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Senasp abre inscrições para curso EaD de prevenção e combate a incêndios florestais

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Brasília, 30/4/2026 – A Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), abriu, nesta quinta-feira (30), as inscrições para o Curso de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, ofertado pela Rede EaD/Senasp. A formação é gratuita e destinada a profissionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

Na modalidade a distância, o curso tem carga horária de 40 horas e integra a área temática de Funções, Técnicas e Procedimentos em Segurança Pública da Matriz Curricular Nacional. O objetivo é qualificar profissionais para atuação segura, ágil e eficiente na prevenção e no enfrentamento de incêndios em áreas de vegetação.

De acordo com a diretora de Ensino e Pesquisa da Senasp, Michele dos Ramos, o combate a incêndios florestais exige preparo técnico específico e atualização constante.

“O enfrentamento desse tipo de ocorrência exige conhecimento sobre comportamento do fogo, meteorologia, uso adequado de equipamentos e técnicas de combate em diferentes terrenos, além da organização logística para operações prolongadas”, afirma.

A formação foi estruturada para ampliar a qualificação profissional e apoiar respostas mais rápidas e seguras a incêndios florestais, que atingem diferentes biomas, ameaçam a fauna e geram impactos ambientais, sociais e econômicos.

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A ação está alinhada à Política Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (PNSPDS), instituída pela Lei nº 13.675/2018, e integra o Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (2021-2030), com foco na valorização profissional, ensino e pesquisa.

Formação estruturada em quatro módulos

O curso apresenta progressão gradual com foco prático:
• Módulo 1 – Introdução aos incêndios florestais: histórico no Brasil e principais biomas atingidos.
• Módulo 2 – Teoria do fogo: combustão, dinâmica das chamas e comportamento do fogo em vegetação.
• Módulo 3 – Gestão de risco: prevenção, preparação operacional, legislação ambiental e salvamento de animais silvestres.
• Módulo 4 – Resposta operacional: formação de brigadas, uso de viaturas e equipamentos, emprego de aeronaves, combate terrestre e aéreo, regras de segurança e fases operacionais.

Objetivos da formação

Entre os objetivos estão o reconhecimento das fases da combustão, a identificação de métodos de extinção, a classificação dos incêndios e o uso correto de ferramentas e equipamentos.

A formação também reforça o uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), kit de sobrevivência em operações florestais, meios aéreos de combate e procedimentos de contenção e resgate de fauna.

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A proposta pedagógica busca fortalecer práticas preventivas e consolidar a cultura de segurança nas operações.

Metodologia e avaliação

As aulas serão realizadas no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) da Rede EaD/Senasp, com acesso a videoaulas, apostilas digitais, exercícios interativos e conteúdos complementares.

A avaliação será composta por atividades ao final de cada etapa, que correspondem a 50% da nota final, e uma prova final, com o mesmo peso. Para aprovação, o participante deverá alcançar pelo menos 70% de aproveitamento. A prova final poderá ser realizada em até três tentativas, com duração máxima de duas horas cada.

Após a conclusão, o certificado será disponibilizado no Sistema de Gestão Acadêmica da Rede EaD/Senasp.

Resultados esperados

Ao final da formação, a expectativa é ampliar o conhecimento técnico dos participantes, fortalecer o uso de equipamentos de proteção e aprimorar práticas preventivas nas instituições de segurança pública.

A estratégia do MJSP busca ampliar o acesso à qualificação em todo o País, por meio da educação a distância, superando barreiras geográficas.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MTE propõe mesa de diálogo para regulamentação do trabalho em centrais de abastecimento

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O secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Chico Macena, recebeu, nesta quinta-feira (30), representantes da Associação Brasileira das Centrais de Abastecimento (Abracen) para discutir a regulamentação da Lei nº 12.023/2009, que trata das atividades de movimentação de mercadorias realizadas por trabalhadores avulsos em áreas urbanas e rurais.

Durante a reunião, além de ouvir as propostas do setor, Chico Macena propôs a criação de uma mesa permanente de diálogo voltada à promoção do trabalho decente, com a participação de todos os atores envolvidos na cadeia das centrais de abastecimento. A iniciativa tem como objetivo construir soluções que assegurem melhores condições de trabalho aos trabalhadores avulsos e garantam segurança jurídica aos empregadores do setor.

