Mato Grosso

Secel lança Revista Observatório com dados e artigos do cenário cultural mato-grossense

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Com seis eixos temáticos baseados em dados analíticos, como o mapeamento da capoeira em Mato Grosso, aliados a debates e artigos de pesquisadores na área cultural e da gestão pública dos recursos, a primeira edição da Revista Observatório, da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), chega no cenário estadual com o tema Cultura e Economia Criativa.

“Mesmo às vezes apresentando o relatório, como é o caso do mapeamento, a ideia é trazer para a revista debates, pesquisadores, pessoas que estão pensando a cultura em Mato Grosso a partir do ponto de vista artístico, cultural, mas também do ponto de vista da gestão”, destaca o secretário-adjunto de Cultura da Secel, Jan Moura.

A publicação, lançada no final da tarde de terça (16/12), no Cine Teatro Cuiabá, com representantes de esferas do cenário cultural mato-grossense, preenche a lacuna por dados e instrumentos de pesquisa para a elaboração de políticas culturais no Estado. “Antes de fazermos um edital, um programa, uma ação, a gente sempre se baseou muito na intuição, o que a gente percebe na sociedade, aquilo que a gente olha, que faz sentido, mas essa não é a melhor forma de fazer política pública, a gente precisa de dados, de instrumentos, e de embasamento”, frisa Jan.

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Conforme o gestor, o intuito do trabalho é “colocar materialidade sobre esse desejo, de ter um instrumento eficaz e mais potente pra que a gente construa políticas públicas”. Ele ressalta a importância do trabalho de compilação dos dados de temas culturais para a posteridade. “A revista é o primeiro passo, a gente sabe que o Observatório é como um bebê que vai crescendo. Não temos dados anteriores, estamos construindo agora. Temos informações hoje, que, daqui a cinco, 10 anos, de fato, teremos um cenário e um mapa mais claro pra conseguir compreender”, analisa.

A presidente da Academia Mato-Grossense de Letras, Luciene Carvalho, elogia a importância da iniciativa da Secel para veicular informações que não tinham canal de circulação. “Quando é uma abstração, num universo solitário, ou do grupo que está pensando, num dos artigos que foi pesquisado, não há veículo para ir ao mundo. Que maravilha a Secel criar um periódico, um canal de divulgação. A revista dá materialidade, transporte para saberes, pesquisas e averiguação. Tem material de pesquisa sobre indígenas, sobre medos, quanta coisa linda coube num veículo como esse”.

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Ela ressalta que a Revista Observatório é importante para divulgação dos saberes constituídos em Mato Grosso. “A Secel percebeu que não tínhamos periódico. Trata-se do nascedouro de um produto literário. O periódico foi sumindo aos poucos, especialmente na fisicalidade do papel. E agora vai ter a revista online, mas também vai ter revista física para os que amam o cheiro do papel”, frisa.


Chefe da Unidade de Gestão de Recursos Federais e Iniciadores da Secel, Veruska Almeida de Souza foi a responsável por coordenar todo o trabalho de elaboração do periódico. “Lutamos muito para realizar esse trabalho. Várias pessoas participaram. A revista integra um dos instrumentos de disseminação de informação, pesquisa de dados quantitativos e qualitativos referentes à cultura, economia criativa, esporte e lazer no âmbito estadual”. Financeiramente, a revista foi implementada mediante parceria com a entidade Ação Cultural, vencedora do edital de operacionalização da Lei Paulo Gustavo em Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Politec conclui que incêndio em prédio da prefeitura não teve origem criminosa

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A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.

Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.

No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.


Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.

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“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.

Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.

No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.

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Fonte: Governo MT – MT

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