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Verde Novo: Semana do Meio Ambiente é marcada por palestras, jogos, distribuição e plantio de mudas

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Nesta quarta-feira (5 de junho), Dia Mundial do Meio Ambiente, o Programa Verde Novo, do Poder Judiciário de Mato Grosso, iniciou cedo suas atividades, com o plantio de 150 mudas de árvores no Parque da Família, em Cuiabá. Em seguida, ainda pela manhã, foram distribuídas 500 mudas de ipês branco e amarelo, acerola, goiaba, pitomba e caju na Avenida do CPA, em frente ao semáforo da Praça Ulysses Guimarães, para pedestres e condutores.
 
As ações ocorreram em parceria com a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentável, que levou dezenas de engenheiros e biólogos que atuam na Diretoria de Licenciamento Ambiental para atuar na blitz ecológica que entregou as mudas, além de conscientizar as pessoas por meio de uma grande faixa onde se lia: “Cuiabá Cidade Verde: Vamos replantar essa ideia. Evite a poda indiscriminada de árvores”.
 
A união de esforços entre Executivo municipal e Judiciário estadual também foi ressaltada pelo secretário municipal de Meio Ambiente, Juarez Samaniego, que enalteceu o trabalho do criador do programa Verde Novo. “O desembargador Rodrigo Curvo sempre foi um parceiro nosso. Fizemos vários trabalhos juntos, devemos ter plantado mais de 100 mil árvores em Cuiabá, no período de 2017 até 2020. Fico feliz que ele tenha levado o programa e continua ele à frente do programa no TJ. É uma pessoa que gosta do que está fazendo e é isso que a gente precisa: de pessoas que gostam do que estão fazendo e conscientização das pessoas para dar um resultado melhor para a qualidade de vida de Cuiabá”, disse.
 
A engenheira florestal do Verde Novo, Rosiani Carnaíba, destaca que ao longo desta Semana do Meio Ambiente, o programa realiza uma série de ações juntamente com escolas, poder público e comunidade em geral buscando conscientizar a população sobre a preservação ambiental. “Queremos que as pessoas venham, participem, plantem mudas de árvores conosco, peguem sua muda de árvore e façam o plantio. O objetivo é resgatar o título de Cidade Verde de Cuiabá, amenizar essa temperatura e criar um clima mais agradável pra toda população”.
 
Dentre os cerca de 50 servidores da Secretaria de Meio Ambiente de Cuiabá que participaram da blitz ecológica nesta quarta-feira (5), o engenheiro sanitarista e ambiental, Márcio Renan Pereira Pinheiro, afirma que a distribuição das mudas é uma forma de incentivar as pessoas a plantar árvores e evitar a poda indiscriminada. Segundo o profissional, esta é uma forma de alcançar uma cidade mais sustentável. “A gente sabe que as árvores contribuem para o microclima, tanto da região quanto da cidade. Então nosso objetivo é realmente conscientizar a população. É algo muito gratificante porque a gente sabe que o pouco que a gente faz agora pode ser muito daqui pra frente e o pouco que a gente faz agora pode incentivar um outro aqui do lado, o que só vai somando e fazendo esse círculo”.
 
Programa Verde Novo – Criado em 2017 pelo desembargador Rodrigo Curvo, então como um projeto, o Programa Verde Novo surgiu vinculado ao Juizado Volante Ambiental de Cuiabá e, atualmente, está ligado ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso, tendo o magistrado fundador como seu gestor executivo. Desde 2017, o Verde Novo proporcionou à população cuiabana mais de 190 mil árvores nativas e frutíferas, considerando aquelas que foram doadas para moradores ou plantadas em parques, praças e escolas.
 
Semana do Meio Ambiente – A programação iniciou na segunda e terça-feira (3 e 4), com distribuição de mudas, palestra e gincana por meio do jogo Rebojando (criado dentro do programa Verde Novo para a educação ambiental) no Colégio Fato, no Coxipó, onde dezenas de alunos se divertiram enquanto aprendiam mais sobre preservação da fauna e da flora.
 
