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Travessia Urbana de Juazeiro entra em operação e beneficia mais de 42 mil veículos por dia

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A primeira etapa da Travessia Urbana de Juazeiro, na Bahia, foi entregue nesta terça-feira (2) pelo ministro dos Transportes, George Santoro. A liberação marca o início da operação das estruturas já concluídas nas BRs-235/407/BA. Com investimento de R$ 229,8 milhões, a previsão é de que a obra seja finalizada integralmente ainda em 2026.

“Essa é uma obra que estava parada e foi retomada na atual gestão. Hoje estamos entregando a primeira etapa de um projeto estruturante que vai melhorar a mobilidade e fortalecer uma região que é exemplo para o Brasil pela sua capacidade de produzir, gerar emprego e impulsionar o desenvolvimento”, afirmou o ministro.

O projeto, que já alcançou 86% de execução, visa reorganizar o tráfego médio diário de aproximadamente 42.910 veículos e fortalecer a ligação rodoviária entre o município e a divisa com Pernambuco, em Petrolina (PE).

INFOGRÁFICO TRAVESSIA URBANA DE JUAZEIRO.png
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Na BR-407/BA, quatro viadutos estão prontos e o quinto, com 560 metros de extensão, segue em curso. Ao todo, já foram pavimentados 8,08 quilômetros de vias interligando as estruturas, sendo 3,34 quilômetros de pista duplicada e 4,74 quilômetros de marginais e rotatórias.

Já na BR-235/BA, estão concluídos 2,3 quilômetros de restauração da estrada e a demolição da antiga banca existente no local. Além disso, novos sistemas de drenagem nos riachos Macarrão e Malhada estão em uso para ajudar a evitar alagamentos e ampliar a durabilidade da rodovia.

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Qualidade de vida

O prefeito de Juazeiro, Andrei Gonçalves, celebrou os impactos positivos que o empreendimento trará para a região. A expectativa é de melhores condições de tráfego, redução de conflitos urbanos e mais segurança para motoristas e pedestres.

“Essa é uma obra que está mudando a história de Juazeiro. A cidade vive uma transformação, e a parceria entre o Governo do Brasil, o Governo do Estado e o município tem sido fundamental para viabilizar esses investimentos. Estamos deixando para trás problemas históricos de mobilidade e construindo um futuro com mais desenvolvimento e qualidade de vida para a população”, destacou o prefeito.

As intervenções se somam a outros investimentos voltados à melhoria da mobilidade no Vale do São Francisco. Entre eles está a ampliação da capacidade da Ponte Presidente Dutra, principal ligação entre Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), que recebe diariamente mais de 40 mil veículos e concentra um dos principais gargalos viários da região. As obras contam com investimentos de R$ 316 milhões nos dois municípios.

Morador de Juazeiro, o auxiliar administrativo Aruanã Gabriel, de 23 anos, acompanha diariamente os impactos do trânsito na cidade e acredita que as melhorias vão transformar a rotina de quem circula pela região.

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“Nos horários de pico, principalmente ao meio-dia e no fim da tarde, fica muito difícil passar por aqui. Tem congestionamento quase todos os dias e a gente perde muito tempo no trânsito. Com as melhorias na BR e na ponte, a expectativa é de uma mudança grande. Vamos ganhar tempo no deslocamento e ter mais segurança para seguir viagem”, pontuou.

Trabalho além da divisa

Ao finalizar a passagem pelo Nordeste, a comitiva ministerial cruzou a divisa da Bahia com Pernambuco e vistoriou o andamento da Travessia Urbana de Petrolina (PE). A intervenção recebeu investimento de R$143,3 milhões e contempla a adequação de 11,3 quilômetros da via, com a duplicação de um trecho de dois quilômetros e a implantação de um viaduto.

Com cerca de 420 mil habitantes, Petrolina é o terceiro município mais populoso de Pernambuco. Considerada uma das principais intervenções urbanas do Sertão nordestino, a obra registra avanço de 70% e busca adequar a infraestrutura viária ao fluxo de veículos que passam pela cidade, com redução de congestionamentos e facilitação da circulação de mercadorias na região.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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CMSE aprova medidas para preparar o sistema elétrico para os impactos do El Niño e do cenário geopolítico

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O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou, nesta quarta-feira (22/7), seguindo recomendações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), medidas para reforçar a segurança do atendimento eletroenergético diante da elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, e das incertezas do atual cenário geopolítico que pode impactar nos preços dos combustíveis.

