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Sonho realizado: 53 casais recebem certidão de casamento em ação do Poder Judiciário de Mato Grosso

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O casamento é um sonho para muita gente, mas às vezes ele demora mais do que o esperado para ser realizado, mesmo tendo com quem dividir a vida por longos anos. Esse foi o caso de dona Maria Aparecida Teodoro, de 66 anos. Há 41 anos, ela vivia uma união estável com o, agora marido, José Viana, de 72 anos.

Eles formam um dos 53 casais que participaram do 1º Mutirão de Conversão de União Estável em Casamento no mês de julho, e receberam a certidão de casamento, neste sábado (06 de setembro), em Alto Garças, município com 13 mil habitantes, que fica a 357 km de Cuiabá.

A iniciativa foi realizada pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos (Cejusc) de Alto Garças, por meio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Defensoria Pública, Ministério Público, Prefeitura Municipal e o Cartório do 2º Ofício de Alto Garças.

Maria conta que soube do mutirão através da namorada do neto e logo percebeu que essa era uma oportunidade que não deveria perder.

“Fui ao cartório, recebi a lista dos documentos que precisava entregar e, em menos de um mês, nós oficializamos a união. Fui muito bem atendida e foi mais rápido do que imaginava”, celebra a aposentada que esperou ansiosa para o recebimento da certidão. Ela garante que o dia será de celebração.

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“Não fizemos nada no dia da oficialização, esperando a certidão, e meus filhos estão animados para festejarmos hoje. Agora, todo mundo quer casar”, celebrou a recém-casada, inspiração da família que aguarda o próximo mutirão.

Histórias como a de dona Maria se misturam às de outros casais, como Laura Cristina, de 41 anos, assistente de Departamento Pessoal, e Wesley Borges, de 38 anos, assistente de embarque.

Juntos há 10 anos, eles aproveitaram o mutirão para otimizar a parte civil do casamento que será celebrado também no religioso no mês de outubro.

“Ficamos sabendo do Mutirão pelas redes sociais, por uma colega que trabalha no fórum. Já íamos casar na igreja, então aproveitamos para casar no civil também. O atendimento foi maravilhoso e o processo muito tranquilo. Além disso, foi uma forma de economizar”, contou Laura.

O juiz da Comarca de Alto Garças, Luiz Antônio Muniz Rocha, explicou que o mutirão superou todas as expectativas. “Nossa previsão inicial era de 10 a 12 casais, mas tivemos 53 inscrições. Fizemos 53 audiências no fórum, ouvimos 106 testemunhas e contamos com a atuação direta da Defensoria e do Ministério Público”, celebrou o magistrado.

Cidadania Conjugal

O juiz conta ainda que esse momento é de celebração de uma iniciativa que deve ser replicada pelo estado de Mato Grosso. “Este momento é o encerramento de todo o processo, que é apenas uma etapa do projeto Cidadania Conjugal. Queremos replicar esse modelo em outras comarcas do estado para levar cidadania a mais famílias”, pontuou.

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Do ponto de vista jurídico, a ação tem um impacto ainda maior. O defensor público Thiago Marcelo destacou que a iniciativa representa “a conquista de direitos” para pessoas que viviam em união estável. “É a retirada dessas pessoas de uma marginalização social, para que sejam alcançadas por direitos civis do casamento, como guarda, pensão e alimentos. Situações de fato passam a ser de direito, trazendo segurança e evitando conflitos futuros.”

Para o prefeito Cezalpino Mendes Teixeira Júnior, que está em seu terceiro mandato, a ação foi motivo de orgulho. “O casamento tem uma importância muito grande na vida da pessoa. Eu mesmo completei 44 anos de casamento agora em setembro e sei o quanto essa união dá força. Parabenizo o Judiciário, o Ministério Público e a Defensoria Pública, que têm trabalhado em união para trazer cidadania à nossa cidade. É assim, com união, que conseguimos avançar”, afirmou.

Durante o discurso Wagner Oliveira, responsável pelo Cartório do 2º Ofício de Alto Garças, ressaltou que essa é uma “visão humana do Poder Judiciário, que está atento e próximo para colaborar com a sociedade”.

Autor: Vitória Maria

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Sarau da Esmagis-MT homenageia Luis-Philippe Leite e reúne literatura, música e memória

