Ministério Público MT

Violência psicológica contra a mulher é tema de entrevista em Sinop

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Encerrando a rodada de entrevistas do projeto Diálogos com a Sociedade em Sinop, nesta sexta-feira (1º), o tema abordado foi a violência psicológica contra a mulher. O programa contou com a participação do promotor de Justiça do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Pedro da Silva Figueiredo Júnior; da delegada da Polícia Civil (PJC-MT), Renata Silva Evangelista; e da defensora pública (DPMT), Luciana Barbosa Garcia.Logo no início da entrevista, o promotor de Justiça destacou os tipos de violência contra a mulher sendo: física, patrimonial e sexual e a característica silenciosa da violência psicológica. “Ela é uma violência silenciosa, aquela que ninguém escuta. Muitas vezes, quando a mulher grita, já não tem mais voz. É aquela que começa dentro de casa, onde ela se vê em um ciclo e, muitas vezes, não sabe que está sendo violentada.”A delegada Renata Silva Evangelista explicou que os sinais mais comuns desse tipo de violência são “o controle constante do agressor, no sentido de saber para onde a mulher está indo, que roupa está usando. Tudo que tolhe essa mulher da sua plena liberdade de se vestir, se comportar e interagir.” Ela ressaltou ainda que, em muitos casos, o agressor faz com que a vítima se afaste de familiares e amigos. “Ele estará, a todo momento, podando essa mulher.”Outro ponto abordado foi a importância de reunir provas e denunciar para dar início às investigações. “A Defensoria Pública tem o papel constitucional de oferecer orientação jurídica, não apenas atuar em processos judiciais, mas também de forma extrajudicial. É feita toda a acolhida das mulheres que buscam os serviços da Defensoria Pública, para orientar e, inclusive, desmistificar a lei, mostrando o que é a violência seja ela psicológica ou de outras formas”, pontuou Luciana Barbosa Garcia.A discussão também enfatizou a rede de apoio disponível, incluindo delegacias especializadas e assistência jurídica gratuita, para garantir a segurança e a reconstrução da vida das vítimas.Outra iniciativa destacada na entrevista foi o ‘Agosto Lilás’, mês dedicado ao combate à violência contra a mulher. “Este mês será dedicado a um programa da Rede de Enfrentamento à Violência, que incluirá diversas palestras e projetos para conscientizar sobre a violência não apenas a psicológica, mas todas as formas”, destacou o promotor de Justiça.Diálogos com a Sociedade - Iniciativa do MPMT, o projeto Diálogos com a Sociedade visa aproximar a instituição da população, promovendo discussões sobre temas relevantes e incentivando a participação cidadã. Em 2025, o projeto expandiu sua atuação para o interior do estado, com edições previstas também em Rondonópolis e Várzea Grande. A transmissão é realizada em parceria com o SBT Sinop.  O projeto Diálogos com a Sociedade conta com o apoio de diversas instituições e empresas, como Aprosoja, Energisa, Águas Cuiabá, Oncomed, Ampa, Unimed MT, Imad, Nova Rota do Oeste, Bom Futuro, Amaggi, Águas de Sinop e Aliança do Setor Produtivo.   A entrevista completa está disponível no canal oficial do MPMT no YouTube. Canais de denúncia – Ouvidoria da Mulher (ligue 127), WhatsApp (65 99259-6569 e 65 99269-8131) e o e-mail [email protected].

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena réu a 48 anos por feminicídio e homicídio qualificado

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O Tribunal do Júri da Comarca de São José dos Quatro Marcos (315 km de Cuiabá) condenou, nesta quarta-feira (22), Millykovik de Almeida Pereira a 48 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado. O réu foi responsabilizado por duplo homicídio qualificado, sendo um deles reconhecido como feminicídio, cometido no contexto de violência doméstica e familiar, com emprego de recurso que dificultou a defesa das vítimas.O julgamento contou com a atuação do promotor de Justiça Jacques de Barros Lopes, que representou o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) durante a sessão plenária e sustentou a tese acusatória, defendendo o reconhecimento das qualificadoras descritas na denúncia.De acordo com a acusação, o crime ocorreu na madrugada do dia 26 de junho de 2025, por volta das 3h40, em uma residência localizada na Rua Fortaleza, nas imediações do Mini Estádio Municipal de São José dos Quatro Marcos. As vítimas foram Marielly Ferreira Campos, de 16 anos, companheira do réu, e Wallisson Rodrigo Scapin Gasques, de 25 anos.Conforme apurado nas investigações, o réu mantinha um relacionamento amoroso com a adolescente, mas tinha conhecimento de que ela também se envolvia afetivamente com a outra vítima, situação que já havia motivado desentendimentos anteriores. Na madrugada dos fatos, ao se dirigir até a residência onde Marielly se encontrava, Millykovik de Almeida Pereira flagrou a jovem e Wallisson juntos em um dos cômodos da casa.Dominado por intenso sentimento de raiva, ciúmes e inconformismo, o acusado empunhou uma faca e desferiu diversos golpes contra as duas vítimas. O Ministério Público sustentou que o ataque ocorreu de forma repentina, durante a madrugada, em ambiente fechado, impedindo qualquer possibilidade de defesa ou reação das vítimas.Durante o julgamento, os jurados acolheram integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo o feminicídio em razão da condição do sexo feminino da vítima Marielly, no contexto da violência doméstica e familiar, além do motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa das vítimas.Diante da gravidade dos fatos, o Juiz Presidente fixou a pena em patamar elevado, determinando o cumprimento em regime fechado e a manutenção da prisão do réu.“Trata-se de uma condenação que reafirma o compromisso do sistema de Justiça com a proteção da vida das mulheres e com o enfrentamento à violência doméstica e familiar. Além disso, a pena aplicada reflete a gravidade dos fatos e a forma covarde como o crime foi cometido”, destacou o promotor de Justiça.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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