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Sine completa 50 anos conectando trabalhadores ao mercado e transformando vidas

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O Sistema Público de Emprego (Sine) chega ao marco de 50 anos consolidado como uma das principais portas de acesso ao mercado de trabalho no Brasil. Ao longo de cinco décadas, milhares de trabalhadores encontraram na Rede Sine oportunidades de inserção e reinserção profissional. Entre janeiro de 2023 e setembro de 2025, mais de 1,5 milhão de pessoas, exatamente 1.549.539, conquistaram uma vaga de emprego por meio do sistema.

Um exemplo é o de Fabrícia Cristina, da Bahia, que participou de cursos de capacitação em Libras e hotelaria. “O Sine foi, e continua sendo, fundamental na minha vida. Já me ajudou a entrar no mercado de trabalho seis vezes. Hoje, estou empregada na área de hotelaria”, conta.

Do outro lado do país, em Canarana, no Mato Grosso, Gabriel Vale conquistou uma vaga em uma usina de etanol, junto com outros colegas encaminhados pelo Sine. “O Sine nos ajuda a realizar sonhos, porque é por meio do trabalho que conseguimos realizá-los. É uma porta de entrada para iniciarmos nossa vida profissional”, destaca.

O Sine também tem um papel essencial na inclusão de imigrantes no mercado de trabalho brasileiro. Há três anos no Brasil, o venezuelano José Reynaldo Alfaro Toledo teve a vida transformada após buscar atendimento em uma agência do Sine, em Curitiba (PR). Ele participou de mutirões de emprego — iniciativa que facilita o acesso às vagas ao reunir, em um único local, candidatos e empresas que realizam a seleção diretamente. “Os estrangeiros são muito bem acolhidos. Em menos de duas semanas, consegui um emprego, e sou muito agradecido”, afirma.

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De um lado, os trabalhadores em busca de novas oportunidades; do outro, profissionais comprometidos em ajudá-los a alcançar esse objetivo. Fátima Almeida, que atua há 34 anos no Sine do Ceará, afirma que é gratificante ver o impacto do seu trabalho na vida das pessoas. “Acompanhei histórias de pessoas com depressão que, após passarem por cursos de qualificação, conseguiram superar a doença e ingressar no mercado de trabalho”, relembra.

Sistema Público de Emprego

Coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Sine se consolidou como um instrumento estratégico para a implementação de políticas públicas voltadas à geração de emprego e renda. A rede oferece serviços essenciais como intermediação de mão de obra, orientação e qualificação profissional, além do encaminhamento ao seguro-desemprego.

De acordo com o secretário de Qualificação, Emprego e Renda do MTE e coordenador nacional do Sine, Magno Lavigne, a rede tem passado por um processo contínuo de aprimoramento, com a ampliação dos serviços oferecidos e investimentos em tecnologia. Esses avanços têm fortalecido a captação de vagas e tornado o encaminhamento dos trabalhadores aos processos seletivos mais eficiente e assertivo. “Por meio de suas agências físicas e da Carteira de Trabalho Digital, o Sine tem contribuído diretamente para o bom desempenho da economia e do mercado de trabalho”, destaca.

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Com o avanço da tecnologia, o Sine vem passando por um processo de modernização. Desde 2024, as agências estão sendo transformadas em Casas do Trabalhador, com espaços físicos renovados e ampliação da oferta de serviços. Além do atendimento presencial, os serviços passaram a ser disponibilizados também de forma digital, por meio do aplicativo da Carteira de Trabalho Digital.

Atualmente, a Rede Sine conta com 1.500 agências distribuídas por todo o país. Essas unidades funcionam em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que repassa recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para que estados e municípios conveniados operem os serviços oferecidos.

Criação do Sine

O Sistema Nacional de Emprego (Sine) foi criado em 1975, fundamentado na Convenção nº 88 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que recomenda aos países-membros a manutenção de um serviço público e gratuito de emprego, com o objetivo de promover uma melhor organização do mercado de trabalho.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Operação Dupla Cena desmonta associação criminosa especializada em fraudes eletrônicas

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Florianópolis, 16/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), participou da Operação Dupla Cena, deflagrada nesta quinta-feira (16) pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), por meio da Delegacia de Combate a Estelionatos do Departamento de Investigações Criminais da Capital (DCE/DIC).

A ação tem como objetivo desarticular uma associação criminosa voltada à prática de estelionato mediante fraudes eletrônicas, principalmente por meio do uso de redes sociais.

A Operação Dupla Cena conta com o suporte operacional da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), que colaborou na deflagração de 18 mandados de prisão temporária e 18 mandados de busca e apreensão domiciliar nas cidades de Fortaleza, Canindé, Sobral e Caucaia.

“A operação envia um recado claro: o ambiente digital não é terra sem lei, e a distância geográfica não serve mais de escudo para a impunidade. Ao atingir simultaneamente o mentor intelectual e a rede de “conteiros” no Ceará, não estamos apenas solucionando um estelionato ocorrido em Santa Catarina, mas desmantelando uma engrenagem sofisticada de prejuízos sociais por meio da integração estratégica com o Ciberlab”, afirma o delegado da PCSC, Osmar Carraro.

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Modus operandi

As investigações tiveram início após uma fraude perpetrada contra uma lotérica em Florianópolis, que resultou em um prejuízo de R$ 114 mil. O grupo criminoso utilizava redes sociais para atrair vítimas com falsas promessas de prêmios em dinheiro. No caso, a vítima foi induzida a ir até uma lotérica e a entregar o telefone à atendente.

Do outro lado da linha, um criminoso, passando-se pelo patrão da cliente, persuadiu a funcionária a realizar diversos depósitos em contas digitais, sob a promessa de que o acerto financeiro seria feito ao final dos procedimentos.

Alvos e prisões

Entre os alvos presos hoje está o “Mentor Intelectual”, identificado como o chefe do esquema e responsável pela coordenação do grupo no Ceará. Também foram presos outros 17 “conteiros”, indivíduos recrutados (coautores) para ceder contas bancárias, permitindo o recebimento e a rápida dispersão dos valores subtraídos das vítimas.

O objetivo central é paralisar as atividades criminosas do grupo com base em Fortaleza. A operação visa prender quem executa a ligação, bem como responsabilizar o autor intelectual e impedir que o grupo continue utilizando redes sociais para atrair novas vítimas.

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Tipificação penal

Os envolvidos poderão responder pelos crimes de estelionato mediante fraude eletrônica (Art. 171, § 2º-A do Código Penal), associação criminosa (Art. 288 do Código Penal) e lavagem de dinheiro (Art. 1º da Lei nº 9.613/98), cujas penas, quando somadas, podem atingir até 21 anos de reclusão e multa.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública ressalta a importância da integração entre as forças policiais estaduais para o combate eficaz ao crime cibernético, demonstrando que a distância geográfica entre criminosos e vítimas não garante mais a impunidade no ambiente digital.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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