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Senad e Prefeitura do Recife firmam Acordo de Cooperação Técnica para implementação do Programa CRIA

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Recife, 04/12/2025 – A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), firmou com a Secretaria de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas (SAS) do Recife um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para implementar e expandir o Programa CRIA – Prevenção e Cidadania no município. Realizada na capital pernambucana nessa terça-feira (2), a iniciativa representa um passo decisivo para fortalecer políticas públicas baseadas em evidências científicas e integradas aos serviços já existentes no território.

Para acompanhar as ações do programa e dialogar com as políticas públicas estratégicas da cidade, a secretária nacional da Senad, Marta Machado, visitou entidades em Recife (PE). Ela esteve no Compaz Lêda Alves, um dos Centros Comunitários da Paz que atua na periferia oferecendo educação, cultura, esportes, cidadania e oportunidades para crianças, jovens e adultos.

A secretária também esteve no Centro Arrecifes de Cidadania, na Comunidade do Bem, espaço voltado à inclusão social, produtiva e digital das pessoas atendidas. A instituição oferece serviços como atendimento psicossocial individual e familiar, acesso a benefícios do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), cursos de qualificação profissional, inclusão digital, orientação de carreira e apoio jurídico. Esses equipamentos fazem parte dos territórios que serão diretamente beneficiados pelas ações do Programa CRIA.

Marta Machado falou sobre a importância estratégica da cooperação com o município e da atuação articulada nos territórios. “Estamos construindo uma parceria na área da prevenção e escolhemos Recife por seu potencial, para ser piloto de dois programas fundamentais para nós: o Comunidades que Cuidam e o PIPA – Territórios Preventivos. Já sabemos que muitas ações já acontecem nesse território, e nossa intenção é organizar os atores e as forças locais para que todos atuem de forma integrada, seguindo a lógica da prevenção”, explicou.

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O Programa CRIA

Lançado pela Senad em 2024, o Programa propõe uma estratégia nacional para prevenir o uso de álcool e de outras drogas, além de reduzir violência e criminalidade, especialmente entre crianças, adolescentes, jovens e comunidades vulneráveis.

A política está estruturada em três eixos principais:

• Prevenção na Infância e Adolescência
• Proteção em Contextos de Risco
• Territórios em Ação

O acordo firmado possibilita a transferência de tecnologias de prevenção validadas internacionalmente, incluindo metodologias certificadas pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). A implementação no município envolve ações nas escolas, fortalecimento familiar e construção de sistemas territoriais de prevenção.

Metodologias do CRIA em Recife

• Elos – Construindo Coletivos

Voltada a crianças de 6 a 10 anos, a metodologia utiliza atividades lúdicas para estimular habilidades socioemocionais, reduzir comportamentos agressivos e fortalecer vínculos escolares. A expectativa é reduzir em até 2,7 vezes o risco futuro de uso problemático de substâncias.

Em Recife, as etapas de sensibilização, pactuação e diagnóstico já foram concluídas, e a implementação está prevista para o próximo ano.

• #Tamojunto

Aplicada a adolescentes, a metodologia desenvolve habilidades de vida, pensamento crítico e compreensão sobre drogas. Estudos indicam redução de até 30% no início do uso de álcool. Em 2025, Recife sediou a formação da nova edição do programa, no âmbito do Programa de Cooperação Acadêmica de Políticas Públicas sobre Drogas (Procad/Senad), com a participação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e de outras instituições. A implementação em turmas do Ensino Fundamental II está prevista para o primeiro semestre de 2026.

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• Famílias Fortes

Voltado a famílias com crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, o programa fortalece vínculos familiares e reduz fatores de risco. Em novembro de 2025, Recife recebeu a formação presencial de 35 profissionais, e a implementação está prevista para o próximo ano.

• PIPA – Territórios Preventivos

Versão brasileira da iniciativa global CH.AM.P.S., do UNODC, o PIPA visa fortalecer sistemas territoriais de prevenção. O local piloto em Recife é o bairro do Ibura, onde já foram realizados diagnóstico territorial, formação do Comitê Territorial com mais de 30 representantes e capacitações baseadas nas Diretrizes Internacionais de Prevenção. O Compaz Ibura é parceiro central no processo, sediando os encontros e impulsionando a mobilização comunitária.

• Comunidades que Cuidam (CQC)

Desenvolvido em conjunto com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a UFPE, o Comunidades que Cuidam é um sistema de prevenção reconhecido internacionalmente, que fortalece a população como agente de redução de riscos e de proteção a crianças e adolescentes. Em Recife, os territórios de intervenção serão o Sítio das Palmeiras e a Vila Arraes, que receberão os programas a partir de 2026.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Nacional

CMSE aprova medidas para preparar o sistema elétrico para os impactos do El Niño e do cenário geopolítico

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O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou, nesta quarta-feira (22/7), seguindo recomendações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), medidas para reforçar a segurança do atendimento eletroenergético diante da elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, e das incertezas do atual cenário geopolítico que pode impactar nos preços dos combustíveis.