Segundo ele, a estratégia do Ministério vai além da fiscalização e prioriza o diálogo como instrumento para enfrentar desafios estruturais e transformá-los em soluções efetivas, com potencial de se tornarem referência. “Não se trata apenas de fiscalizar, mas de construir, em conjunto com o setor, soluções duradouras que garantam trabalho digno”, ressaltou.

De acordo com a presidente da Abracen, Renata Senna, as Ceasas são estruturas públicas, sem fins lucrativos, que desempenham papel estratégico no abastecimento diário da população brasileira. Nesse contexto, os carregadores são fundamentais para o funcionamento das centrais — sem eles, a operação não se sustenta. “Por isso, é essencial avançar na construção de soluções que reconheçam essa realidade, garantindo o equilíbrio entre a continuidade do serviço e a valorização desses trabalhadores”, afirmou. 

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A diretora do Departamento de Fiscalização do Trabalho, auditora-fiscal do Trabalho Dercylete Lisboa Loureiro, destacou a necessidade de reconhecer a natureza das atividades no setor como trabalho avulso — e não autônomo —, assegurando, assim, a proteção prevista na Constituição. Ela enfatizou a importância da intermediação sindical, da adoção de critérios mais justos de remuneração e do cumprimento das normas de segurança e saúde no trabalho, chamando atenção para a urgência do tema diante da recorrência de acidentes. 

O secretário de Relações do Trabalho, Marcos Perioto, também defendeu a criação de uma mesa técnica para subsidiar a regulamentação, levando em conta as diferentes realidades das centrais de abastecimento. Segundo ele, é fundamental construir soluções que conciliem a melhoria das condições de trabalho com a preservação dos direitos dos trabalhadores.

A reunião reforçou o compromisso do MTE com o diálogo social e com a construção de alternativas que assegurem dignidade, segurança e direitos aos trabalhadores envolvidos na movimentação de mercadorias nas centrais de abastecimento em todo o país.

Pelo MTE, também participou o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos, Luiz Carlos da Silva.

Participaram da reunião, como representantes das Ceasas: José Lourenço Pechtoll, diretor-presidente da CEAGESP; Dennyel Dantas, diretor técnico da Ceasa do Distrito Federal; Bruno Sena, diretor-presidente da Ceasa do Distrito Federal; Cristiane Dada, coordenadora operacional da Ceasa de Salvador; Hebert Lima, diretor-presidente da Ceasa do Estado do Ceará; João Pedro, diretor-presidente da Ceasa do Estado de Goiás; Sandro Carlos Vidal, diretor-presidente da Ceasa do Estado de Santa Catarina; Stefan Ludwig, diretor técnico-operacional da Ceasa do Estado do Rio Grande do Sul; Walquyria Majeveski, diretora-presidente da Ceasa de Campinas (SP); Cristiane Machado Dias e Claudinei Barbosa, da Ceasa de Campinas (SP); Jaelson Porto, vice-presidente da Ceasa de Caruaru (PE); Orlando Leitão Alves, consultor técnico da Ceasa de Caruaru (PE); Hideraldo Henrique Silva, diretor-presidente da Ceasa do Estado de Minas Gerais; João Luiz Buso, diretor-presidente da Ceasa do Estado do Paraná; Bianca de Carvalho, diretora-presidente da Ceasa do Estado do Rio de Janeiro; Jennifer Pereira Nery, assessora da Presidência da Ceasa do Estado do Rio de Janeiro; Matheus Silva de Freitas Galvão, diretor-presidente da Ceasa do Estado do Rio Grande do Norte; Jonas Dumaresq de Oliveira Nóbrega, diretor técnico da Ceasa do Estado do Rio Grande do Norte; Bruno de França Bezerra dos Santos, diretor-presidente da Ceasa do Estado de Pernambuco; Carlos Antônio Ribeiro Ramalho Júnior, assessor da Presidência da Ceasa do Estado de Pernambuco; Celso Cândido Almeida Leal, diretor-presidente da Autarquia Municipal de Abastecimento (AMA/BA); Pablo Ciro de Santana Bandeira Nunes e Diego Cardoso Sousa Leal, assessores jurídicos da AMA/BA; e Lorrayne Pereira de Araújo, responsável pelo escritório da Abracen no Distrito Federal.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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