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Salton, maior exportadora de espumantes do Brasil, é premiada por atuação internacional

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A Salton, reconhecida como a maior exportadora de espumantes do país, recebe nesta quinta-feira (14) o Destaque Setorial Agro do Prêmio Exportação RS, em evento realizado em Porto Alegre. Com 115 anos de história, a vinícola se destaca pela expansão internacional, presença em mercados estratégicos e reconhecimento em concursos internacionais.

Reconhecimento internacional e conquistas recentes

A Salton já exportou seus produtos para 32 países e acumulou quase seis milhões de garrafas nos últimos cinco anos, ampliando parcerias em mercados como China, Bolívia, Haiti e Guiné Equatorial, além de fortalecer presença em destinos estratégicos como Peru, Maldivas, França e Gana.

Entre as premiações recentes, o Salton Prosecco entrou no ranking dos 10 melhores espumantes do mundo no Effervescents du Monde, o mais importante concurso da categoria, realizado na França. No ano passado, a vinícola conquistou 40 medalhas em concursos internacionais, reforçando a qualidade de seus produtos.

Estratégias diferenciadas para mercados internacionais

Segundo Cesar Baldasso, gerente de comércio exterior da Salton, a vinícola adota estratégias personalizadas para cada país:

  • Canal horeca: atuação em hotéis, restaurantes e cafés, com suporte técnico, treinamentos e campanhas de vendas.
  • Canal off-trade: adaptação de produtos e rótulos para atender demandas locais, incluindo marcas privadas.

“Essa flexibilidade é fundamental para manter relevância e conquistar espaço em diferentes cenários internacionais”, afirma Baldasso.

No Peru, a Salton está presente em restaurantes de alto padrão, incluindo casas que figuram na lista The World’s 50 Best Restaurants, como o Maido e o Mérito, além de endereços sofisticados como Astrid & Gastón, Restaurante Maras e Carnal Prime Meats. A estratégia foca na linha de espumantes premium e no fortalecimento da marca no público de alto padrão.

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No Japão, a atuação é similar, com presença em canais horeca, portfólio de espumantes, vinhos e sucos de uva, e foco em relacionamento e suporte técnico, consolidando a marca como referência em qualidade e adaptabilidade internacional.

Salton celebra 115 anos de história

Fundada em 1910 na Serra Gaúcha por imigrantes italianos, a Salton é a vinícola mais antiga em operação contínua do Brasil. Líder no mercado nacional de espumantes desde 2005, a empresa mantém práticas de viticultura de precisão, sustentabilidade e presença em mais de 30 mercados internacionais. Só em 2024, a vinícola manteve operações em 16 países, reforçando sua posição de destaque no cenário global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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