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Soja enfrenta pressão no Brasil e em Chicago com custos elevados, prêmios em queda e tensão no Oriente Médio

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O mercado da soja iniciou a semana em compasso mais lento no Brasil e no exterior, refletindo um ambiente de maior cautela entre produtores, tradings e investidores. Enquanto o avanço final da colheita pressiona a comercialização no mercado interno, os contratos futuros em Chicago registraram leves baixas nesta terça-feira (26), influenciados pela volatilidade provocada pelo agravamento das tensões no Oriente Médio e pela movimentação do petróleo internacional.

No cenário brasileiro, produtores seguem enfrentando margens apertadas, aumento dos custos logísticos e preocupação com o planejamento da safra 2025/26. Já no mercado internacional, o foco dos traders permanece dividido entre os conflitos envolvendo Estados Unidos e Irã, o clima no Corn Belt norte-americano e a expectativa sobre novas compras de soja pela China.

Colheita avança no Sul e revela forte desigualdade de produtividade

De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado físico da soja teve negociações pontuais nas principais regiões produtoras, mas sem grande intensidade. O Rio Grande do Sul está próximo de concluir a colheita, que já alcança 98% da área cultivada.

O clima seco nas últimas semanas favoreceu a dessecação natural das lavouras e reduziu perdas por umidade. Ainda assim, a produtividade média estadual ficou em 2.871 quilos por hectare, refletindo os impactos da estiagem registrada entre janeiro e fevereiro.

As diferenças regionais chamaram atenção. Áreas irrigadas superaram 4 mil quilos por hectare, enquanto lavouras afetadas pela seca produziram menos de mil quilos por hectare em algumas localidades.

No mercado spot gaúcho, Pelotas e Piratini registraram negócios a R$ 121,00 por saca, enquanto o porto de Rio Grande encerrou o dia com referência de R$ 130,00.

Frete elevado reduz rentabilidade em Santa Catarina

Em Santa Catarina, a colheita está praticamente encerrada nas principais regiões produtoras. O porto de São Francisco do Sul manteve indicação de R$ 131,00 por saca, sustentado pelo bom ritmo dos embarques.

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Apesar do desempenho positivo nas exportações, produtores catarinenses continuam enfrentando pressão sobre as margens. O alto custo do frete e a dependência de estruturas terceirizadas de armazenagem e secagem seguem limitando a rentabilidade da atividade.

Paraná amplia exportações, mas produtores seguem cautelosos

No Paraná, o indicador do porto de Paranaguá fechou em R$ 129,64 por saca, com alta de 0,30% no dia. O estado alcançou recorde nas exportações do complexo soja no primeiro quadrimestre de 2026, com embarques de 5,3 milhões de toneladas e faturamento de US$ 2,3 bilhões.

Mesmo com o desempenho robusto no comércio exterior, produtores relatam aumento dos custos de produção, preocupações climáticas e receio em relação ao avanço de pragas e aos possíveis impactos de disputas comerciais internacionais sobre os preços futuros.

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul monitoram custos e logística

Em Mato Grosso do Sul, a produção estadual foi consolidada em 17,759 milhões de toneladas, com produtividade média de 61,73 sacas por hectare. O desempenho foi melhor nas regiões norte e nordeste do estado, enquanto produtores do sul ainda aguardam indenizações de seguro devido às perdas provocadas pela estiagem.

Já em Mato Grosso, principal produtor nacional da oleaginosa, o mercado permaneceu praticamente travado. O setor acompanha com atenção a alta dos custos projetados para a próxima temporada, o avanço dos fretes e os debates sobre investimentos logísticos estruturais para reduzir gargalos de escoamento.

Chicago recua após feriado e mercado reage à tensão no Oriente Médio

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja operaram em queda nesta terça-feira após o feriado do Memorial Day nos Estados Unidos. Durante a abertura noturna, as perdas chegaram a superar 10 pontos, mas foram parcialmente reduzidas ao longo da madrugada.

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Por volta das 6h30 (horário de Brasília), os principais vencimentos recuavam entre 2,25 e 4,25 pontos. O contrato julho era negociado a US$ 11,92 por bushel, enquanto o agosto operava a US$ 11,91.

As baixas acompanharam o movimento negativo de todo o complexo soja, incluindo farelo e óleo.

O mercado internacional segue extremamente sensível ao agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã. Novos ataques norte-americanos contra estruturas de lançamento de mísseis e embarcações próximas ao Estreito de Ormuz aumentaram a aversão ao risco global e ampliaram a volatilidade nas commodities.

Enquanto o petróleo WTI registrava queda, o Brent negociado em Londres avançava mais de 3%, alcançando US$ 96,46 por barril.

China, clima nos EUA e competitividade brasileira seguem no radar

Além da geopolítica, investidores monitoram atentamente o desenvolvimento da nova safra norte-americana. O clima no Corn Belt e a evolução do plantio nos Estados Unidos permanecem no centro das atenções do mercado.

Outro fator relevante é a demanda chinesa. Analistas acompanham rumores sobre possíveis novas compras de soja norte-americana pela China ainda da safra velha, movimento que poderia dar sustentação aos preços em Chicago nas próximas sessões.

