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Segunda turma do Curso de Português para Imigrantes é inaugurada em Mato Grosso do Sul

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Nesta quarta-feira (3), teve início a segunda turma do Curso de Português para Imigrantes, iniciativa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Mato Grosso do Sul (SRTE-MS). Realizado no Espaço Saber, o curso oferece capacitação profissional a estrangeiros que chegam ou já vivem no estado, fortalecendo a inclusão social e a integração ao mercado de trabalho.

O programa faz parte do UEMS Acolhe, projeto de extensão da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), que se consolidou como referência em acolhimento e inclusão. As aulas são organizadas em três níveis, atendendo desde migrantes sem conhecimento prévio da língua portuguesa até aqueles que buscam aprimorar suas habilidades de comunicação.

Nesta edição, imigrantes de 11 países estão inscritos. As aulas ocorrem em Campo Grande, na SRTE-MS, nos períodos matutino (9h às 11h) e vespertino (14h às 16h30), durante 12 semanas, totalizando 60 horas presenciais, ministradas por acadêmicos e voluntários da UEMS. Além da Capital, o curso será oferecido em outras seis cidades: Cassilândia, Corumbá, Dourados, Nova Andradina, Naviraí e Sidrolândia, em datas distintas.

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Para o superintendente regional do Trabalho em MS, Alexandre Cantero, o curso tem impacto direto na vida dos migrantes e no desenvolvimento social do estado. “O domínio da língua portuguesa é o primeiro passo para que os migrantes possam se integrar plenamente à sociedade e ao mercado de trabalho. É uma ferramenta de cidadania que abre portas e garante mais dignidade”, afirma.

Cantero ressalta ainda que o projeto reforça o compromisso da instituição com a inclusão social e a geração de oportunidades. Números comprovam a relevância da iniciativa: mais de 4 mil migrantes e refugiados de 35 nacionalidades já foram atendidos pelo programa, incluindo venezuelanos, haitianos, colombianos, senegaleses e egípcios. Só no primeiro semestre de 2025, 246 alunos concluíram o curso e receberam certificados.

O certificado emitido ao final da formação tem validade oficial como comprovante de proficiência em língua portuguesa, podendo ser utilizado em processos de naturalização. “Cada certificado representa mais do que a conclusão de um curso. É a conquista de uma nova etapa de pertencimento e reconhecimento para quem escolheu Mato Grosso do Sul como lar”, reforça Cantero. 

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Serviço

Curso de Português para Imigrantes

Local: Rua 13 de Maio, 3.214 – Centro, Campo Grande-MS

Contato: (67) 3901-3008 / 3901-3014

Atendimento: segunda a sexta-feira, das 8h às 17h

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Operação Dupla Cena desmonta associação criminosa especializada em fraudes eletrônicas

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Florianópolis, 16/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), participou da Operação Dupla Cena, deflagrada nesta quinta-feira (16) pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), por meio da Delegacia de Combate a Estelionatos do Departamento de Investigações Criminais da Capital (DCE/DIC).

A ação tem como objetivo desarticular uma associação criminosa voltada à prática de estelionato mediante fraudes eletrônicas, principalmente por meio do uso de redes sociais.

A Operação Dupla Cena conta com o suporte operacional da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), que colaborou na deflagração de 18 mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão domiciliar nas cidades de Fortaleza, Canindé, Sobral e Caucaia.

“A operação envia um recado claro: o ambiente digital não é terra sem lei, e a distância geográfica não serve mais de escudo para a impunidade. Ao atingir simultaneamente o mentor intelectual e a rede de “conteiros” no Ceará, não estamos apenas solucionando um estelionato ocorrido em Santa Catarina, mas desmantelando uma engrenagem sofisticada de prejuízos sociais por meio da integração estratégica com o Ciberlab”, afirma o delegado da PCSC, Osmar Carraro.

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Modus operandi

As investigações tiveram início após uma fraude perpetrada contra uma lotérica em Florianópolis, que resultou em um prejuízo de R$ 114 mil. O grupo criminoso utilizava redes sociais para atrair vítimas com falsas promessas de prêmios em dinheiro. No caso, a vítima foi induzida a ir até uma lotérica e a entregar o telefone à atendente.

Do outro lado da linha, um criminoso, passando-se pelo patrão da cliente, persuadiu a funcionária a realizar diversos depósitos em contas digitais, sob a promessa de que o acerto financeiro seria feito ao final dos procedimentos.

Alvos e prisões

Entre os alvos presos hoje está o “Mentor Intelectual”, identificado como o chefe do esquema e responsável pela coordenação do grupo no Ceará. Também foram presos outros 17 “conteiros”, indivíduos recrutados (coautores) para ceder contas bancárias, permitindo o recebimento e a rápida dispersão dos valores subtraídos das vítimas.

O objetivo central é paralisar as atividades criminosas do grupo com base em Fortaleza. A operação visa prender quem executa a ligação, bem como responsabilizar o autor intelectual e impedir que o grupo continue utilizando redes sociais para atrair novas vítimas.

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Tipificação penal

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica (Art. 171, § 2º-A do Código Penal), associação criminosa (Art. 288 do Código Penal) e lavagem de dinheiro (Art. 1º da Lei nº 9.613/98), cujas penas, quando somadas, podem atingir até 21 anos de reclusão e multa.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública ressalta a importância da integração entre as forças policiais estaduais para o combate eficaz ao crime cibernético, demonstrando que a distância geográfica entre criminosos e vítimas não garante mais a impunidade no ambiente digital.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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