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Subex aprova Estratégias Transversais para Ação Climática do Plano Clima

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O Subcomitê-Executivo (Subex) do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), órgão sob liderança do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), aprovou em 5 de março o envio ao CIM das Estratégias Transversais para Ação Climática que integram o Plano Clima, estratégia do Governo do Brasil que orienta a implementação da meta climática nacional no âmbito do Acordo de Paris, a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, na sigla em inglês), pela qual o Brasil se comprometeu a reduzir entre 59% e 67% das emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2035, em comparação com os níveis de 2005 (leia mais aqui) 

8ª Reunião Ordinária do Subcomitê-Executivo do CIM também aprovou a Resolução Subex nº 8, que cria um grupo técnico responsável por consolidar a proposta de atualização da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC). 

Durante a reunião, foram ainda aprovadas as cinco estratégias que compõem o eixo transversal do Plano Clima: Transição Justa e Justiça Climática; Mulheres e Clima; Meios de Implementação; Educação, Capacitação, Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação; e Monitoramento, Gestão, Avaliação e Transparência. Com a deliberação, os documentos seguem para apreciação do Pleno de Ministros do CIM, instância máxima da governança climática federal. 

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O secretário nacional de Mudança do Clima do MMA e coordenador do SubexAloisio Melo, destacou o esforço conjunto na elaboração do eixo transversal. “Quero agradecer a todas e todos que contribuíram para a elaboração do eixo transversal do Plano Clima. As Estratégias Transversais fortalecem a governança climática e criam bases para integrar diferentes políticas públicas. Nosso desafio, agora, é transformá-las em ação, em políticas públicas”, afirmou. 

As estratégias estabelecem diretrizes para fortalecer a implementação das ações de enfrentamento à mudança do clima no Brasil. Entre os instrumentos previstos estão mecanismos financeiros, iniciativas de construção de capacidades, incluindo educação e produção de conhecimento científico, e estruturas robustas de governança. A proposta também prevê a criação de um sistema integrado e adaptativo de monitoramento, gestão, avaliação e transparência para acompanhar a execução e o progresso do Plano Clima. 

O processo de construção do eixo transversal do plano começou em março de 2025, com a aprovação da Resolução SUBEX/CIM nº 04, de 20 de março daquele ano, e foi concluído no fim de fevereiro de 2026. A elaboração contou com trabalho intersetorial e colaborativo dos grupos técnicos do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM). 

As estratégias também definem diretrizes para integrar ações de mitigação e adaptação à mudança do clima, reforçando a coerência das políticas públicas e a articulação entre ministérios, setores produtivos e entes federativos. O objetivo é consolidar uma abordagem sistêmica e coordenada para enfrentar a crise climática, alinhada às metas nacionais e aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil. 

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A aprovação no Subcomitê-Executivo representa uma etapa estratégica para a consolidação do Plano Clima. As Estratégias Transversais buscam ampliar o alinhamento entre planejamento, execução e monitoramento das ações climáticas, fortalecendo a efetividade das políticas públicas. 

Fortalecimento da governança climática 

O encaminhamento ao Pleno do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) representa o avanço institucional necessário para que as Estratégias Transversais consolidem o terceiro eixo do Plano Clima. O Comitê é a instância de coordenação de alto nível responsável por assegurar a transversalidade da agenda climática no Governo do Brasil.  

A deliberação consolidará diretrizes para a implementação integrada do Plano Clima, fortalecendo a governança climática brasileira e a capacidade do país de responder de forma estruturada aos desafios da mudança do clima. 

Saiba mais sobre o Plano Clima

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

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A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

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A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

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Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

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