Mesmo assim, a soja brasileira segue mais competitiva no mercado internacional, favorecida pelo câmbio e pelos preços mais atrativos. Esse cenário mantém o ritmo das exportações brasileiras acima do observado no mesmo período do ano passado.

No entanto, o recuo dos prêmios nos portos brasileiros no início desta semana passou a limitar o avanço das cotações internas, reforçando o ambiente de cautela entre produtores e compradores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Turismo rural ganha nova força na Zona da Mata com inauguração da Rota Ferrovia da Bocaina em Minas Gerais

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A Zona da Mata Mineira ganha um novo atrativo turístico e econômico nesta semana com a inauguração da Rota Ferrovia da Bocaina, iniciativa que une turismo rural, cultura, gastronomia, hospedagem e experiências no campo para impulsionar o desenvolvimento regional.

O projeto foi estruturado com apoio técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) e da Instância de Governança Regional (IGR) Serras de Ibitipoca, em parceria com produtores rurais, empreendedores locais e as prefeituras de Lima Duarte, Olaria e Bom Jardim de Minas.

A programação oficial de lançamento acontece entre os dias 3 e 6 de junho e deve atrair cerca de 300 visitantes para a região, consolidando uma nova opção de turismo rural em um dos cenários mais preservados de Minas Gerais.

Turismo rural como motor de desenvolvimento no campo

A abertura oficial da rota será realizada na quarta-feira (3), no Rancho Minas Forno, localizado na comunidade de Cachoeira de São Bento, zona rural de Lima Duarte.

O evento contará com a palestra “Turismo Rural e Desenvolvimento: Parcerias que Transformam Vidas no Campo”, ministrada pela coordenadora técnica estadual de Turismo Rural e Artesanato da Emater-MG, Thatiana Daniella Garcia.

Além da solenidade de inauguração, a programação inclui caminhada ecológica, passeio ciclístico, lançamento de livro e atividades voltadas à valorização do patrimônio natural, histórico e cultural da região.

A expectativa dos organizadores é fortalecer o turismo rural como uma importante fonte complementar de renda para agricultores familiares e empreendedores do meio rural.

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Rota conecta propriedades rurais, gastronomia e natureza

A Rota Ferrovia da Bocaina reúne 21 empreendimentos distribuídos entre restaurantes, pousadas, bares, propriedades rurais e atrativos turísticos.

Os estabelecimentos estão localizados nas comunidades de Cachoeira de São Bento, Rosa Gomes, Souza do Rio Grande, São José do Palmital, São Domingos da Bocaina, Capoeira Grande, Dois Córregos e Viegas, abrangendo os municípios de Lima Duarte, Olaria e Bom Jardim de Minas.

Com aproximadamente 85 quilômetros de extensão, o roteiro está situado entre a Serra Negra e a Serra de Ibitipoca, uma das regiões turísticas mais conhecidas de Minas Gerais.

Além das belezas naturais, o trajeto preserva vestígios do antigo ramal ferroviário que, no passado, deveria ligar os municípios de Lima Duarte e Bom Jardim de Minas, agregando valor histórico à experiência dos visitantes.

Projeto fortalece renda e sustentabilidade nas comunidades rurais

De acordo com a extensionista da Emater-MG, Roberta Brangioni, a iniciativa tem potencial para ampliar as oportunidades econômicas das comunidades envolvidas e estimular o desenvolvimento rural sustentável.

A proposta busca integrar a atividade agropecuária ao turismo, criando novas fontes de receita para famílias rurais e fortalecendo pequenos negócios locais ligados à gastronomia, hospedagem, artesanato e lazer.

Segundo a extensionista, o projeto também contribui para a valorização da identidade cultural das comunidades e para a permanência das famílias no campo por meio da diversificação das atividades econômicas.

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Trabalho começou em 2024 com participação das comunidades

A construção da rota teve início em 2024, durante o II Seminário Regional de Turismo Rural promovido pela Emater-MG.

A iniciativa surgiu após a demanda apresentada por uma produtora rural interessada em desenvolver um roteiro turístico capaz de conectar os atrativos da região.

A partir disso, técnicos da Emater-MG, da IGR Serras de Ibitipoca e representantes dos municípios realizaram diagnósticos participativos utilizando a metodologia Mexpar para identificar potencialidades locais, oportunidades de negócios e necessidades de qualificação.

O trabalho incluiu visitas técnicas, orientações sobre boas práticas agropecuárias, manipulação de alimentos, atendimento ao turista e serviços de hospedagem.

Infraestrutura e novos investimentos devem ser estimulados

Para o técnico da IGR Serras de Ibitipoca, Márcio Lucinda, a nova rota também poderá impulsionar investimentos em infraestrutura e serviços nas comunidades rurais.

A expectativa é que o aumento do fluxo de visitantes incentive melhorias em acessos, sinalização, equipamentos turísticos e oferta de serviços, ampliando a competitividade da região no mercado de turismo de experiência.

Com a inauguração da Rota Ferrovia da Bocaina, a Zona da Mata Mineira fortalece sua posição como destino de turismo rural e reforça uma tendência cada vez mais presente no agronegócio brasileiro: a integração entre produção rural, preservação ambiental, cultura local e geração de renda no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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