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Trigo: preços variam no Brasil e mercado internacional registra alta em Chicago com produção recorde na Argentina e Austrália

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No início de dezembro, o mercado de trigo no Brasil registrou movimentos distintos nas principais praças. Segundo dados do Cepea, no Paraná os preços estão em queda, pressionados pela maior disponibilidade doméstica. Em contrapartida, Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina mantêm cotações mais firmes, sustentadas pelo consumo local.

No mercado de balcão, os valores pagos aos produtores apresentaram baixas generalizadas, com exceção de Santa Catarina, que manteve estabilidade ou leves oscilações nos preços, como R$ 60,33 em Canoinhas e R$ 66,00 em Xanxerê.

No âmbito externo, com o fim da colheita no Brasil, as exportações de trigo retomaram ritmo em novembro, totalizando 121,16 mil toneladas, o maior volume desde março de 2025. Já as importações caíram para 414,56 mil toneladas, queda de 22,4% em relação a outubro e o menor volume desde dezembro de 2023, conforme dados da Secex.

Ajustes regionais marcam início da semana

A TF Agroeconômica aponta que o mercado brasileiro iniciou a semana com negociações em ritmo mais lento devido à proximidade do fim do ano.

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Rio Grande do Sul: os preços médios recuaram 1,56%, com lotes indicados entre R$ 1.080 e R$ 1.150 para moinhos locais e até R$ 1.180 para janeiro nos portos. O trigo de ração segue em R$ 1.110 a R$ 1.115. Estoques curtos devem levar à recomposição em janeiro. No produtor, a saca caiu para R$ 54,00 em Panambi.

Santa Catarina: valores permanecem abaixo do esperado pelos agricultores. Lotes para embarque em janeiro são avaliados próximos de R$ 1.150 CIF, sem aceitação dos vendedores. Preços no produtor variam entre R$ 60,00 e R$ 66,00.

Paraná: mercado operando de forma reduzida, com indicações de R$ 1.170 a R$ 1.180 CIF nos Campos Gerais e Curitiba, chegando a R$ 1.250 no Norte. O trigo importado da Argentina se mantém competitivo, e a revisão do custo variável pelo Deral reduziu o prejuízo do produtor para R$ 63,73 a saca.

Mercado internacional: Chicago registra alta e Argentina projeta safra recorde

A análise da Ceema mostra que as cotações do trigo voltaram a subir na Bolsa de Chicago na primeira semana de dezembro. O bushel para o primeiro mês fechou em US$ 5,41, contra US$ 5,31 na semana anterior. A média de novembro foi de US$ 5,35, alta de 4,7% em relação a outubro.

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O movimento ocorre em meio ao aumento da oferta global:

  • Estados Unidos: produção estimada em 54 milhões de toneladas para a safra 2025/26.
  • Austrália: produção projetada em 35,6 milhões de toneladas, 29% acima da média dos últimos dez anos, configurando a terceira maior safra da história.
  • Argentina: Bolsa de Cereais de Buenos Aires estima safra recorde de 25,5 milhões de toneladas, acima do recorde anterior de 22,4 milhões (2021/22), ampliando as exportações ao Brasil.

De acordo com a Ceema, a oferta mundial de trigo deve atingir 828,9 milhões de toneladas, superior aos 800,8 milhões do ciclo anterior, refletindo a expansão da produção nos principais países produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening dos citros exige manejo integrado e novas tecnologias para preservar produtividade e longevidade dos pomares no Brasil

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A citricultura brasileira, responsável por posicionar o país como líder global na produção e exportação de suco de laranja, enfrenta um dos maiores desafios fitossanitários de sua história: o avanço do greening, também conhecido como Huanglongbing (HLB). A doença já é considerada a mais severa dos citros e compromete diretamente a produtividade, a qualidade dos frutos e a vida útil dos pomares.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil produz mais de 16 milhões de toneladas de laranja por ano, reforçando a importância econômica do setor e a necessidade de estratégias eficientes de proteção fitossanitária.

