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Cooperativismo impulsiona nova economia com foco em pessoas e desenvolvimento sustentável

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Um novo olhar sobre a economia

O presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC), Vanir Zanatta, destaca em artigo recente que o cooperativismo representa uma nova forma de entender e estruturar a economia. Segundo ele, trata-se de um modelo que une eficiência econômica e compromisso social, provando que é possível obter resultados sustentáveis e competitivos sem abrir mão do foco nas pessoas e na comunidade.

Esse modelo é sustentado pela colaboração, pela gestão democrática e pelo esforço conjunto para alcançar objetivos comuns, o que o diferencia das formas tradicionais de organização econômica.

Cooperativas: soluções coletivas para desafios reais

As cooperativas surgem da união de produtores, trabalhadores e cidadãos que buscam enfrentar dificuldades de maneira coletiva. Esse formato organizacional reflete valores como transparência, integridade e sustentabilidade — princípios que garantem uma identidade própria e consolidam o cooperativismo como protagonista de uma economia mais justa e inclusiva.

O movimento cooperativista, portanto, vai além de um simples modelo de negócios: ele é um instrumento de transformação social e econômica, com base na confiança e na cooperação.

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Reconhecimento constitucional e apoio estatal

A Constituição Federal do Brasil reconhece oficialmente o papel estratégico das cooperativas. O artigo 174, parágrafo 2º, determina que o Estado deve apoiar e estimular o cooperativismo, indo além do reconhecimento simbólico e exigindo políticas públicas que fortaleçam o setor.

Zanatta ressalta que a regulamentação adequada desses dispositivos — especialmente no que se refere à segurança jurídica e ao tratamento tributário previsto no artigo 146 — é fundamental para garantir condições equitativas e sustentáveis às cooperativas.

Parceiro estratégico do poder público

O cooperativismo é apontado como um aliado essencial do poder público na criação de políticas voltadas à inclusão financeira e produtiva, à geração de renda e ao desenvolvimento regional. As cooperativas também desempenham papel importante no combate à fome e na dinamização das economias locais, além de contribuírem para soluções sustentáveis em setores estruturais do país.

O presidente da OCESC reforça ainda a necessidade de ampliar o diálogo com os órgãos de regulamentação e controle, reconhecendo as cooperativas como modelos sólidos e responsáveis, aptos a participar de licitações e contratações públicas com transparência e eficiência.

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Expansão para novos setores e fortalecimento institucional

Entre as prioridades apontadas por Zanatta está a ampliação da presença cooperativista em áreas estratégicas, como telecomunicações e saneamento básico. Ele defende que novos marcos regulatórios incentivem essa participação, ampliando a concorrência com responsabilidade social e ampliando o alcance econômico do setor.

Além disso, destaca que o Sistema OCB, conforme previsto na Lei Geral das Cooperativas, deve ser ouvido nos processos de formulação de políticas públicas e regulamentações que afetem diretamente o setor.

Santa Catarina: exemplo de sucesso cooperativista

Santa Catarina se destaca como um dos principais exemplos da força do cooperativismo no Brasil. O estado tornou-se referência nacional em gestão colaborativa e desenvolvimento regional, impulsionando microrregiões, gerando empregos e promovendo iniciativas sociais de grande relevância.

Para Zanatta, fortalecer o cooperativismo significa fortalecer uma nova economia — mais humana, participativa e comprometida com um futuro sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Primeiro ano de ProPatinhas e SinPatinhas tem 1,3 milhão de cães e gatos registrados gratuitamente em 98,3% dos municípios

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O Governo do Brasil celebra, nesta sexta-feira (17/4), o primeiro ano do Programa Nacional de Proteção e Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos (ProPatinhas) e do Sistema do Cadastro Nacional de Animais Domésticos (SinPatinhas). No período, 1.305.529 animais foram registrados gratuitamente na plataforma – 795.859 cães (61%) e 509.670 gatos (39%) –, que já está presente em 98,3% dos municípios brasileiros (5.475 de 5.569), integrando 1.044.385 tutores, entre pessoas físicas e jurídicas, além de quase mil organizações da sociedade civil e 2.697 médicos-veterinários. 

Lançadas no Palácio do Planalto (DF) em 17 de abril de 2025 com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as iniciativas consolidam uma política pública estruturante voltada à proteção e ao bem-estar animal no paísRepresentam uma mudança de paradigma na gestão ambiental brasileira ao integrar a proteção dos animais domésticos à biodiversidade, à saúde pública e à agenda de desenvolvimento sustentável.  

Criado para fortalecer a proteção e o manejo ético de cães e gatos, o ProPatinhas instituiu uma política nacional inédita e integrada voltada ao controle populacional, à redução do abandono e à promoção do bem-estar animal. Paralelamente, o SinPatinhas modernizou a gestão da fauna doméstica ao criar um sistema nacional e gratuito de cadastro que ajuda a localizar animais perdidos, combater maus-tratos e apoiar a formulação de políticas públicas.  

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Além do registro gratuito, o SinPatinhas permite a emissão do RG Animal e da carteira de saúde com validade nacional, identificação por QR Code, consulta por microchip e transferência eletrônica de responsabilidade. A ferramenta também possibilita a negativação de responsáveis por maus-tratos e o acompanhamento da destinação de recursos públicos, promovendo mais transparência e eficiência na gestão.  

Os estados com mais animais domésticos registrados no SinPatinhas são São Paulo (346.668), Rio de Janeiro (115.247), Paraná (106.898) e Minas Gerais (93.550).

Os nomes mais utilizados para cães são Mel (12.825), Luna (9.565), Amora (8.283), Nina (6.915) e Thor (6.422). Para gatos, são Nina (4.785), Mel (4.514), Luna (4.241), Lua (3.344) e Mia (3.209).

“Não se trata apenas de um cadastro. O SinPatinhas é uma ferramenta estruturante que organiza a política pública de proteção animal no Brasil, fortalece a guarda responsável e dá segurança jurídica às relações entre pessoas e animais. Ao integrar informação, transparência e rastreabilidade, o sistema enfrenta diretamente o abandono e os maus-tratos e permite, pela primeira vez, planejar e executar políticas com base em dados reais.”, explica a diretora do Departamento de Proteção, Defesa e Direitos Animais do MMA, Vanessa Negrini.  

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Salto em castrações e investimentos   

O controle populacional ético, priorizado no Plano Plurianual Participativo (PPA), recebeu investimentos federais de R$ 236,9 milhões entre 2023 e 2026. O aporte viabilizou 252 parcerias e proporcionou a entrega de 675.855 castrações gratuitas em todo o país até o final de 2025, crescimento de 3.450% em relação ao período de 2021 a 2022, quando cerca de 19 mil procedimentos haviam sido realizados sem uma estratégia nacional estruturada. 

Instituído pelo Decreto nº 12.439/2025, o ProPatinhas organiza o controle populacional com base em princípios como senciência, saúde única, educação e participação social. O programa oferece apoio técnico e financeiro para que estados e municípios implementem ações como microchipagem, esterilização cirúrgica, registro e formação de gestores, ampliando a proteção de cães e gatos, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade. O SinPatinhas é uma das principais entregas no âmbito do ProPatinhas. 

Acesse aqui o site do SinPatinhas 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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