Nacional

Vidas negras importam: seminário no MJSP discute acesso e políticas públicas

Publicado


Brasília, 12/12/2025 –
Acesso, poder e reparação foram os temas discutidos no Seminário Justiça para a Vida Negra. O evento ocorreu nesta sexta-feira (12), no Palácio da Justiça, organizado pela Secretaria de Acesso à Justiça (Saju) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com a Coalizão Negra por Direitos. O debate teve a mediação do professor Douglas Belchior, fundador da UNEafro Brasil e diretor do Instituto de Referência Negra Peregum.

A discussão contou com a participação da secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho, que destacou a importância do projeto Jovens Defensores Populares como porta de entrada para políticas públicas em comunidades periféricas.

“Jovens Defensores Populares não é apenas uma aposta no futuro. É também um investimento nas nossas comunidades, ao levar o acesso a direitos a partir da atuação da própria juventude. Essa ponte entre instituições, jovens, movimentos sociais, famílias e territórios é essencial, especialmente em áreas marcadas por diferentes formas de violência, muitas delas de caráter racial”, explicou.

Compuseram a mesa o coordenador do Movimento Negro Evangélico do Brasil, Jackson Augusto; a representante da Marcha das Mulheres Negras de São Paulo, Zezé Menezes; a coordenadora de comunicação do Instituto de Defesa da População Negra, Fani Santos; o representante da Coalizão Negra por Direitos, Mario Ghettogroove; e a diretora de Promoção de Direitos da Saju/MJSP, Maria Clara D’Avila.
Jovens Defensores Populares

Leia mais:  Governo Federal amplia direitos para terceirizados: menos horas de trabalho e mais previsibilidade de férias

O coordenador do projeto Jovens Defensores Populares no Distrito Federal, Gabriel Sales, relatou como a iniciativa fortalece o protagonismo dos jovens em seus territórios. “O programa abre portas e nos leva a espaços onde nunca estivemos. Essa iniciativa busca atuar diretamente nos territórios, promovendo ações e formações que permitem identificar violações e lutar para que deixem de acontecer, garantindo uma vida plena e com dignidade”, afirmou.

Criado para ampliar a participação social e estimular o protagonismo juvenil, o programa tem apresentado resultados expressivos, além de expandir a rede de mobilizadores em diversas regiões do País. A formação dura dez meses em cada estado.
Nos primeiros encontros, os jovens apresentam seus territórios e aprendem sobre a relação dos Três Poderes com os movimentos sociais e as políticas públicas. Nos módulos seguintes, são apresentadas estratégias de enfrentamento às violações de direitos, como educação popular, comunicação comunitária, arte engajada e incidência política, mostrando possibilidades de intervenção nos territórios. Em seguida, são abordados temas como direitos civis, políticos, sociais, econômicos, culturais e ambientais. O projeto visa formar uma geração de líderes comprometidos com a transformação social.

Leia mais:  Secretário Nacional de Aviação Civil destaca em São Paulo o potencial econômico dos aeroportos concedidos
Parceria estratégica e os direitos da população negra

O Seminário Justiça Para a Vida Negra: acesso, poder e reparação é uma parceria da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça do MJSP e da Coalizão Negra por Direitos, aliança que reúne 292 organizações do movimento negro brasileiro para incidência política, nacional e internacional, em defesa da vida e dos direitos da população negra.

O encontro reuniu representantes de coletivos, entidades e instituições que compõem a aliança para discutir a conjuntura atual, definir os rumos de 2026 e abordar temas como a representação da população negra em espaços de poder e a influência do movimento negro na construção de políticas públicas.

A programação começou na quarta-feira (10), e foi concluída com esta mesa realizada no MJSP. Incluiu painéis de discussão, momentos de alinhamento de expectativas das organizações presentes, rodas de conversa e apresentações.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook
publicidade

Nacional

MJSP multiplica por sete o valor do investimento no Coaf e garante funcionamento de escritórios de São Paulo, Rio de Janeiro e Foz do Iguaçu

Publicado

Brasília, 25/6/2026 – Em agenda no Palácio da Justiça nesta quinta-feira (25), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, assinou o termo de execução descentralizada que destina R$ 30 milhões ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Os recursos serão aplicados na ampliação da capacidade tecnológica do órgão, no fortalecimento das ações de inteligência financeira voltadas ao enfrentamento da lavagem de dinheiro e na estruturação de bases operacionais em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Foz do Iguaçu (PR).

A iniciativa integra o Programa Brasil Contra o Crime Organizado, que tem como uma de suas diretrizes a asfixia financeira das organizações criminosas. Nesse contexto, o Coaf participa dos Centros Integrados de Inteligência Financeira e Recuperação de Ativos (Cifras), atuando em conjunto com instituições como a Polícia Federal (PF), a Receita Federal (RF) e o Banco Central (BC) para ampliar a capacidade do Estado de rastrear recursos ilícitos e interromper mecanismos de financiamento do crime organizado.

“Esse investimento demonstra nossa estratégia de enfraquecer a estrutura financeira dos grupos criminosos. Estamos fortalecendo o Coaf com um aporte equivalente a sete anos do orçamento discricionário do órgão, com a certeza de que cada centavo será aplicado para ampliar a transparência financeira no País. O investimento em inteligência e tecnologia eleva o nosso patamar de combate ao crime organizado”, declarou o ministro Wellington Lima.

Autoridades se reuniram no MJSP para assinatura do termo. Foto: Tom Costa/MJSP
Autoridades se reuniram no MJSP para assinatura do termo. Foto: Tom Costa/MJSP
Leia mais:  Em Roraima, Senajus apresenta Operação Acolhida para representantes da OIM

De acordo com o presidente do Coaf, Ricardo Saadi, o aporte do MJSP garantirá a instalação de bases do órgão em cidades consideradas estratégicas para o combate à lavagem de dinheiro.

“Estamos crescendo e, agora, vamos crescer ainda mais. A expansão para o Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu e São Paulo já é uma realidade. Vamos modernizar o parque tecnológico, desenvolver sistemas e promover treinamentos para ampliar nossa capacidade de atuação no enfrentamento aos crimes financeiros”, afirmou.

A importância da asfixia financeira das organizações criminosas por meio da inteligência também foi destacada pelo secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.

“O Coaf realiza um trabalho essencial para a elucidação de crimes de natureza fiscal e financeira. Assim como o crime se transforma, as instituições responsáveis por enfrentá-lo precisam se modernizar, adotando estratégias cada vez mais atualizadas e utilizando a tecnologia a favor do combate ao crime organizado”, explicou.

A formalização da destinação dos recursos contou com a presença do assessor especial do ministro do MJSP, Daniel Hirata; da secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula; e da secretária-executiva do Coaf, Carolina Yumi de Souza.

Leia mais:  Programa Brasil Contra o Crime Organizado chega à Amazônia para fortalecer o combate a facções e crimes ambientais

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana