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Volatilidade no açúcar e no cacau pressiona custos e desafia planejamento da indústria de alimentos

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As indústrias de alimentos enfrentam um ambiente mais desafiador diante de um novo ciclo de volatilidade nos mercados de açúcar e cacau. Oscilações impulsionadas pelo equilíbrio entre oferta e demanda, fatores macroeconômicos e mudanças no mix produtivo vêm elevando custos e reduzindo a previsibilidade para segmentos como bebidas, confeitaria, lácteos, panificação e chocolates.

Durante o 19º Congresso Internacional Abimapi, especialistas em gestão de riscos destacaram que essas commodities operam sob forte influência de fatores climáticos, estruturais e econômicos, o que exige maior atenção estratégica por parte das empresas.

Açúcar: mix mais alcooleiro reduz oferta e aumenta incertezas

No mercado de açúcar, o Brasil atravessa um período de maior incerteza para as próximas safras. Para os ciclos 2025/26 e 2026/27, a tendência é de maior direcionamento da produção para o etanol.

Esse movimento é influenciado pela menor atratividade do açúcar no curto prazo e pela competitividade do etanol hidratado no início da nova temporada.

Apesar da expectativa de aumento da área colhida e de uma moagem elevada — que pode atingir 620,5 milhões de toneladas em 2026/27 — a produtividade limitada, estimada em cerca de 75,9 toneladas por hectare, somada ao mix mais voltado ao etanol, deve resultar em redução da produção açucareira, com queda projetada de 0,48 milhão de toneladas.

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Com menor oferta disponível no mercado, aumenta o risco de oscilações nos preços, o que reforça a necessidade de planejamento antecipado por parte da indústria.

Cacau: cenário global e custos logísticos mantêm mercado pressionado

O mercado de cacau também apresenta um cenário desafiador. A commodity voltou a registrar valorização em meio ao aumento das incertezas macroeconômicas globais.

A alta do petróleo, combinada com o encarecimento dos fretes e dos seguros marítimos — agravados por tensões no Oriente Médio — contribui para sustentar os preços em níveis elevados.

Esse contexto impacta diretamente indústrias que utilizam cacau e derivados, como fabricantes de chocolates e biscoitos.

Além disso, a recuperação da demanda global segue em ritmo lento e enfrenta novos obstáculos, como o aumento dos custos de energia, especialmente na Europa. Caso esse cenário persista, há risco de desaceleração no consumo global de produtos à base de cacau, com reflexos sobre volumes e repasses ao consumidor.

Volatilidade se consolida como novo padrão de mercado

Diante desse ambiente, a volatilidade deixa de ser um fator pontual e passa a representar uma característica estrutural dos mercados de commodities.

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Especialistas alertam que a ausência de estratégias integradas de análise, planejamento e proteção de preços pode expor as indústrias a oscilações capazes de comprometer margens e competitividade.

Nesse contexto, a adoção de políticas estruturadas de compras e o uso de ferramentas de hedge tornam-se fundamentais para a gestão eficiente dos custos.

Gestão de riscos e planejamento ganham protagonismo no setor

Em um cenário de custos elevados e incertezas persistentes, a capacidade de antecipar movimentos de mercado se torna decisiva.

Aproveitar momentos de queda para travar oportunidades de compra ou ajustar estratégias em períodos de alta pode fazer a diferença no desempenho financeiro das empresas.

Assim, o planejamento estratégico aliado à gestão de riscos se consolida como elemento essencial para preservar margens e garantir a competitividade da indústria de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MPA realiza seminário sobre Extensão Pesqueira Artesanal

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizou, nesta sexta-feira(4), o I Seminário Interno de Extensão Pesqueira Artesanal, com a finalidade de ampliar o debate sobre a realidade das mulheres pescadoras e marisqueiras. Com o tema “Mulheres Pescadoras: Autonomia, Igualdade e Sustentabilidade Ambiental”, o evento representou um momento de apresentação prévia dos resultados do Mapeamento Socioterritorial da Pesca Artesanal, realizado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 

O seminário nasceu do Projeto Mulheres Pescadoras, desenvolvido pela Fiocruz, pelo MPA e pelo Ministério das Mulheres. O Mapeamento Socioterritorial da Pesca Artesanal aprofundou a análise em 52 municípios de atenção prioritária, distribuídos pelas cinco regiões do país: 18 no Norte, 10 no Sudeste, 6 no Sul e 3 no Centro-Oeste. Essa ação dialoga com o Programa Povos da Pesca Artesanal e teve como eixos estruturantes: Emergência Climática e Racismo Ambiental; Populações Tradicionais e Territórios; Segurança Alimentar, Epidemiologia e Saúde; e Economia Solidária e Cadeia Produtiva. 

De acordo com o secretário-executivo do MPA, Lázaro Medeiros, o evento traz para o centro do debate o tema das mulheres pescadoras. “É um tema que apresenta também um diálogo com quem vive de fato os territórios pesqueiros. Além disso, ele apresenta um mapeamento socioterritorial, apresentando com mais profundidade a realidade das comunidades”, destacou. 

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A pesquisadora da Fiocruz, Maria Juliana Correa, apontou a importância do seminário para dar visibilidade aos direitos sociais das mulheres pescadoras. “A gente sempre escutava das mulheres das águas a necessidade de um olhar específico para a saúde das pescadoras e marisqueiras, unindo o meio ambiente e a saúde nos territórios”, afirmou. 

O secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, destacou o objetivo do evento. “Encontros como esses criam caminhos para a construção do futuro da pesca artesanal do Brasil. Estamos aqui produzindo conhecimentos que serão transformados em políticas públicas”, afirmou. 

A pescadora sergipana, Arlene Costa, afirmou que são as mulheres as grandes guardiãs dos territórios. “Hoje enfrentamos diversas ameaças ambientais nos territórios e somos nós, as mulheres das águas, que preservamos e garantimos os recursos naturais para as próximas gerações”, disse. 

Para a coordenadora-geral de Assistência Técnica e Extensão Pesqueira do MPA, Lorena Abrahão, o mapeamento é fundamental para a construção de políticas públicas estruturantes para as mulheres das águas. “Mais do que retratar vulnerabilidades, os dados evidenciam a força organizativa e o protagonismo das mulheres que vivem da pesca em todo o Brasil”, finalizou. 

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O evento contou também com a presença da coordenadora-geral da Secretaria Nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados do Ministério das Mulheres, Larissa Passos, e do secretário Nacional de Políticas de Ações Afirmativas e Combate e Superação do Racismo do Ministério da Igualdade Racial, Clédisson Geraldo dos Santos Júnior.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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