado que representa crescimento de 2,3% na comparação anual.

Esse indicador mostra uma recuperação gradual da eficiência industrial das usinas, mesmo com o atraso inicial da safra.

Produção de açúcar registra leve recuo

Apesar da melhora na moagem diária e no rendimento industrial, a produção total de açúcar ainda apresenta pequena retração.

Até o fim de fevereiro, a produção acumulada chegou a 8,49 milhões de toneladas de açúcar, no padrão tel quel, o que representa queda de 1,5% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Perspectiva para o restante da safra

Com o ritmo de moagem em crescimento e a recuperação gradual dos indicadores industriais, o setor sucroenergético da Tailândia segue trabalhando para reduzir a diferença em relação ao desempenho do ciclo anterior.

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A continuidade desse movimento dependerá principalmente da manutenção do ritmo operacional das usinas nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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