Ministério Público MT

Uniselva apresenta estrutura e vitrine de projetos em primeira visita

Publicado

O projeto “Fundações de Portas Abertas” foi oficialmente lançado na segunda-feira (4), com a primeira visita realizada à Fundação Uniselva, no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Idealizada em parceria entre o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e entidades do terceiro setor, a iniciativa é inédita e tem como objetivo fortalecer o diálogo e a cooperação entre as fundações privadas de Cuiabá e Várzea Grande.Durante a primeira visita, os representantes das fundações tiveram a oportunidade de conhecer a estrutura e o funcionamento da Uniselva, além de três projetos destacados como cases de sucesso. A programação também incluiu espaço para diálogo, perguntas, troca de experiências, coffee break e uma visita guiada à Fundação.Na abertura, foi formado um dispositivo de honra com a presença da reitora da UFMT, professora doutora Marluce Souza e Silva; do vice-reitor, professor doutor Silvano Macedo Galvão; do diretor-geral da Uniselva, professor doutor José Jaconias da Silva; da integrante do Conselho Fiscal da Fundação, Giseli Alves Silventi; do promotor de Justiça Renee do Ó Souza (virtualmente); e da assistente ministerial Ludimila Moreira Pontes.A apresentação da Fundação Uniselva foi conduzida pelo diretor-geral, professor doutor José Jaconias da Silva, que detalhou a estrutura da entidade, seus objetivos, missão, visão e valores, além dos sistemas operacionais e da quantidade de projetos apoiados. Segundo o professor, esse número tem crescido anualmente desde 2020. Atualmente, há 500 projetos em andamento, com expectativa de alcançar 600 até o fim do ano. “Somos uma fundação generalista e apoiamos projetos de diferentes naturezas, o que representa um desafio enorme”, destacou.Para Jaconias da Silva, conhecer a estrutura interna da Fundação Uniselva é importante, mas compreender o impacto dos projetos apoiados é ainda mais significativo. Por isso, ele convidou três professores coordenadores para falar de algumas iniciativas na vitrine de projetos. Foram apresentados os projetos “Gestão estratégica: propriedade intelectual e transferência de tecnologia”, “Oferta de cursos na área de energias renováveis” e “Construção dos laboratórios de pesquisas da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR)”, respectivamente pelos professores doutores Paulo Augusto Ramalho de Souza, Marcelo Ferreira de Arruda e Josemar Ribeiro de Oliveira.O promotor de Justiça Renê do Ó Souza, titular da 26ª Promotoria de Justiça Cível da Capital – especializada em Fazenda Pública e Fundações, contou que está em pleno desenvolvimento um projeto de fortalecimento do terceiro setor. A iniciativa teve início no ano passado com a aproximação do MPMT e o esclarecimento sobre o que é o velamento das fundações, e agora avança para um segundo estágio, com a parceria entre as próprias fundações. O objetivo é aproximá-las e promover apoio mútuo, incentivando o compartilhamento de experiências e soluções para que se fortaleçam coletivamente.“E eu vislumbro já um terceiro passo, o desdobramento de todo esse projeto, que seria a abertura das fundações para o cidadão de uma maneira geral. A abertura das portas para que a sociedade conheça os trabalhos realizados pelas fundações e possa, inclusive, contribuir com ideias. Afinal, a prestação de serviços para essas pessoas demonstra como o terceiro setor pode realmente ser salutar para o desenvolvimento da sociedade civil organizada. Assim, esse projeto visa fortalecer uma das formas de se enxergar a participação democrática no Estado moderno”, concluiu.O diretor-geral da Uniselva disse ser uma alegria abrir o projeto