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Soja busca equilíbrio entre câmbio, clima e colheita: Brasil mantém competitividade no mercado global

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Produção brasileira avança em meio a oscilações regionais

O mercado da soja no Brasil apresenta sinais mistos, com alguns estados registrando estabilidade e outros enfrentando pressão sobre os preços. Segundo dados da TF Agroeconômica, o Rio Grande do Sul mantém o foco no manejo fitossanitário, enquanto os valores recuam no interior. Para entrega e pagamento em dezembro, o preço no porto foi de R$ 132,00/sc (-1,49%), e no interior, de R$ 121,00/sc (-0,83%).

Em Santa Catarina, o cenário é de leve estabilização, com a saca cotada a R$ 128,66 (-0,53%) no porto de São Francisco. Fatores como a demanda chinesa e o contexto geopolítico internacional sustentam as cotações acima do custo de produção.

No Paraná, o clima segue favorável à produção, com ajustes pontuais nos preços. Em Paranaguá, a saca é negociada a R$ 130,01 (-1,10%); em Cascavel, R$ 119,34 (-0,54%); e em Maringá, R$ 120,72 (+0,19%). Já em Pato Branco, o preço é de R$ 128,66.

No Mato Grosso do Sul, a pressão sobre os preços é mais intensa, associada à falta de infraestrutura de armazenamento. Em Dourados, Campo Grande e Sidrolândia, a saca caiu para R$ 109,01 (-5,17%). O Mato Grosso, por sua vez, intensifica a colheita com preços em retração: Sorriso e Nova Mutum registram R$ 99,11 (-2,64%), enquanto Rondonópolis e Primavera do Leste operam a R$ 109,11 (-0,20%).

Chicago reage a petróleo, câmbio e clima na América do Sul

No mercado internacional, a soja teve valorização na Bolsa de Chicago (CBOT), impulsionada por fatores cambiais, energéticos e climáticos. Conforme a TF Agroeconômica, o contrato de março avançou 0,52%, fechando a US$ 1.067,25 por bushel, enquanto o de maio subiu 0,51%, para US$ 1.079,50.

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O óleo de soja também registrou alta de 0,96%, refletindo a valorização do petróleo e o déficit hídrico na Argentina, que enfrenta uma onda de calor com potencial de reduzir sua produtividade. A valorização do real frente ao dólar reduziu a competitividade da soja brasileira no curto prazo, mas os bons rendimentos no Mato Grosso e o avanço da colheita — já em 6,6% da área total, segundo a Conab — contiveram maiores elevações.

Alta em Chicago impulsiona cotações, mas dólar limita ganhos no Brasil

Na manhã desta quarta-feira (28), as cotações da soja seguiram em alta em Chicago, com ganhos entre 8 e 9,5 pontos nos principais vencimentos. O contrato de março era negociado a US$ 10,75 e o de maio a US$ 10,88 por bushel.

O movimento foi sustentado pelas altas no farelo e no óleo de soja, além do comportamento positivo de milho e trigo. No entanto, o dólar em queda, que atingiu as mínimas dos últimos dois anos, pressiona os preços internos no Brasil, reduzindo a margem de rentabilidade dos produtores.

Além disso, questões logísticas — como o encarecimento do transporte e gargalos na infraestrutura — começam a pesar sobre os custos da operação, limitando os efeitos positivos das altas externas sobre o mercado físico nacional.

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Pressão em reais e dependência da demanda externa

No mercado doméstico, o avanço da colheita e a valorização do real continuam pressionando os preços da soja em reais. De acordo com Anderson Nacaxe, CEO da Oken.Finance, os valores retornaram às mínimas recentes, exigindo maior dependência da demanda internacional para manter o fluxo de exportações.

Em Sorriso (MT), o preço líquido ao produtor já caiu para abaixo de R$ 100 por saca, com valor bruto em R$ 101,20 em 27 de janeiro, segundo o IMEA. A supersafra brasileira, estimada em 181 milhões de toneladas, amplia a oferta no curto prazo, pressionando o mercado físico.

Mesmo assim, a soja brasileira segue competitiva no cenário global: o produto nacional é negociado em torno de R$ 2.200 por tonelada, valor semelhante ao da Argentina e abaixo do Golfo dos EUA, que supera R$ 2.300. Essa diferença mantém o Brasil como principal fornecedor da China, que já responde por quase 75% das exportações brasileiras da oleaginosa.