Até o final da semana, haverá ainda distribuição de mudas em shoppings da cidade, blitz ecológica na Avenida Getúlio Vargas, em frente à Praça Alencastro, e palestra, gincana com o jogo Rebojando e distribuição de mudas na Escola Estadual Andé Avelino Ribeiro, no CPA 1.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: foto horizontal colorida do grupo de voluntários e participantes da ação, algumas agachadas em fileira e a maioria em pé, em filas umas atrás das outras, com algumas na parte mais alta. Todos usam camiseta branca estampado Cuiabá Cidade Verde. À frente, no chão, há grama, um berço para plantar uma muda no chão e árvores ao fundo. Imagem 2: foto horizontal colorida de um voluntário entregando uma muda de árvore para a motorista de um carro durante a bliz ecológica, em uma avenida em frente ao Shopping Pantanal, cuja fachada está ao fundo da imagem. Imagem 3: foto horizontal colorida de voluntárias exibindo a faixa onde se lê “Cuiabá cidade verde: vamos replantar essa ideia. Evite a poda indiscriminada de árvores”. Ao fundo a van do Verde Novo, árvores e a Avenida do CPA. Imagem 4: foto horizontal colorida do engenheiro Márcio Renan segurando uma muda de árvore antes de entregar para o motorista de uma van. Ele veste a camiseta do projeto, usa óculos de sol, tem barba e cabelos pretos. O motorista segura uma muda e faz um gesto de hang loose. Ao fundo há sinalizações de trânsito.
 
Celly Silva/Fotos: Anderson Lobão e Luiz Alves (Secom Cuiabá)
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Execução Penal: equilíbrio entre punir e preservar humanidade é apontado como desafio

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Mulher de terno azul-claro fala ao microfone em um púlpito de madeira. Ao fundo, um grande telão exibe a silhueta de um homem caminhando em direção a uma luz forte.“Com diálogos bem estruturados, todos são chamados à responsabilização. Sem responsabilidade e sem consciência, não há caminho de transformação. O ser humano fica à deriva por muito mais tempo”. Foi com essa constatação que a desembargadora Clarice Claudino da Silva abriu o Encontro Técnico “Inteligência na Execução Penal e a Importância da Ressocialização”, nesta quinta-feira (28), no auditório da Sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá.

Ela representou o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, e ainda ressaltou o papel do encontro na promoção da integração institucional e no fortalecimento de ações voltadas à dignidade das pessoas privadas de liberdade. Ela também chamou atenção para os desafios estruturais do sistema e a necessidade de ampliar o diálogo e a construção de soluções conjuntas. Ao abordar caminhos para o aprimoramento da execução penal, enfatizou a relevância das práticas restaurativas, ao destacar o potencial dessa abordagem para promover mudanças efetivas.

Homem branco, de barba e cabelos grisalhos curtos, fala ao microfone em um púlpito de madeira clara. Ele veste paletó escuro, camisa branca e gravata pontilhada. O fundo é neutro e desfocado.

Já o supervisor do Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJud), no ato também representando a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), desembargador Wesley Sanchez Lacerda, reforçou a necessidade de tratar a execução penal com racionalidade e estratégia, e alertou para o fortalecimento das organizações criminosas no ambiente prisional. Ele também defendeu a importância da atuação conjunta para garantir resultados mais eficazes na ressocialização.

“O sistema penal não pode existir apenas para punir, mas precisa oferecer caminhos reais para que a pessoa privada de liberdade possa reconstruir sua vida e retornar à sociedade de forma digna e produtiva. A ressocialização não beneficia apenas quem cumpre pena, ela beneficia toda a sociedade. Quando o Estado investe em educação, trabalho e apoio dentro do sistema prisional, reduz a reincidência e amplia as chances de um futuro mais seguro. Precisamos ter a coragem de construir um sistema que não apenas puna, mas que transforme, porque a verdadeira justiça não termina com a sentença, ela começa ali”, destacou.

Mulher branca de cabelos castanhos claros concede entrevista, gesticulando com a mão. À sua frente, um microfone com a marca

Ainda na abertura, durante a fala, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente questionou: “Que tipo de sociedade nós estamos ajudando a construir quando falamos sobre execução penal?”. Coordenadora do Centro de Apoio Operacional (CAO) da Execução Penal, ela finalizou o pensamento: “Porque nenhuma instituição é medida apenas pela sua capacidade de punir. Ela também é medida pela sua capacidade de preservar humanidade mesmo diante dos ambientes mais difíceis”.