e receber as fundações para um intercâmbio de experiências. “Pudemos compartilhar um pouco sobre como realizamos a gestão administrativa e financeira dos projetos, além de apresentar o impacto socioeconômico e ambiental que eles geram para a sociedade. Foi um momento de troca muito enriquecedor. Ao recebermos as demais fundações, também tivemos a oportunidade de trocar informações sobre suas formas de atuação, os desafios enfrentados, tanto financeiros quanto de gestão. E, com tudo isso, só temos a crescer”, destacou.José Jaconias da Silva parabenizou o MPMT pela iniciativa, que considera inovadora. “É comum o Ministério Público atuar na fiscalização e no velamento das fundações, mas promover esse processo de forma que elas possam se conhecer, se complementar, é algo inovador. Isso é muito importante, acredito que seja sem precedentes no Brasil. O promotor de Justiça Renê do Ó está de parabéns por essa proposta. E agora, a partir da próxima semana, teremos outras visitas, e nós da Fundação Uniselva estaremos presentes com toda alegria e energia para aprender e compartilhar também”, garantiu. O coronel BM Paulo Correia Rodrigues, da recém-criada Fundação de Apoio ao Corpo de Bombeiros (Funabom), também aprovou a visita. “Para nós, é fundamental conhecer os mecanismos de gestão utilizados pelas diversas fundações, já que estamos em processo de aprendizado na administração de uma fundação privada. Esse intercâmbio de experiências é extremamente valioso. Buscamos absorver boas práticas, conhecer os sistemas utilizados e entender os desafios enfrentados por instituições experientes como a Uniselva”, afirmou, reforçando eu estarão nas demais visitas para acompanhar de perto o que está sendo implementado em termos de boa governança, sistemas informatizados e gestão administrativa para aplicar na Funabom. À frente da estruturação da equipe da Fundação CDL Cuiabá, Camila Callori também destacou a relevância do projeto. “É muito importante conhecer como eles fazem a prestação de contas, os editais, os projetos que viabilizam. Para nós, que estamos começando, está sendo essencial aprender os caminhos certos, especialmente na prestação de contas. O Ministério Público está de parabéns. E quanto mais conhecermos outras instituições, melhor para nós. Estamos aqui para aprender e colocar em prática”, declarou.
Fundações de Portas Abertas – De acordo com o promotor de Justiça Renê do Ó Souza, o objetivo do projeto é promover um intercâmbio entre as fundações, permitindo que seus integrantes conheçam de perto a estrutura, o funcionamento e os serviços oferecidos por cada uma. A proposta é proporcionar aos profissionais do terceiro setor a oportunidade de visitar esses espaços, compreender melhor os propósitos de cada entidade e, assim, identificar pontos de convergência e possíveis parcerias futuras.A iniciativa também busca criar um espaço de escuta ativa, troca de experiências e construção coletiva de soluções para o aprimoramento do ecossistema fundacional no estado. A programação prevê uma série de visitas a instituições do terceiro setor ao longo do segundo semestre de 2025. Em agosto, estão previstas visitas à Fundação André e Lucia Maggi (FALM), à Fundação Abrigo Bom Jesus e à Fundação de Apoio à Difusão Científica e Tecnológica (Funadif).Uniselva – Criada em 2002, a Fundação é uma entidade sem fins lucrativos voltada ao apoio à execução de projetos de ensino, pesquisa, extensão, desenvolvimento institucional e inovação, realizados por instituições federais de ensino e institutos de ciência e tecnologia. Atua como catalisadora de recursos públicos e privados, nacionais e internacionais, destinados à realização de projetos em diversas áreas do conhecimento. Saiba mais aqui.

