Mato Grosso

Safra de grãos em MT será a maior da história e com maior produtividade média da soja

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Mato Grosso deve atingir 101,5 milhões de toneladas de grãos na safra 2024/2025, batendo um novo recorde de produção, superando os 100 milhões de toneladas obtidas na temporada de 2023. As informações são do 7º Levantamento da Safra de Grãos 2024/24 divulgado nesta quinta-feira (10.4) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O aumento de 9% na produção de grãos em Mato Grosso vai ajudar o Brasil atingir uma safra recorde de grãos na temporada 2024/25, agora estimada em 330,3 milhões de toneladas. Um terço disso virá das lavouras mato-grossenses.

Carro-chefe da produção de grãos no Estado, a colheita da soja em Mato Grosso já chegou a 99,5% da área semeada, com a produtividade média chegando a 3.897 quilos por hectares, a maior já registrada no estado mato-grossense.

A produtividade desta temporada é 22,6% maior do que no ano agrícola anterior que foi de 3.179 quilos de soja por hectare. Com isso a produção deve alcançar 49,6 milhões de toneladas, 26,1% a mais do que o colhido na safra passada. O aumento da área plantada foi de apenas 2,9% saindo de 12,3 milhões de hectares para 12,7 milhões de hectares.

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, destaca que o desempenho nas lavouras de soja, algodão, arroz, feijão e demais grãos é fruto direto dos investimentos em tecnologia feitos pelos produtores rurais, demostrando que é possível produzir e manter 60% do território estadual preservado.

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“A produção de grãos saltou de 93,1 milhões para 101,5 milhões de toneladas, a produtividade cresceu 6,7% e a área plantada teve acréscimo de 470 mil hectares em um universo de 22,1 milhões de área agricultável. Temos 10 milhões de hectares de áreas de pastagens degradadas que podem se converter para a agricultura. Isso é mais uma demonstração da força do campo e da potência de Mato Grosso em produzir alimentos e respeitando o meio ambiente”.

Ele aponta que o Governo de Mato Grosso tem sido parceiro do setor produtivo e investido em corredores logísticos como a duplicação da BR-163, ao assumir o controle da Nova Rota Oeste, e na MT-170, na região Noroeste, que era um problema na época que ainda era a BR-170. Além disso, a execução da primeira ferrovia estadual do Brasil é um marco para o escoamento da produção estadual.

Outras culturas

Conforme o Centro de Dados Econômicos Data Hub da Sedec, outras culturas também apresentam bons resultados. A produção de algodão (caroço + pluma) deve atingir 6,5 milhões de toneladas, alta de 1,7% em relação à safra anterior, garantindo a Mato Grosso 69,3% de participação nacional.

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No arroz sequeiro, a estimativa é de 408,4 mil toneladas, crescimento de 21%, mantendo o estado na liderança da produção dessa modalidade com 40,7% do total nacional, apesar de ocupar apenas a quarta posição geral. Já a produção de feijão deve atingir 329,9 mil toneladas, o que pode colocar Mato Grosso na terceira colocação no ranking nacional, ultrapassando a Bahia.

O Estado também lidera a produção de gergelim, com 219,3 mil toneladas e 65,9% de participação, mesmo com uma queda prevista de 10,9%.

A única retração mais expressiva é no milho, cuja produção está estimada em 46,8 milhões de toneladas, uma redução de 4% em comparação com o ciclo anterior. A queda está relacionada ao atraso no calendário de plantio da soja, que impactou diretamente a janela ideal do milho. Ainda assim, Mato Grosso deve responder por 37,5% da produção nacional do cereal.

“Com esses resultados, o Estado reafirma sua posição como maior produtor de grãos do país, combinando volume, produtividade e avanços em infraestrutura para manter a competitividade do agronegócio mato-grossense no cenário nacional e internacional”, comentou o coordenador do Data Hub, Vinicius Hideki.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Corpo de Bombeiros combate seis incêndios florestais neste sábado (10)

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, neste sábado (10.10), seis incêndios florestais registrados nos municípios de União do Sul, Nossa Senhora do Livramento, Juruena, Santa Terezinha, Paranatinga e Rosário Oeste.

Em todas as ocorrências, os bombeiros atuam de forma estratégica para conter o avanço das chamas, extinguir os incêndios, monitorar as áreas atingidas e proteger vidas, propriedades rurais e o meio ambiente.

As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 62 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Desse total, 41 focos foram registrados na Amazônia e 21 focos no Cerrado.

Em Terras Indígenas, foram identificados seis focos de calor, sendo dois focos na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis; dois focos na Terra Indígena Parque do Xingu, em Querência; e dois focos na Terra Indígena Terena Gleba Iriri, em Peixoto de Azevedo.

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É importante destacar que um foco de calor, isoladamente, não caracteriza um incêndio florestal. O foco de calor é um indicativo de uma área com temperatura elevada, detectada por satélites, que pode ou não estar associada à ocorrência de fogo. Já um incêndio florestal, em geral, é identificado pelo conjunto de diversos focos de calor concentrados em uma mesma área. No caso das terras indígenas, o combate aos incêndios deve ser realizado por órgãos do Governo Federal, uma vez que o Estado não possui autorização para atuar.

Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.

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Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

Fonte: Governo MT – MT

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