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Safra de pêssego avança no Rio Grande do Sul com boa produtividade, mas preços baixos preocupam produtores

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A colheita do pêssego segue em ritmo acelerado em diversas regiões do Rio Grande do Sul, conforme aponta o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (27). O aumento da oferta da fruta nos mercados regionais tem reduzido os preços ao consumidor, ao mesmo tempo em que produtores relatam desafios na comercialização e descontentamento com os valores pagos pela indústria.

Colheita se intensifica em Caxias do Sul com boa oferta e preços mais baixos

Na região administrativa de Caxias do Sul, a Emater informa que já há grande disponibilidade de frutas nos pontos de venda, o que tem contribuído para reduzir os preços ao consumidor final. Apesar do bom volume de produção, os produtores enfrentam dificuldades na comercialização, reflexo do aumento da oferta e da pressão sobre os preços.

As principais variedades colhidas até o momento incluem BRS Kampai, PS 25399 (cedo), Chimarrita, Fascínio, Serenata, White Delight e Charme. A média de preços no Ceasa Serra é de R$ 6,40/kg, enquanto frutos de menor calibre são comercializados a R$ 5,00/kg.

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A colheita de nectarinas também começou, com destaque para as variedades Mexicana, Bruna e Mina, que registram valores semelhantes aos do pêssego e boa aceitação no mercado regional.

Produtividade elevada e qualidade destacam safra em Pelotas

Na região de Pelotas, a safra avança com resultados positivos. As cultivares precoces Citrino e Bonão apresentaram excelente rendimento e qualidade, segundo o boletim da Emater. A maturação uniforme das frutas deve concentrar a colheita em um período curto, facilitando o escoamento da produção.

As variedades de ciclo médio mantêm bom desenvolvimento e sanidade dentro do esperado. Produtores seguem realizando tratamentos fungicidas preventivos, o que tem contribuído para preservar a qualidade da fruta e evitar perdas por doenças.

A expectativa é de que a regularidade das chuvas até o fim da safra favoreça a manutenção da produtividade e o padrão de qualidade do produto.

Controle da mosca-das-frutas e preocupação com preços pagos pela indústria

De acordo com a Emater, o controle da mosca-das-frutas — considerada a principal praga da cultura — está sendo realizado com eficiência, por meio do uso de iscas tóxicas monitoradas com armadilhas.

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Apesar do bom desempenho no campo, os preços pagos pela indústria continuam desanimadores para os produtores. Atualmente, o valor médio é de R$ 2,10/kg para pêssegos tipo I e R$ 1,85/kg para tipo II, o que tem motivado mobilizações do setor em busca de reajustes.

Expectativas para o restante da safra

Com o avanço das colheitas e boas condições climáticas, a safra 2025 de pêssego no Rio Grande do Sul tende a manter alta produtividade e frutas de qualidade, segundo a Emater. No entanto, o baixo retorno financeiro e as dificuldades de comercialização seguem como os principais desafios para o setor, especialmente para os pequenos produtores que dependem do preço pago pela indústria.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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