Greening avança e exige controle rigoroso nos pomares

O greening é causado por bactérias do gênero Candidatus Liberibacter, sendo as principais no Brasil a Candidatus Liberibacter asiaticus (CLas), presente na maioria dos casos, e a Candidatus Liberibacter americanus (CLam).

A transmissão ocorre por meio do psilídeo (Diaphorina citri), inseto vetor que se prolifera principalmente em períodos de brotação dos pomares. Ao se alimentar da seiva, o inseto injeta a bactéria na planta, iniciando o processo de infecção.

Entre os sintomas estão o amarelecimento das folhas, deformação dos frutos, queda precoce de produção e o declínio progressivo das árvores, que podem levar à erradicação completa das plantas afetadas.

De acordo com especialistas, não existe tratamento curativo para o greening, o que torna a eliminação das plantas infectadas uma das principais medidas de contenção da doença.

Manejo integrado é essencial para preservar os pomares

Diante da gravidade da doença, especialistas reforçam que o controle do greening depende de estratégias integradas, que envolvem monitoramento constante, manejo do vetor e fortalecimento da saúde das plantas.

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Para o engenheiro agrônomo e gerente de inseticidas da UPL Brasil, Leandro Valerim, o controle eficiente começa com a prevenção e a gestão contínua do pomar.

“Diversos levantamentos mostram que, no Brasil, duas variantes da bactéria são responsáveis pela doença: CLas e CLam. Ambas são transmitidas pelo psilídeo, que se alimenta da planta e acaba disseminando a infecção”, explica.

Segundo o especialista, a ausência de controle adequado pode acelerar a disseminação da doença, comprometendo áreas inteiras de produção.

Controle do vetor e sanidade das plantas são prioridades

Como não há cura para o greening, o manejo eficiente depende do controle rigoroso do inseto vetor e da eliminação de plantas infectadas.

Além disso, práticas como inspeções frequentes, manejo adequado da brotação e adoção de tecnologias de proteção vegetal são fundamentais para reduzir a pressão da doença sobre os pomares.

Valerim destaca que a antecipação das ações é determinante para preservar a produtividade e prolongar a vida útil dos pomares cítricos.

Tecnologia baseada em peptídeos fortalece defesa das plantas

No campo da inovação, novas soluções vêm sendo incorporadas ao manejo da citricultura para ampliar a resistência das plantas ao estresse biológico.

Segundo a gerente de produtos da UPL Brasil, Mariana Yama, tecnologias baseadas em peptídeos sinalizadores representam uma nova fronteira no manejo agrícola.

“Essas moléculas atuam como sinais químicos reconhecidos pelas plantas, ativando seus mecanismos naturais de defesa de forma coordenada”, explica.

Esse tipo de tecnologia não substitui o manejo tradicional, mas atua como ferramenta complementar no fortalecimento da planta frente ao ataque de pragas e doenças.

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Soluções integradas ampliam ferramentas no combate ao greening

Entre as soluções disponíveis no mercado, a UPL destaca o uso de tecnologias integradas no manejo do greening.

Recentemente lançado, o produto Strakor é apontado como uma das inovações no setor, atuando por meio de peptídeos sinalizadores que estimulam a resposta natural das plantas, fortalecendo sua capacidade de defesa.

Além disso, o inseticida Sperto, com ação sistêmica, de contato e ingestão, atua diretamente no controle do psilídeo, promovendo efeito de choque e auxiliando na redução da população do vetor nos pomares.

A combinação entre controle químico do inseto e tecnologias que estimulam a defesa natural das plantas amplia o conjunto de ferramentas disponíveis para os citricultores.

Intervenção precoce é decisiva para evitar perdas na citricultura

Especialistas reforçam que a eficiência do manejo está diretamente ligada ao tempo de resposta no campo.

Quanto mais cedo forem adotadas medidas de controle e monitoramento, maiores são as chances de conter o avanço do greening e reduzir perdas produtivas.

A adoção de estratégias integradas, aliando tecnologia, manejo e monitoramento constante, é apontada como caminho essencial para garantir a sustentabilidade e a competitividade da citricultura brasileira diante de uma das doenças mais desafiadoras do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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