Saúde

Sala de Situação Nacional coordena resposta à emergência provocada pelas chuvas na Zona da Mata Mineira

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Diante das fortes chuvas que atingem principalmente a Zona da Mata Mineira e outras regiões do país, o Ministério da Saúde acionou, nesta quarta-feira (4), a Sala de Situação Nacional de Emergências Climáticas em Saúde para coordenar a resposta federal nas áreas mais afetadas. A estrutura reúne especialistas da pasta, representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e dos conselhos de saúde para articular ações como o envio de equipes e insumos, além de monitorar o cenário e subsidiar decisões rápidas.

Além das regiões afetadas em Minas Gerais, a sala também vai monitorar grande parte do Nordeste, diante da previsão de continuidade das chuvas no Recôncavo Baiano e em áreas do interior do Ceará, Piauí e Maranhão. As informações são acompanhadas por meio do programa Vigilância em Saúde dos Riscos Associados aos Desastres (Vigidesastre), responsável por desenvolver e implementar ações de vigilância e resposta em saúde voltadas à gestão de riscos associados a emergências em saúde pública decorrentes de desastres.

As ações são orientadas pelos cinco estágios operacionais previstos no Plano de Contingência Nacional para Emergências em Saúde Pública por Chuvas Intensas e Desastres Associados: normalidade, mobilização, alerta, situação de emergência e crise. Além da intensificação da vigilância epidemiológica e sanitária e do apoio logístico com medicamentos e insumos estratégicos, o plano prevê a atuação da Força Nacional do SUS nos territórios afetados.

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A sala também vai funcionar com base no Sistema de Comando de Incidentes (SCI), modelo de gestão de emergências reconhecido internacionalmente, que estabelece protocolos para atuação coordenada entre órgãos governamentais, setor privado e organizações da sociedade civil, com foco na resposta e na mitigação dos impactos.

Principais ações realizadas

Desde o início da emergência provocada pelas chuvas na Zona da Mata Mineira, o Ministério da Saúde tem atuado para minimizar os impactos do evento na saúde da população, principalmente nas cidades mais afetadas: Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa.

Equipes do Departamento de Emergências em Saúde Pública e da Força Nacional do SUS continuam na região para apoiar a gestão municipal e reforçar a assistência direta à população. A atuação é feita com foco no cuidado em saúde mental das pessoas afetadas e dos profissionais do SUS que estão na linha de frente.

O Ministério da Saúde também enviou nove kits emergenciais para fortalecer a resposta nas três cidades. Cada kit é composto por 16 itens estratégicos e 32 medicamentos, com capacidade para atender até 1,5 mil pessoas por mês, o que representa assistência para 13,5 mil pessoas no período.

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Além disso, foi enviada uma carreta do programa Agora Tem Especialistas para reduzir a fila de espera por exames de imagem no município de Juiz de Fora, bem como unidades de atendimento móveis para reforçar a atenção primária em Ubá e Matias Barbosa. O Ministério também antecipou a entrega de 50 ambulâncias do SAMU para o estado; dessas, 12 foram destinadas aos municípios afetados, para fortalecer a rede de urgência e emergência.

João Vitor Moura
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde protocola na Conitec pedido de análise para incorporação de canetas emagrecedoras no SUS

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O Ministério da Saúde protocolou, nesta quinta-feira (24), na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), pedido de análise para a incorporação ao SUS das chamadas canetas emagrecedoras (GLP-1). A medida representa mais um passo da pasta, que, desde 2025, articula com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a mobilização de empresas nacionais e internacionais interessadas em registrar análogos de GLP-1, além de incentivar estudos sobre eficácia.

Em ofício encaminhado à Conitec, a proposta prevê a avaliação da oferta desses medicamentos para o tratamento de pacientes com obesidade. Dados do Ministério da Saúde mostram que a prevalência da condição no Brasil passou de 11,8%, em 2006, para 25,7%, em 2024, aumentando a necessidade de acompanhamento e tratamento por longos períodos, com impactos na mortalidade, na qualidade de vida, na produtividade e nos gastos do sistema de saúde.

O Ministério da Saúde destaca que a iniciativa tem respaldo na primeira diretriz da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o uso, em escala populacional, de terapias baseadas em GLP-1 para o tratamento da obesidade a longo prazo, publicada no final de 2025. A medida é complementar às estratégias já adotadas pelas políticas vigentes.

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A OMS enfatiza a importância do acesso equitativo às terapias com GLP-1 e da preparação dos sistemas de saúde para seu uso. A organização entende que sem políticas deliberadas, o acesso a essas terapias pode exacerbar as disparidades de saúde existentes. E apela para ações urgentes em relação à produção, à acessibilidade e à prontidão dos sistemas de saúde globais.

O documento entregue pelo Ministério da Saúde também aponta redução de 70% nos preços desses produtos no Brasil em menos de um ano, com a ampliação da concorrência. Nesse contexto, a pasta solicita que a Conitec avalie a incorporação ao SUS de medicamentos à base de semaglutida ou liraglutida, princípios ativos sem proteção de patente.

Até o momento, 25 canetas emagrecedoras já foram registradas no país, sendo 14 delas em 2026, fruto direto da estratégia de fomento do Ministério e da Anvisa, incluindo versões produzidas nacionalmente e medicamentos genéricos. E novos registros ainda são esperados. A ampliação da concorrência fez do Brasil o país com a maior variedade do produto no mundo e derrubou os preços no varejo. 

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Estudos em andamento

O Ministério da Saúde, por meio do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre (RS), também conduz estudos que avaliam o uso desse tipo de medicamento em pacientes do SUS com obesidade.

A eventual incorporação ao SUS deverá estabelecer os critérios clínicos para acesso ao tratamento, concentrando a utilização nos pacientes em que o controle da obesidade possa produzir benefícios relevantes para a saúde e reduzir complicações ou a necessidade de procedimentos de maior complexidade.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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