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Tecnologias contra estresse climático impulsionam produtividade de milho e soja no Brasil

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Março é um mês decisivo para o calendário agrícola brasileiro, com avanço da colheita de soja e milho-verão, intensificação do plantio do milho safrinha e início do planejamento da safra de trigo. Variações climáticas e estresses abióticos — como déficit hídrico, altas temperaturas e oscilações de radiação — impactam diretamente o desempenho das lavouras, tornando tecnologias de fortalecimento fisiológico das plantas cada vez mais estratégicas.

Colheita do milho-verão enfrenta ondas de calor e irregularidade de chuvas

No milho-verão, a colheita avançou para 55,7% da área nacional, com destaque para:

  • Rio Grande do Sul: 84,5%
  • Santa Catarina: 78,2%
  • Paraná: 69,7%

Segundo levantamentos da Elicit Plant, as lavouras submetidas a múltiplos estresses apresentaram ganhos entre 15 e 17 sacas por hectare, evidenciando o efeito positivo das tecnologias de manejo frente às condições adversas.

Desafios na soja reduzem ritmo da colheita

A colheita de soja atingiu 61% da área nacional, ritmo mais lento que nos últimos anos. O Sul enfrentou déficit hídrico combinado a altas temperaturas, enquanto Norte e Nordeste registraram excesso de chuvas, dificultando as operações e impactando a qualidade dos grãos.

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Mesmo diante desses desafios, a Elicit Plant identificou ganho médio de cerca de 5 sacas por hectare nas áreas acompanhadas.

Safrinha de milho avança acima da média histórica

O plantio do milho safrinha já alcançou 85,5% da área, superando a média dos últimos cinco anos. Entre os destaques:

  • Mato Grosso: 99,3% semeado
  • Tocantins: 98%
  • Maranhão: 95%

Desafios incluem baixa umidade em parte do Paraná e excesso de chuvas em Mato Grosso do Sul e Tocantins. Além disso, o atraso na colheita da soja, com cerca de 1,3 milhão de hectares ainda pendentes, aumenta a exposição ao risco climático da segunda safra.

Estimativas de produção reforçam atenção do setor

Para a soja, a Conab projeta 176,1 milhões de toneladas, enquanto o USDA estima 178 milhões. No milho, a Conab prevê 138,8 milhões de toneladas, contra 131 milhões estimadas pelo USDA.

Com a evolução das safras de verão, produtores do Sul já iniciam o planejamento do trigo, ainda impactado por estiagem e excesso de chuvas, evidenciando a importância de decisões estratégicas de manejo.

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Tecnologias fortalecem plantas frente a estresses combinados

Para Felipe Sulzbach, responsável pelas operações da Elicit Plant no Brasil, o cenário desta safra mostra que estresses abióticos deixaram de ser pontuais e passaram a ocorrer de forma combinada, exigindo respostas consistentes das lavouras.

“Os resultados em soja e milho demonstram que é possível manter desempenho mesmo com limitações climáticas relevantes. A adoção de tecnologias voltadas ao fortalecimento fisiológico das plantas deve se consolidar, trazendo mais previsibilidade e resiliência produtiva”, afirma Sulzbach.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Insumos agrícolas entram em alerta global com pressão de oferta e custos elevados

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O mercado global de ingredientes ativos para defensivos agrícolas entra em uma nova fase, na qual o foco deixa de ser apenas o preço e passa a envolver fatores como disponibilidade de produtos, momento de compra e gestão de riscos. A avaliação é do executivo sênior de agronegócios Sebastian Camba, que destaca uma mudança relevante na dinâmica do setor, com impactos diretos para produtores e distribuidores.

No segmento de herbicidas, os preços seguem em trajetória de alta, impulsionados principalmente pelo aumento dos custos. A valorização do petróleo eleva despesas com energia e logística, enquanto a demanda permanece aquecida, influenciada pelo calendário de plantio na China e pela temporada agrícola internacional.

Além disso, restrições ambientais vêm limitando a produção, levando empresas a reduzir vendas e, em alguns casos, suspender cotações. Muitos fabricantes já operam com pedidos comprometidos até meados ou final de maio, caracterizando um mercado mais controlado, embora não necessariamente mais caro.

Entre os inseticidas, o cenário é ainda mais pressionado. O aumento dos custos de insumos básicos, a oferta restrita e a demanda sazonal resultam em elevações generalizadas nos preços, além de maior pressão sobre prazos de entrega e seletividade na aceitação de novos pedidos. O movimento indica que o setor já entrou em um novo ciclo de preços elevados.

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Um exemplo é o clorantraniliprole, que registrou alta de 25% no preço FOB na China em apenas três semanas, evidenciando a intensidade das pressões no mercado.

Já os fungicidas apresentam maior estabilidade em comparação aos demais segmentos, embora com sinais de pressão crescente. Ajustes graduais nos preços das matérias-primas, estoques baixos e pedidos estendidos até maio indicam um mercado menos volátil, porém com fundamentos ainda tensionados.

As negociações também se tornam mais diretas, refletindo um ambiente de maior cautela na cadeia.

Três fatores estruturais explicam o atual cenário de alerta no mercado de insumos agrícolas: os impactos geopolíticos sobre energia e logística, as restrições produtivas na China e a estratégia das fabricantes de priorizar pedidos existentes e controlar preços.

Esse conjunto de elementos resulta em um ambiente com maior controle da oferta e aumento do risco na cadeia de suprimentos, em que a decisão mais estratégica passa a ser o momento da compra, e não apenas o custo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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