Entre as ações aprovadas está a antecipação do início do suprimento de cinco contratos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia (LRCE 2022) e do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026), que garantirá 1,8 GW adicionais ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de setembro.

O volume antecipado é fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro em 2026 e início de 2027, principalmente prevendo as consequências que podem ser causadas pelo El Niño. O parecer que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu em julho aponta cenário de “elevada probabilidade” de ocorrer o fenômeno, que reduz a disponibilidade de energia produzida na região Norte do país e aumenta a carga do sistema elétrico devido à elevação das temperaturas e do consequente crescimento do consumo de energia.

De acordo com as informações publicadas no Plano de Operação Energética (PEN) 2025, e atualizadas na versão de 2026, a antecipação desses contratos recompõe o montante que o LRCAP 2026 não contratou devido à falta de oferta. O certame, realizado em março deste ano, fixou em 4,2 GW a potência necessária para o atendimento de ponta, mas foram contratados 2,2GW.

A decisão para antecipar os contratos também se baseou nas incertezas geopolíticas ocasionadas pelo atual cenário de guerras, que podem impactar diretamente os preços de combustíveis. De acordo com estudos elaborados pelo MME, a utilização de usinas sem contrato (merchant) para suprimento de carga custam, no mínimo, 25% a mais do que as contratadas nos certames.

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Processo

Em abril de 2026, o MME consultou os empreendimentos vencedores do LRCE 2022 e LRCAP 2026 sobre a disponibilidade e interesse em antecipar seus contratos. Ao todo, foram consultadas usinas que somam cerca de 3.482 GW de capacidade instalada. Desse total, aproximadamente 2.377 MW manifestaram interesse na antecipação, cabendo ao ONS indicar o montante necessário para atendimento das necessidades do sistema. A seleção final contemplou os empreendimentos compatíveis com os requisitos operacionais identificados nos estudos de planejamento com menor impacto tarifário.

 Informações Técnicas:

Antecipação de Empreendimentos de Geração

Deliberações:

I – Recomendar a antecipação de início de suprimento dos Contratos de Reserva de Capacidade decorrentes dos Leilões de Reserva de Capacidade na forma de energia de 2022 – LRCE 2022 e na forma de potência de 2026 – LRCAP 2026, dos empreendimentos indicados a seguir, de modo que os contratos tenham vigência em 1º de setembro de 2026, totalizando 1.827,1 MW, com base nas avaliações do Plano de Operação Energética – PEN 2026/2030 e a manifestação de interesse dos respectivos agentes, de modo a contribuir para a segurança do atendimento eletroenergético em 2026:

Garantia Física LRCE 2022
Garantia Física LRCE 2022

 

II – Recomendar que todas as demais cláusulas dos contratos originais, inclusive as relativas às penalidades por atraso no início da operação comercial do empreendimento, passem a valer desde o início da data de antecipação.

Avaliação da Base de Dados dos Estudos Elétricos e Energéticos

Deliberação: Tendo em vista as discussões realizadas no âmbito técnico do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico –  CMSE relativas às Bases de Dados de Geração de Estudos Elétricos e Energéticos, e considerando a deliberação de 312ª Reunião do CMSE (Ordinária), realizada em 05 de novembro de 2025, o CMSE deliberou por aprovar a implementação, a partir do Programa Mensal de Operação Energética – PMO de janeiro de 2027, da representação da expansão da capacidade instalada de geração de energia elétrica de usinas do Ambiente de Contratação Livre – ACL no bloco de ofertas considerado no PMO, conforme a seguir:

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(i) Considerar todas as usinas do ACL que estejam em obras, conforme critério já vigente;

(ii) Considerar, para as usinas do ACL que não estejam com obras iniciadas:

                        (a) aquelas que possuam contratos de compra e venda de energia de longo prazo – PPA, do inglês Power Purchase Agreement, e contrato de uso da rede (Sistema de Transmissão – CUST ou o Sistema de Distribuição – CUSD) válidos, conforme critério já vigente;

                        (b) aquelas que possuam Contrato de Uso do Sistema de Transmissão – CUST e Garantia Prévia para Celebração do CUST – GPC válidos;

(iii) Considerar os critérios definidos nos itens i e ii no PMO “Sombra” para o período de agosto a dezembro de 2026; e

(iv) recomendar que as instituições considerem em todos os processos o disposto no art 7º da Resolução CNPE nº 01/2024.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (22/07) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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