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A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) realizou, na sexta-feira (15 de maio), a 8ª edição do Sarau Prosa, Poesia e Justiça, desta vez em homenagem ao historiador, advogado, cartorário e escritor cuiabano Luis-Philippe Pereira Leite (1916–1999). O evento, já consolidado no calendário institucional, reuniu magistrados, autoridades, artistas, convidados e familiares em uma programação cultural que integrou literatura, música e artes.
Coordenado pela vice-diretora da Esmagis-MT, desembargadora Anglizey Solivan de Oliveira, o Sarau tem como proposta fortalecer o diálogo entre o Direito e a cultura, promovendo momentos de convivência e valorização da produção artística. “O Sarau faz parte do calendário da Escola. Duas vezes por ano escolhemos um homenageado ligado à arte ou à literatura para resgatar sua trajetória. É também uma oportunidade para que todos se encontrem e compartilhem experiências em um ambiente mais descontraído”, destacou a magistrada.
Segundo Anglizey, a escolha do homenageado coube ao diretor-geral da Escola, desembargador Márcio Vidal, e a decisão considerou a relevância cultural e histórica de Luis-Philippe. “Entre tantas pessoas importantes no cenário mato-grossense, é muito difícil fazer uma escolha. Pela importância literária e pelo papel no cenário dos cartórios extrajudiciais, foi ele o escolhido”, explicou.
No evento, o desembargador Márcio Vidal ressaltou a importância da homenagem e o legado deixado pelo intelectual cuiabano. “O Brasil começa a desenhar sua história nas mãos de um tabelião: Pero Vaz de Caminha. Reconhecemos a importância da profissão para o Brasil, para todos nós. Em particular, em Cuiabá, em 1728, tivemos a primeira eleição. E, dessa eleição, um dos cargos que estava em pauta era justamente o de tabelião. O Cartório do Segundo Ofício, o qual o ilustre homenageado foi titular por um bom período, nasceu no Brasil Colônia, em 1821”, afirmou.
“A figura do homenageado é a de uma pessoa de uma estirpe que, no momento atual, está rara, que representa justamente a ética e a moral. Ele era detentor desses predicados tão importantes para uma sociedade. Tem um trabalho longo, cultural, dedicado à história de Mato Grosso, à geografia do estado, teve assento na Academia de Letras, enfim, é uma pessoa que merece o nosso respeito e a nossa homenagem”, complementou.
A valorização da memória também foi ressaltada durante o evento. Para a desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, o Sarau cumpre um papel fundamental de resgate histórico e inspiração para o exercício da atividade intelectual entre os magistrados. “Precisamos sempre lembrar dos nossos antepassados. Um evento como esse revive e serve de inspiração para muitos. O trabalho dos juízes é ler e escrever, então por que não despertar também esse dom de produzir cultura?”, afirmou.
Entre as autoridades presentes, o presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Sérgio Ricardo, também destacou a relevância da iniciativa. “A Esmagis e o Tribunal de Justiça demonstram que as pessoas proeminentes que participaram da história de Mato Grosso precisam ser lembradas. E nada melhor do que sair um pouco da rotina para homenagear com canto e poesia. Isso faz com que a memória dessas pessoas permaneça ainda mais viva”, pontuou.
Ele reforçou ainda a importância do reconhecimento histórico. “Quem não tem passado, quem não tem presente, também não terá futuro. Precisamos valorizar aqueles que ajudaram a escrever a história de Mato Grosso”, acrescentou.
Para a presidente da Academia Mato-grossense de Letras (AML), Luciene de Carvalho, a iniciativa amplia o papel institucional da Escola ao dialogar com a cultura. “O Sarau da Esmagis reúne características finalizadoras para Cuiabá e Mato Grosso. Reúne uma seleção de pessoas que vêm celebrar a poesia, mas não é só a poesia, é a poesia enquanto memória, história, expressão, inclusão. E aí a Esmagis fica maior, vira um endereço emocional. A gente vai construindo junto um território lírico, para além do conceito mais estruturado e rígido do que a gente imagina a cultura. A Esmagis teve uma percepção genial de se fazer voz através da poesia. Fico encantada a cada vez que venho.”
O evento também foi marcado pela presença de familiares do homenageado. Dentre eles, Laice da Silva Pereira, sobrinha de Luis-Philippe, que ressaltou ser a homenagem um reconhecimento importante. “Foi uma honra para todos nós saber dessa homenagem. Ele foi uma pessoa de atitude ímpar em Cuiabá, como cartorário e historiador. O reconhecimento às vezes tarda, mas não falha. É gratificante demais”, afirmou.
Programação
A programação incluiu leitura de textos, declamação de poesias e apresentações musicais, evidenciando a proposta do Sarau de integrar diferentes expressões artísticas.
O público presente também acompanhou a exibição de um vídeo institucional produzido pela Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que apresentou aspectos da vida e da obra do homenageado Luis-Philippe Pereira Leite.
O momento cultural também contou com exposição artística da servidora do TJMT e artista Mareli Grando, que compartilhou detalhes sobre sua produção. Na sequência, a programação abriu espaço para as expressões literárias, com a participação da desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, Rosana Maria de Barros Caldas, que declamou a poesia “Arco-íris poemas infantis”.
Esse momento seguiu com a leitura de “As Estrelas Foram Colocadas”, pela servidora Dalila de Oliveira Matos, e da obra autoral “Cênica literária: Feminil”, apresentada pela presidente da AML, Luciene de Carvalho.
Um homem de pele clara e terno azul-marinho fala ao microfone no centro, gesticulando com as mãos diante de um telão que exibe o texto "VIII Sarau - Luis-Philippe Pereira Leite Historiador e Escritor Cuiabano". Encerrando a programação artística, o Sarau foi enriquecido por apresentações musicais. O desembargador Wesley Sanchez Lacerda interpretou a canção “Love of My Life”, da banda britânica Queen; e o procurador de justiça Paulo Prado, apresentou a música “Quem Me Levará Sou Eu”, do cantor Fagner, proporcionando ao público um ambiente de integração entre arte, cultura e convivência.
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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