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Verde Novo leva educação ambiental e distribuição de mudas à 7ª Corrida do Judiciário

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O clima de celebração e saúde da 7ª Corrida do Judiciário também ganhou um toque de sustentabilidade com a presença do Programa Verde Novo, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O estande do programa distribuiu 500 mudas de espécies frutíferas e nativas, entre elas ipês, jacarandás, goiabas, cajus e jabuticabas, além de promover ações de educação ambiental voltadas à conscientização sobre a importância das árvores no equilíbrio climático.

De acordo com o coordenador do programa, Sérgio Savioli, o objetivo da ação é despertar a responsabilidade ambiental de forma prática e acessível. “As pessoas podem simplesmente retirar uma muda, mas, aqui na Corrida, estamos recomendando que passem antes pela Calculadora Itinerante, onde é possível estimar a pegada de carbono e descobrir quantas mudas são necessárias para compensar o impacto gerado. É uma forma de quantificar a responsabilidade ambiental”, explicou.

Sérgio destacou que o Verde Novo atua em três frentes principais: a arborização urbana, o plantio de mudas em áreas públicas e a distribuição à comunidade. “Durante o período chuvoso, intensificamos as etapas de plantio dentro da cidade. Já na estiagem, levamos o tema para escolas e empresas, mostrando como a arborização interfere diretamente na qualidade de vida e no conforto térmico urbano, e distribuímos mudas para que todos tenham a oportunidade de contribuir com o meio ambiente”, detalhou.

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Para o coordenador, participar de eventos como a Corrida do Judiciário é uma oportunidade de sensibilizar a população sobre o papel das árvores. “A árvore não é adorno; é um equipamento de qualidade de vida. Ela reduz a temperatura, aumenta a umidade do ar, freia o vento e contribui para a formação das chuvas. É essencial diante da crise climática que enfrentamos”, afirmou.

A receptividade do público, segundo ele, é sempre positiva. “A van nunca volta cheia: as pessoas entendem o propósito, levam a muda para casa e acabam se engajando conosco. Isso é maravilhoso”, comemorou.

Entre os participantes da corrida estava Elias Santos, servidor público, que conheceu o projeto durante o evento. “Vim até o estande porque vi que estavam distribuindo mudas e resolvi pegar uma para plantar. Fiz o cálculo da minha pegada de carbono e percebi que precisava compensar meus impactos”, contou. Ele elogiou a iniciativa: “Achei extremamente interessante. É um projeto que faz a gente repensar nossos hábitos e incentiva a contribuir com o meio ambiente”, comentou.

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A 7ª edição da Corrida do Judiciário foi realizada no dia 9 de novembro, com largada e chegada em frente ao Fórum de Cuiabá. O evento foi promovido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com a Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM).

Acesse mais fotos da Corrida no Flickr do TJMT

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7ª Corrida do Judiciário reúne cerca de mil participantes de todo o estado

Fotos: Roberta Penha e Nathalia Okde

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Avanços no papel e entraves na prática mostram que a inclusão ainda carece de efetividade

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Apesar da existência de um arcabouço jurídico avançado, a garantia de direitos às pessoas com deficiência ainda enfrenta entraves concretos para sua execução. A avaliação foi apresentada pela advogada doutora Jennyfer Bathemarque durante a palestra “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, realizada dentro da programação do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, em Cuiabá.

A advogada conhece na pele as dificuldades de uma mãe atípica e da necessidade de recorrer ao sistema de Justiça para garantir que o amor de sua vida, seu filho, quando ainda um bebezinho de seis meses, pudesse ser submetido a uma intervenção cirúrgica cardíaca de alta complexidade.

Ao aprofundar a reflexão, a palestrante adotou um tom crítico ao provocar o público sobre a distância entre o que está previsto na legislação e o que, de fato, é entregue à população: o que determina a “Lei Berenice Piana” quanto à responsabilidade dos municípios na proteção das pessoas com autismo?

Segundo ela, o país não carece de normas, mas de efetividade. “Temos um arcabouço jurídico robusto, mas que ainda falha na execução. O direito existe no papel, mas não chega com a mesma força na vida real de quem precisa”, pontuou.

Na avaliação da advogada, essa desconexão se reflete em violações recorrentes: negativa de terapias por planos de saúde, ausência de profissionais especializados nas escolas, falta de atendimento adequado no SUS, escassez de especialistas, longas filas de espera e entraves no acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “O que vemos é um sistema que empurra as famílias para decisões difíceis, muitas vezes abrindo mão de estabilidade financeira para tentar garantir o mínimo de dignidade”, alertou.

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A crítica se intensifica quando o acesso a direitos passa, quase sempre, pelo Judiciário, evidenciando um cenário que exige reflexão: direitos básicos ainda dependem de ação judicial para serem garantidos, enquanto a morosidade processual compromete tratamentos que não podem esperar.

A advogada cita ainda que se soma a isso a exigência excessiva de laudos, que acaba se tornando mais uma barreira de acesso, além da falta de uniformidade nas decisões, gerando insegurança jurídica. Nesse contexto, também se coloca em debate a própria capacidade do sistema de Justiça de compreender, em sua complexidade, as dimensões clínicas e sociais que envolvem as pessoas com deficiência.

Ela também chamou atenção para o que classificou como distorções estruturais: por que a judicialização deixou de ser exceção e passou a ser regra? Por que decisões ainda se baseiam, muitas vezes, em critérios exclusivamente formais? Onde está o olhar multidisciplinar? E por que, mesmo após decisões favoráveis, ainda há descumprimento, dependência de bloqueios judiciais e um ciclo contínuo de novas ações?

Para Jennyfer, esse cenário evidencia uma inversão preocupante. “O que deveria ser resolvido administrativamente tem sido transferido ao Judiciário. Isso revela não apenas a fragilidade das políticas públicas, mas também a sobrecarga de um sistema que acaba sendo acionado para garantir o básico”.

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A advogada também fez questão de elogiar o serviço prestado por meio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com destaque para a realização do evento TJ Inclusivo, que, segundo ela, evidencia o compromisso institucional com a promoção da acessibilidade e da inclusão.

Para a advogada, iniciativas como essa ampliam o diálogo com a sociedade e, a cada interação, contribuem para uma compreensão mais clara das falhas ainda existentes, auxiliando na promoção de ações mais efetivas, sensíveis e alinhadas às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.

TJMT Inclusivo – O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade e dá cumprimento à Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Judiciário, e à Lei federal nº 12.764/2012 – Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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