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Para a procuradora de Justiça, o sistema prisional coloca diariamente seus operadores diante de situações extremas, com o risco de reduzir as pessoas privadas de liberdade apenas aos seus erros, números ou processos. “Quando isso acontece, todos nós perdemos um pouco. Perdemos como instituições, perdemos como sociedade e perdemos principalmente a capacidade de acreditar em transformação. Talvez o maior desafio da execução penal contemporânea seja exatamente este: encontrar equilíbrio entre firmeza e humanidade, entre segurança e dignidade, entre controle e reconstrução”, afirmou.

Retrato aproximado de um homem pardo, de cabelos pretos curtos, olhando para o lado com expressão séria. Ele veste paletó cinza, camisa branca e gravata xadrez. O fundo está desfocado.

Nesse contexto, o coordenador do Centro de Segurança e Inteligência (CSI), promotor de Justiça Mauro Zaque de Jesus, destacou a relevância do encontro como espaço de integração institucional e de construção coletiva de soluções. “Nós temos uma obrigação com a sociedade: entregar justiça e garantir que o cidadão experimente verdadeiramente a sensação de segurança. Isso passa, necessariamente, pelo sistema prisional. Mas não tem como nós pensarmos em justiça sem dignidade, sem humanidade, sem respeito à pessoa humana. Tenho certeza de que sairemos daqui melhores do que chegamos, em um momento de sinergia para buscar soluções e aprimorar nossa atuação”, defendeu.

Mulher branca de óculos e blazer preto fala ao microfone em um púlpito com brasão do Mato Grosso. Ao fundo, há um telão com texto desfocado e uma pessoa sentada à direita.

Representando o procurador-geral de Justiça, a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, destacou o caráter coletivo e integrador do evento. Segundo ela, o principal propósito do encontro é fortalecer a atuação conjunta entre as instituições, baseada na cooperação e no compartilhamento de experiências, especialmente diante de desafios estruturais que não podem ser enfrentados de forma isolada.

De acordo com a subprocuradora, o tema exige a superação de modelos tradicionais e uma atuação mais qualificada e inovadora. “É onde cruza de forma bastante intensa e evidente tanto a segurança pública, a justiça, a dignidade humana e o desafio permanente da ressocialização. E é justamente nesse ponto que eu convido a todos nós a uma reflexão. Não há política de segurança pública verdadeiramente eficaz sem uma execução penal que funcione. E também não há uma execução penal que funcione sem oportunidade de ressocialização”, considerou.

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Homem branco de cabelos escuros fala ao microfone em um púlpito de madeira. Ele veste paletó cinza quadriculado, camisa branca e gravata vermelha. Ao fundo, um telão exibe uma imagem alaranjada.

O coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, promotor de Justiça Caio Márcio Loureiro, enfatizou a relevância da participação interinstitucional no debate. “Este evento já demonstra sua importância e indispensabilidade para todos nós, comprometidos com essa missão constitucional e com esse chamado humanitário de tratar o cumprimento de pena, buscando formas de alcançar os melhores resultados possíveis na reinserção social”, afirmou.


Aprimoramento técnico

Durante dois dias, o encontro promove reflexões sobre a gestão do sistema prisional e a efetividade da execução penal no Brasil, com foco no uso da inteligência institucional e no aprimoramento técnico. A programação também destaca a dimensão transformadora da pena, com ênfase em políticas de ressocialização. O público reúne membros do Ministério Público, magistrados, profissionais das forças de segurança e especialistas do Sistema de Justiça.

Também compuseram o dispositivo de honra a promotora de Justiça Alessandra Gonçalves da Silva Godoi, representando o corregedor-geral do MPMT, o desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, e o presidente da Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP), promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto.

O encontro é realizado pelo MPMT, por meio do CAO da Execução Penal, do CSI e do Ceaf, em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, via Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT) e o Núcleo de Cooperação Judiciária (NCJud), com apoio da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT).


Com informações de Ana Luíza Anache/MPMT

Autor: Assessoria de Comunicação

Fotografo: Josi Dias

Departamento: CGJ-MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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