Entre as ações aprovadas está a antecipação do início do suprimento de cinco contratos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia (LRCE 2022) e do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026), que garantirá 1,8 GW adicionais ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de setembro.

O volume antecipado é fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro em 2026 e início de 2027, principalmente prevendo as consequências que podem ser causadas pelo El Niño. O parecer que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu em julho aponta cenário de “elevada probabilidade” de ocorrer o fenômeno, que reduz a disponibilidade de energia produzida na região Norte do país e aumenta a carga do sistema elétrico devido à elevação das temperaturas e do consequente crescimento do consumo de energia.

De acordo com as informações publicadas no Plano de Operação Energética (PEN) 2025, e atualizadas na versão de 2026, a antecipação desses contratos recompõe o montante que o LRCAP 2026 não contratou devido à falta de oferta. O certame, realizado em março deste ano, fixou em 4,2 GW a potência necessária para o atendimento de ponta, mas foram contratados 2,2GW.

A decisão para antecipar os contratos também se baseou nas incertezas geopolíticas ocasionadas pelo atual cenário de guerras, que podem impactar diretamente os preços de combustíveis. De acordo com estudos elaborados pelo MME, a utilização de usinas sem contrato (merchant) para suprimento de carga custam, no mínimo, 25% a mais do que as contratadas nos certames.

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Processo

Em abril de 2026, o MME consultou os empreendimentos vencedores do LRCE 2022 e LRCAP 2026 sobre a disponibilidade e interesse em antecipar seus contratos. Ao todo, foram consultadas usinas que somam cerca de 3.482 GW de capacidade instalada. Desse total, aproximadamente 2.377 MW manifestaram interesse na antecipação, cabendo ao ONS indicar o montante necessário para atendimento das necessidades do sistema. A seleção final contemplou os empreendimentos compatíveis com os requisitos operacionais identificados nos estudos de planejamento com menor impacto tarifário.

 Informações Técnicas:

Antecipação de Empreendimentos de Geração

Deliberações:

I – Recomendar a antecipação de início de suprimento dos Contratos de Reserva de Capacidade decorrentes dos Leilões de Reserva de Capacidade na forma de energia de 2022 – LRCE 2022 e na forma de potência de 2026 – LRCAP 2026, dos empreendimentos indicados a seguir, de modo que os contratos tenham vigência em 1º de setembro de 2026, totalizando 1.827,1 MW, com base nas avaliações do Plano de Operação Energética – PEN 2026/2030 e a manifestação de interesse dos respectivos agentes, de modo a contribuir para a segurança do atendimento eletroenergético em 2026:

Garantia Física LRCE 2022
Garantia Física LRCE 2022

 

II – Recomendar que todas as demais cláusulas dos contratos originais, inclusive as relativas às penalidades por atraso no início da operação comercial do empreendimento, passem a valer desde o início da data de antecipação.

Avaliação da Base de Dados dos Estudos Elétricos e Energéticos

Deliberação: Tendo em vista as discussões realizadas no âmbito técnico do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico –  CMSE relativas às Bases de Dados de Geração de Estudos Elétricos e Energéticos, e considerando a deliberação de 312ª Reunião do CMSE (Ordinária), realizada em 05 de novembro de 2025, o CMSE deliberou por aprovar a implementação, a partir do Programa Mensal de Operação Energética – PMO de janeiro de 2027, da representação da expansão da capacidade instalada de geração de energia elétrica de usinas do Ambiente de Contratação Livre – ACL no bloco de ofertas considerado no PMO, conforme a seguir:

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(i) Considerar todas as usinas do ACL que estejam em obras, conforme critério já vigente;

(ii) Considerar, para as usinas do ACL que não estejam com obras iniciadas:

                        (a) aquelas que possuam contratos de compra e venda de energia de longo prazo – PPA, do inglês Power Purchase Agreement, e contrato de uso da rede (Sistema de Transmissão – CUST ou o Sistema de Distribuição – CUSD) válidos, conforme critério já vigente;

                        (b) aquelas que possuam Contrato de Uso do Sistema de Transmissão – CUST e Garantia Prévia para Celebração do CUST – GPC válidos;

(iii) Considerar os critérios definidos nos itens i e ii no PMO “Sombra” para o período de agosto a dezembro de 2026; e

(iv) recomendar que as instituições considerem em todos os processos o disposto no art 7º da Resolução CNPE nº 01/2024.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (22/07) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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