Leia mais:  MPMT alerta sobre riscos à saúde de se tomar banho na Cachoeira do Onze

Fonte: Ministério Público MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Ministério Público MT

Projeto Âmbar avança com oficina sobre gestão e saúde mental

Publicado

Com foco na prevenção do adoecimento mental e no fortalecimento de uma cultura organizacional mais saudável, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, na tarde de segunda-feira (24), a segunda oficina de capacitação do Projeto Âmbar – Prevenir para Cuidar. Voltado às lideranças da instituição, o encontro reuniu gestores no auditório da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) para discutir como ferramentas de gestão podem contribuir para a redução de riscos psicossociais e para a promoção da saúde mental no ambiente de trabalho.Nesta etapa, a capacitação foi conduzida pela Subprocuradoria-Geral de Justiça de Planejamento e Gestão e pelo Departamento de Planejamento (Deplan). Com o tema “Gestão que Cuida: Ferramentas de gestão aplicadas à liderança como estratégia de promoção da saúde mental”, a oficina foi estruturada em três momentos e teve início com a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, responsável por falar sobre “Saúde mental também é uma questão de gestão”.Durante a exposição, ela abordou a relação entre organização do trabalho, liderança e saúde mental, destacando que fatores psicossociais, como sobrecarga, falta de clareza de papéis, comunicação inadequada e carência de suporte institucional, impactam diretamente o bem-estar das equipes.A subprocuradora ressaltou ainda que o Projeto Âmbar representa um passo importante na construção de uma cultura organizacional voltada à prevenção do adoecimento mental, reforçando que a iniciativa busca oferecer suporte não apenas às equipes, mas também às lideranças, que enfrentam diariamente o desafio de equilibrar demandas institucionais e as necessidades dos grupos que coordenam.“O Âmbar vem exatamente para nos dar suporte diante desses desafios, deixando uma mensagem muito clara: os líderes que apoiam, coordenam e conduzem também terão o apoio da instituição. Essa é a essência do projeto, apoiar quem apoia e cuidar de quem cuida. Saúde mental não é apenas uma questão individual, de autocuidado. Há muito da gestão e da organização do trabalho que impacta diretamente o bem-estar das pessoas, por isso gestão também é uma estratégia de promoção da saúde mental”, afirmou.Ao longo da apresentação, Anne Karine Wiegert enfatizou que liderança e gestão são competências passíveis de desenvolvimento e que o aperfeiçoamento dessas habilidades é fundamental para reduzir riscos psicossociais e fortalecer ambientes de trabalho mais saudáveis.Na segunda etapa, intitulada “Riscos psicossociais e ferramentas de gestão”, a chefe do Deplan, Annelyse Cristine Candido Santos, contextualizou a realidade institucional e apresentou conceitos relacionados à gestão de pessoas, diversidade e organização do trabalho. A palestrante ressaltou que a instituição é composta por mais de 2,3 mil integrantes, cada um com características, experiências e necessidades distintas, fator que exige das lideranças sensibilidade e preparo para conduzir equipes de forma equilibrada e eficiente.“Não podemos pensar as pessoas como se fossem todas iguais. Temos diferenças, particularidades e realidades distintas. Compreender esse contexto é essencial para construir soluções e utilizar ferramentas de gestão que realmente contribuam para ambientes de trabalho mais saudáveis”, observou.A terceira etapa, denominada “Vamos à prática”, foi conduzida pelos servidores Alex Magalhães Dias e Luiz Felipe Coimbra Gaborin, que apresentaram metodologias e ferramentas de gestão aplicáveis ao cotidiano das lideranças. A atividade buscou transformar os conceitos discutidos ao longo da oficina em práticas voltadas à organização do trabalho, ao planejamento e à prevenção de fatores de risco.Os participantes foram divididos em quatro grupos e puderam colocar em prática os ensinamentos relacionados à identificação de demandas, priorização, organização e execução das atividades. Para o supervisor pedagógico do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Hélio da Silva Taques Filho, o principal aprendizado da tarde foi compreender o planejamento como uma ferramenta essencial para a prevenção do adoecimento mental.“A rotina acaba nos consumindo e, se não houver planejamento, muitas vezes não conseguimos enxergar o que está acontecendo dentro da própria equipe. As ferramentas apresentadas ajudam a organizar o trabalho, identificar sobrecargas e compreender melhor os processos. Isso facilita a gestão e contribui para prevenir o adoecimento, porque permite agir antes que os problemas se agravem”, destacou.Já a supervisora administrativa do Centro de Apoio Operacional (CAO), Grayce Glaúcia da Silva Ruiz Rech, avaliou que a oficina evidenciou a importância de buscar apoio técnico e fortalecer o planejamento como estratégia de cuidado com as equipes.“Nosso setor vem crescendo muito e, embora tenhamos excelentes profissionais e ferramentas de trabalho, nem sempre conseguimos organizar tudo sozinhos. Poder contar com o apoio de pessoas que pensam gestão e planejamento diariamente traz mais segurança para enfrentar os desafios e prevenir o adoecimento. A oficina mostrou que nós, líderes, também precisamos pedir ajuda e ser cuidados para conseguirmos cuidar bem das nossas equipes”, destacou.Engajamento – Antes do início das atividades, a coordenadora do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho – Vida Plena, promotora de Justiça Gileade Pereira Souza Maia, deu as boas-vindas aos participantes e reforçou a importância da participação integral dos líderes nas quatro etapas do projeto e da avaliação dos resultados por meio dos questionários aplicados antes e depois das oficinas.“Apenas após a participação nas quatro oficinas poderemos dizer que houve uma capacitação completa. Cada etapa possui uma base teórica e prática que se complementa, permitindo construir diagnósticos e propostas consistentes para a reorganização do trabalho e a prevenção dos riscos psicossociais”, destacou.A promotora também incentivou os participantes a contribuírem com sugestões de melhorias para a instituição. “Todos aqui acumulam experiência e certamente poderão trazer ideias e boas práticas que contribuam para aperfeiçoarmos o Ministério Público como um todo. O Projeto Âmbar é também um espaço de construção coletiva”, afirmou.Projeto Âmbar – Iniciativa do Núcleo Vida Plena, o projeto tem como foco a prevenção de riscos psicossociais e a promoção da saúde mental no ambiente de trabalho. A proposta está alinhada às diretrizes do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), ao Planejamento Estratégico Institucional (PEI) 2024-2031 e às atualizações da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passou a exigir das organizações a gestão dos riscos psicossociais.A formação foi estruturada em quatro encontros voltados às lideranças da instituição. A primeira oficina foi realizada em 17 de agosto, sob a condução da equipe do Programa Vida Plena. As próximas ocorrerão nos dias 1º de setembro, ministrada pela Corregedoria-Geral, e 3 de setembro, conduzida pelo Departamento de Gestão de Pessoas (DGP).

Leia mais:  Integração entre órgãos amplia proteção às vítimas de violência

Fonte: Ministério Público MT – MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana