Várzea Grande
Várzea Grande assina termos e garante R$ 930 mil para projetos do ‘Circuito Cultural VG’ por meio de recursos federais
Publicado
19 de agosto de 2026, 17:00
Várzea Grande deu mais um passo para fortalecer a produção cultural do município. Na noite desta terça-feira (18), foram assinados os Termos de Execução Cultural com 30 agentes culturais contemplados pelo Edital PNAB nº 003/2026 – “Circuito Cultural VG”. A cerimônia foi realizada no Centro Cultural e marcou o início da fase de execução dos projetos selecionados.
Cada proponente receberá R$ 31 mil, em parcela única, totalizando R$ 930 mil destinados aos 30 projetos. O recurso é proveniente da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal, e chegou ao município por meio do cumprimento das etapas de execução dos ciclos anteriores da política cultural.
A superintendente de Cultura de Várzea Grande, Luh Arruda, explicou que, após a assinatura dos termos, os documentos passam por uma etapa de tramitação junto à Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (SMECEL) até que os recursos sejam liberados.
“Hoje estamos recebendo os 30 proponentes que ganharam o edital Circuito Cultural para a assinatura dos termos. Cada um vai receber R$ 31 mil, em parcela única, totalizando R$ 930 mil. Depois da assinatura, existe toda uma tramitação junto à Secretaria para que a documentação seja encaminhada e o pagamento seja realizado”, explicou.
Segundo Luh, a expectativa é de que os recursos sejam pagos em até 30 dias após a assinatura, desde que toda a documentação exigida esteja regularizada. Os agentes culturais terão até um ano para executar os projetos aprovados e apresentar a respectiva prestação de contas.
Mais oito agentes poderão ser contemplados
A Superintendência de Cultura também anunciou que outros oito agentes culturais deverão ser contemplados posteriormente. A possibilidade surgiu a partir de recursos remanescentes do próprio Circuito Cultural VG e de outro edital, permitindo ampliar o número de trabalhadores da cultura beneficiados.
“Vai ter mais oito proponentes porque o dinheiro rendeu. Tivemos uma sobra do Circuito Cultural e também do edital 004, que não teve o maior número de projetos aprovados. Então, por conta dessa sobra, foi possível contemplar mais oito proponentes”, explicou Luh.
A definição dos novos contemplados foi discutida junto ao Conselho Municipal de Cultura, com o objetivo de ampliar o alcance da política de incentivo e fazer com que mais trabalhadores do setor cultural tenham acesso aos recursos.
Fiscalização acompanha execução dos projetos
Os recursos não serão administrados pela Prefeitura ou pela Superintendência de Cultura. O dinheiro será depositado diretamente nas contas dos agentes culturais responsáveis pelos projetos selecionados. Cabe aos próprios proponentes executar as propostas aprovadas, seguindo as regras estabelecidas no edital.
Luh Arruda explicou que a Superintendência de Cultura fará o acompanhamento da execução, com apoio do Conselho Municipal de Cultura. Os projetos também deverão cumprir as contrapartidas previstas no edital e, sempre que possível, ser realizados em espaços públicos.
“Eles têm que encaminhar para a gente toda a execução desses projetos aprovados. Muitos já estão nos procurando para realizar eventos no Centro Cultural, outros estão pedindo apoio para fazer em praças ou até mesmo nas próprias instituições, desde que sejam espaços abertos ao público”, destacou.
A superintendente reforçou ainda que os contemplados são agentes culturais independentes, e não servidores públicos. Podem participar associações, grupos, coletivos e pessoas físicas, conforme os critérios estabelecidos no edital.
Cada proposta passou por avaliação técnica, e a documentação dos proponentes foi analisada, incluindo a regularidade dos documentos e dos CPFs, dentro dos critérios definidos pela PNAB.
“O recurso não cai na conta da Cultura. Ele vai para cada agente, que vai aplicar nos projetos aprovados e depois comprovar a execução. Existe uma comissão e todo um acompanhamento para que o recurso seja utilizado exatamente dentro da finalidade prevista”, explicou Luh.
Caso o agente não consiga executar o projeto dentro do prazo estabelecido, deverá apresentar justificativa e, quando não houver possibilidade de execução, realizar a devolução dos recursos conforme as regras do edital.
Durante a cerimônia, a coordenadora do Escritório Estadual do Ministério da Cultura em Mato Grosso, Lígia da Silva Viana, destacou o trabalho desenvolvido pela gestão municipal na aplicação dos recursos da política cultural.
“SMECEL, parabéns à secretária Maria Fernanda e a toda a sua equipe por esse marco. É por resultados como este que trabalhamos por Mato Grosso. Se cada gestor de cada município trabalhar como vocês, a cultura de todo o nosso Estado só tende a avançar cada vez mais”, afirmou Lígia.
Para a representante do Ministério da Cultura, a execução dos recursos e a ampliação do número de trabalhadores beneficiados demonstram a importância da parceria entre os municípios e o Governo Federal para fortalecer o setor cultural.
Entre os agentes contemplados está Huenderson de Assunção, que pretende utilizar o recurso para desenvolver um projeto voltado ao resgate e fortalecimento de uma tradicional festa cultural de Várzea Grande. Segundo ele, a proposta busca recuperar uma manifestação que marcou a história da comunidade e contribuir para a preservação das tradições locais.
“A nossa perspectiva é a melhor possível. A nossa proposta é uma festa cultural que aconteceu há muitos anos e que estamos querendo fomentar novamente, porque as festas santas da nossa região são uma tradição muito forte e cultural da nossa Várzea Grande”, afirmou.
Com a assinatura dos termos, os 30 contemplados entram oficialmente na fase de execução das propostas. A partir de agora, a Superintendência de Cultura acompanhará o desenvolvimento dos projetos, os prazos e a prestação de contas, garantindo que os recursos sejam aplicados de acordo com as regras estabelecidas no edital.
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Várzea Grande
Oficina de cerveja artesanal reúne moradores interessados em aprender e empreender
Publicado
4 de outubro de 2026, 10:30
O sonho de produzir a própria cerveja levou Diego Tomas, de 35 anos, a participar de uma oficina gratuita de produção e harmonização de cerveja artesanal em Várzea Grande. Morador de Cuiabá, ele já possui alguns equipamentos e pretende, no futuro, transformar o conhecimento adquirido em uma oportunidade de negócio.
“Tenho um sonho antigo de fazer cerveja e até alguns equipamentos, mas nunca fiz. Procuro aprender para empreender no futuro”, contou.
Já Carlos Alberto Enciso, paraguaio que mora em Várzea Grande há 15 anos, descobriu durante o curso que é possível produzir a bebida em casa utilizando equipamentos simples.
“Eu sempre pesquiso na internet formas de fazer cerveja e vejo equipamentos muito caros. Hoje aprendi que posso fazer cerveja em uma panela simples. Isso foi incrível para mim”, afirmou.
A oficina foi realizada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo de Várzea Grande, em parceria com o Várzea Grande Shopping e a Cervejaria Dourada, em alusão ao Dia Mundial do Turismo. As atividades foram divididas em dois momentos: uma aula teórica e outra prática. A cerveja produzida pelos participantes passará por aproximadamente 30 dias de maturação antes de ser degustada.
O instrutor da oficina, Brian Ambiento Bife, gerente e mestre cervejeiro da Cervejaria Dourada, instalada em Várzea Grande, explicou que a proposta é apresentar aos participantes as etapas da produção e também as possibilidades de fabricação em pequena escala.
“Hoje, o intuito é você levar isso para dentro da sua casa, aprender a fazer cerveja com equipamentos simples. Com panelas de alumínio ou inox e um meio filtrante, já conseguimos realizar as etapas da produção”, explicou.
Durante as aulas, os participantes aprenderam sobre higiene, ingredientes, produção, fermentação, maturação e harmonização. Segundo Brian, a cerveja pode receber diferentes ingredientes e sabores, incluindo frutas e outros cereais, mantendo a cevada como base da bebida.
Turismo e novos negócios
Jenifer, de 34 anos, moradora de Várzea Grande e guia de turismo, participou da oficina para conhecer melhor o processo de produção e as possibilidades de integração com o turismo.
“Como sou guia de turismo, entendo que precisamos ter uma visão ampla e agregar hospedagem, alimentação, gastronomia e bebidas. É muito importante ter uma cervejaria local”, disse.
Para a secretária de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Fabyane Nagazawa, a oficina reuniu capacitação, turismo e empreendedorismo.
“A gastronomia e as bebidas também fazem parte da experiência turística e ajudam a movimentar outros setores da economia”, afirmou.
O secretário-adjunto Edu Sá destacou a importância de oferecer atividades práticas à população.
“É uma oportunidade para as pessoas conhecerem todo o processo, desde a produção até a harmonização, e perceberem que existe um mercado que pode ser explorado dentro do turismo e da economia criativa”, disse.
Segundo Brian, a Cervejaria Dourada é atualmente a única cervejaria instalada em Várzea Grande.
“A parceria com a Prefeitura busca aproximar a população da produção local por meio de oficinas, degustações e atividades de capacitação”, pontuou.
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