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Safra de grãos 2025/26 pode bater recorde de 356,3 milhões de toneladas no Brasil

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A produção brasileira de grãos na safra 2025/26 pode atingir um novo recorde histórico, sustentada por bons níveis de produtividade no campo. A estimativa consta no 7º Levantamento de Grãos divulgado nesta terça-feira (14) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Produção de grãos avança e pode alcançar maior volume da história

De acordo com o levantamento, a safra total está projetada em 356,3 milhões de toneladas, crescimento de 4,1 milhões de toneladas em relação ao ciclo 2024/25. Na comparação com o relatório anterior, o aumento é de 2,9 milhões de toneladas.

Se confirmado, o resultado representará o maior volume já registrado na série histórica.

A área plantada também apresenta expansão, estimada em 83,3 milhões de hectares, alta de 2%. Já a produtividade média nacional deve atingir 4.276 quilos por hectare, recuo de 0,8% frente à safra passada, mas ainda configurando o segundo melhor desempenho da história.

Soja lidera produção e deve registrar nova safra recorde

A soja segue como principal motor da produção agrícola brasileira. A expectativa é de uma colheita de 179,2 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde.

A redução das chuvas ao longo de março favoreceu o avanço da colheita, que já alcança 85,7% da área plantada. Mesmo com desempenho inferior em alguns estados produtores, a produtividade média nacional da oleaginosa foi a maior já registrada, com 3.696 quilos por hectare.

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Milho apresenta leve retração na produção total

Para o milho, segunda principal cultura do país, a produção total está estimada em 139,6 milhões de toneladas, representando queda de 1,1% em relação ao ciclo anterior.

  • Primeira safra: área de 4,1 milhões de hectares e produção estimada em 28 milhões de toneladas
  • Segunda safra: previsão de 109,1 milhões de toneladas, retração de 3,6%

A semeadura da segunda safra está em fase final, com lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento, desde germinação até floração.

Produção de arroz recua com menor área cultivada

A produção de arroz está estimada em 11,1 milhões de toneladas, queda de 12,9% na comparação anual.

O recuo é explicado, principalmente, pela redução de 13,1% na área plantada, além de condições climáticas menos favoráveis em parte das regiões produtoras.

O avanço da colheita nos principais estados é o seguinte:

  • Rio Grande do Sul: 72%
  • Santa Catarina: 93%
  • Tocantins: 52%
Feijão registra queda, mas mantém abastecimento interno

A produção de feijão está projetada em 2,9 milhões de toneladas, redução de 5,2% em relação à safra anterior.

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Mesmo com a retração, o volume é considerado suficiente para atender à demanda do mercado interno, garantindo o abastecimento nacional.

Algodão tem redução de área e produção

Para o algodão, a estimativa é de uma colheita de 3,8 milhões de toneladas de pluma, queda de 5,8% frente ao ciclo anterior.

A área plantada deve recuar 2,1%, totalizando cerca de 2 milhões de hectares. Apesar disso, as condições climáticas seguem favoráveis, com bom desenvolvimento das lavouras até o momento.

Mercado de milho: estoques, exportações e consumo

No segmento de mercado, a Conab revisou as projeções para o milho, considerando o novo cenário produtivo.

  • Estoque de passagem: 12,8 milhões de toneladas (jan/2027)
  • Exportações: 46,5 milhões de toneladas
  • Consumo interno: 96,5 milhões de toneladas

Os dados indicam manutenção da demanda doméstica e continuidade do bom desempenho das exportações brasileiras.

O cenário projetado reforça a força do agronegócio brasileiro, com crescimento sustentado pela expansão da área cultivada e níveis elevados de produtividade, consolidando mais um ciclo de destaque para a produção nacional de grãos.

7º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar recua para abaixo de R$ 5 e Ibovespa avança com alívio geopolítico e cenário externo mais favorável

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O mercado financeiro brasileiro iniciou esta sexta-feira com movimento positivo, impulsionado por um cenário externo mais favorável. O dólar opera em queda e voltou a ser negociado abaixo de R$ 5, enquanto o Ibovespa registra leve alta, refletindo maior apetite ao risco por parte dos investidores.

Dólar recua com melhora no cenário global e alívio geopolítico

A moeda norte-americana apresentou queda consistente ao longo da manhã, chegando à faixa de R$ 4,95. Por volta das 10h15, o dólar recuava cerca de 0,78%, cotado a R$ 4,9537. Mais cedo, já havia sido negociado próximo de R$ 4,96.

O movimento acompanha a desvalorização global da moeda dos Estados Unidos, em meio ao aumento do otimismo com possíveis avanços diplomáticos no Oriente Médio. Declarações do presidente Donald Trump indicam a possibilidade de um acordo com o Irã, o que contribuiu para reduzir tensões geopolíticas recentes.

Além disso, a entrada em vigor de um cessar-fogo temporário envolvendo Líbano e Israel e a reabertura do Estreito de Ormuz reforçaram a percepção de menor risco global.

Queda do petróleo e do dólar global favorece moedas emergentes

Com a redução das tensões, o preço do petróleo tipo Brent recuou para a faixa dos US$ 95 por barril, contribuindo para aliviar pressões inflacionárias globais.

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Ao mesmo tempo, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda frente a uma cesta de divisas fortes — apresentou queda, aproximando-se da região de 98 pontos, sinalizando tendência de enfraquecimento no cenário internacional.

Esse ambiente favorece moedas de países emergentes, como o real, já que reduz a busca por ativos considerados mais seguros, como o próprio dólar.

Ibovespa avança com maior apetite por risco

No mercado acionário, o Ibovespa apresentou alta moderada, avançando cerca de 0,27% e alcançando os 197 mil pontos.

O desempenho reflete o movimento global de maior apetite por risco, impulsionado pela melhora nas perspectivas geopolíticas e pela valorização de ativos ligados a commodities e ao mercado interno.

Indicadores mostram desempenho positivo do real e da bolsa em 2026

Os dados mais recentes reforçam o bom momento dos ativos brasileiros em 2026:

  • Dólar
    • Semana: -0,37%
    • Mês: -3,59%
    • Ano: -9,03%
  • Ibovespa
    • Semana: -0,26%
    • Mês: +4,99%
    • Ano: +22,15%

A valorização do real ao longo do ano e o forte desempenho da bolsa brasileira indicam um ambiente mais favorável para investimentos, mesmo diante de um cenário global ainda desafiador.

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Banco Central atua no câmbio com leilões de swap

No cenário doméstico, o Banco Central segue atuando para garantir liquidez e estabilidade no mercado cambial. Nesta sexta-feira, a autoridade monetária realizou leilão de 50 mil contratos de swap cambial tradicional, com o objetivo de rolar vencimentos previstos para maio.

A medida é considerada rotineira, mas ajuda a suavizar oscilações no câmbio e a manter o funcionamento adequado do mercado.

Perspectivas seguem atreladas ao cenário externo

Apesar do movimento positivo, analistas destacam que o comportamento do dólar e da bolsa brasileira continuará fortemente dependente do ambiente internacional, especialmente das evoluções geopolíticas e da política monetária nas principais economias.

A combinação de redução de tensões, queda do dólar global e preços mais estáveis de commodities tende a sustentar o desempenho favorável dos ativos brasileiros no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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