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Senasp regulariza mais de R$ 760 milhões em bens doados aos entes federativos

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Brasília, 01/12/2025 – Mais de R$ 760 milhões em viaturas, equipamentos e outros itens usados pelas forças de segurança estaduais, distrital e municipais foram regularizados como patrimônio desses órgãos em 2025. Os bens estavam em uso havia alguns anos, mas não tinham registro correto, o que gerava problemas jurídicos, multas acumuladas e obstáculos para financiamentos internacionais.

A regularização avançou com a criação da RedeLog, iniciativa do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) que reúne equipes de logística de todos os estados, do Distrito Federal e dos municípios para resolver pendências e organizar a entrega futura de bens adquiridos com recursos federais.

Nos repasses do Fundo, estados e municípios recebem não apenas recursos financeiros. Grande parte dos investimentos chega em forma de doações de viaturas, de computadores, de mobiliário e de outros equipamentos essenciais. Para que essas doações tenham validade oficial, cada item precisa ser incorporado ao patrimônio do órgão que o recebeu. Quando isso não ocorre, surge o chamado “passivo contábil”: bens usados diariamente, mas sem registro formal.

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Essa irregularidade gera efeitos práticos. Há casos de viaturas doadas há mais de uma década que nunca foram registradas, algumas acumulando multas. Em outros, equipamentos distribuídos ainda na época dos Jogos Pan-Americanos de 2007 continuavam sem qualquer formalização. Além de multas e tributos, essa falha patrimonial pode comprometer a capacidade de estados e municípios firmarem financiamentos internacionais, porque afeta a avaliação de capacidade financeira (Capag).

Com a RedeLog, foi desenvolvida, pela primeira vez, uma metodologia nacional para regularizar esse passivo e capacitar equipes estaduais, distritais e municipais, evitando que o problema se repita.

“É preciso garantir que tudo seja regularizado para cumprir sua função. Desde 2024, reorganizamos a área logística do Fundo Nacional e, com muito esforço técnico, criamos a Rede. Em 2025, conseguimos dar baixa em mais de R$ 760 milhões em bens que já estavam com estados, Distrito Federal e municípios”, afirma a diretora do Fundo Nacional de Segurança Pública, Camila Pintarelli.

RedeLog

A iniciativa foi criada para organizar toda a cadeia de doações feitas pelo Fundo: registro dos bens, transferência de propriedade de veículos, controle de multas e taxas, formalização de entregas pendentes e apoio às práticas de gestão patrimonial. A equipe federal mantém contato direto com setores logísticos dos órgãos de segurança e já realizou visitas técnicas que resultaram na adesão de 16 unidades da Federação em 2025. As demais devem ser incluídas em 2026.

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Trata-se de uma ação estrutural, pouco visível para o cidadão, mas essencial para que recursos públicos sejam devidamente contabilizados e para que as políticas de segurança funcionem na prática.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais

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O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.

O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.

A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.

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Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.

Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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