“O ambiente segue desafiador, mas não há perda de mercado. A demanda existe e o Brasil continua sendo a origem preferida da China”, afirma Nacaxe. “O foco agora é garantir o escoamento da safra e evitar novas mínimas em reais.”

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Primeiro ano de ProPatinhas e SinPatinhas tem 1,3 milhão de cães e gatos registrados gratuitamente em 98,3% dos municípios

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O Governo do Brasil celebra, nesta sexta-feira (17/4), o primeiro ano do Programa Nacional de Proteção e Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos (ProPatinhas) e do Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas). No período, 1.305.529 animais foram registrados gratuitamente na plataforma – 795.859 cães (61%) e 509.670 gatos (39%) –, que já está presente em 98,3% dos municípios brasileiros (5.475 de 5.569), integrando 1.044.385 tutores, entre pessoas físicas e jurídicas, além de quase mil organizações da sociedade civil e 2.697 médicos-veterinários. 

Lançadas no Palácio do Planalto (DF) em 17 de abril de 2025 com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as iniciativas consolidam uma política pública estruturante voltada à proteção e ao bem-estar animal no paísRepresentam uma mudança de paradigma na gestão ambiental brasileira ao integrar a proteção dos animais domésticos à biodiversidade, à saúde pública e à agenda de desenvolvimento sustentável.  

Criado para fortalecer a proteção e o manejo ético de cães e gatos, o ProPatinhas instituiu uma política nacional inédita e integrada voltada ao controle populacional, à redução do abandono e à promoção do bem-estar animal. Paralelamente, o SinPatinhas modernizou a gestão da fauna doméstica ao criar um sistema nacional e gratuito de cadastro que ajuda a localizar animais perdidos, combater maus-tratos e apoiar a formulação de políticas públicas.  

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Além do registro gratuito, o SinPatinhas permite a emissão do RG Animal e da carteira de saúde com validade nacional, identificação por QR Code, consulta por microchip e transferência eletrônica de responsabilidade. A ferramenta também possibilita a negativação de responsáveis por maus-tratos e o acompanhamento da destinação de recursos públicos, promovendo mais transparência e eficiência na gestão.  

Os estados com mais animais domésticos registrados no SinPatinhas são São Paulo (346.668), Rio de Janeiro (115.247), Paraná (106.898) e Minas Gerais (93.550).

Os nomes mais utilizados para cães são Mel (12.825), Luna (9.565), Amora (8.283), Nina (6.915) e Thor (6.422). Para gatos, são Nina (4.785), Mel (4.514), Luna (4.241), Lua (3.344) e Mia (3.209).

“Não se trata apenas de um cadastro. O SinPatinhas é uma ferramenta estruturante que organiza a política pública de proteção animal no Brasil, fortalece a guarda responsável e dá segurança jurídica às relações entre pessoas e animais. Ao integrar informação, transparência e rastreabilidade, o sistema enfrenta diretamente o abandono e os maus-tratos e permite, pela primeira vez, planejar e executar políticas com base em dados reais.”, explica a diretora do Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais do MMA, Vanessa Negrini.  

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Salto em castrações e investimentos   

O controle populacional ético, priorizado no Plano Plurianual Participativo (PPA), recebeu investimentos federais de R$ 236,9 milhões entre 2023 e 2026. O aporte viabilizou 252 parcerias e proporcionou a entrega de 675.855 castrações gratuitas em todo o país até o final de 2025, crescimento de 3.450% em relação ao período de 2021 a 2022, quando cerca de 19 mil procedimentos haviam sido realizados sem uma estratégia nacional estruturada. 

Instituído pelo Decreto nº 12.439/2025, o ProPatinhas organiza o controle populacional com base em princípios como senciência, saúde única, educação e participação social. O programa oferece apoio técnico e financeiro para que estados e municípios implementem ações como microchipagem, esterilização cirúrgica, registro e formação de gestores, ampliando a proteção de cães e gatos, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade. O SinPatinhas é uma das principais entregas no âmbito do ProPatinhas. 

Acesse aqui o site do SinPatinhas 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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