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Campanha do Fórum de Colíder reforça importância do autocuidado no tratamento do câncer de mama

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Garantir a qualidade de vida das mulheres em tratamento do câncer de mama pode ter impactos positivos na resposta ao tratamento. Diante disso, a Comarca de Colíder (a 632 Km de Cuiabá) realiza a 2ª edição da campanha “Doe Lenços e Turbantes”, até o dia 26 de outubro. Aqueles que desejam contribuir podem levar os acessórios até um dos pontos de coleta, disponíveis no Fórum de Colíder, instituições, espaços públicos e comércio local. As doações serão entregues ao Hospital de Câncer de Mato Grosso (HcanMT).
 
Um levantamento prévio do HcanMT mostra que de janeiro até início do mês de outubro, 235 mulheres recebem atendimento para investigação, exame e/ou tratamento de mama. “Queremos reforçar a promoção do autocuidado e elevar a autoestima dessas mulheres”, destaca o diretor do Fórum, juiz Ricardo Frazon Menegucci.
 
A ação faz parte da campanha nacional, Outubro Rosa, que tem o objetivo de conscientizar sobre a prevenção da doença e a importância de um diagnóstico precoce do câncer de mama. A expectativa da campanha “Doe Lenços e Turbantes” é impactar doadores e pacientes que receberão os acessórios.
 
“A nossa intenção é reforçar aos doadores a ideia de autocuidado e do diagnóstico precoce. Já para quem irá receber essas doações, queremos transmitir a mensagem de cuidado, carinho e esperança a essas pessoas que passam por um período tão delicado na vida”, explica o magistrado.
 
Outubro Rosa
 
Até o encerramento de 2024, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) prevê o registro de 73.610 casos novos de câncer de mama no País. O risco estimado é de 66,54 casos a cada 100 mil mulheres e de quase 1% dos casos de ocorrência em homens.
 
Por ser o grupo mais impactado pela doença, as mulheres sofrem com os efeitos colaterais do tratamento que pode gerar danos físicos, psicológicos e estéticos. Para a assistente social do HcanMT, Suelen Xavier de Macedo, o cuidado com a autoestima dessas pacientes reflete positivamente na resposta do tratamento.
 
“Ao receber tanto a peruca, como o lenço ou o turbante, você vê o sorriso delas. É gratificante poder ajudar essa pessoa de alguma forma, seja com uma pequena lembrança de que ela não está sozinha. Então, aqueles que podem doar, o façam, para podermos dar continuidade a esse trabalho, de sempre termos disponíveis um lenço, um turbante para ajudar na autoestima dessas mulheres”.
 
Priscilla Silva
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Letramento racial contínuo melhora serviços prestados à população pelo Poder Judiciário

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Na construção de um ambiente institucional mais seguro e equânime, o Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Comitê de Equidade Racial, vem obtendo cada vez mais engajamento nos cursos de Letramento Racial e Antirracismo. Para a professora doutora Silviane Ramos Lopes da Silva, a edição realizada online em junho demonstrou essa realidade.

“Percebemos mais participações, mais interações, as pessoas se sentindo cada vez mais à vontade porque estão se descobrindo e se identificando. Elas estão se letrando e preocupadas com a melhor harmonia do ambiente de trabalho. Nesse sentido, a formação contínua tem impactado no serviço prestado à população por causa desse letramento que tem feito a diferença”, pontua.

Reconhecer para transformar

O curso teve mais de 900 inscritos entre magistrados, servidores e colaboradores que fazem parte de uma nova arquitetura da equidade, cuja transformação começa em cada um.

A servidora Luciana Faria de Carvalho, por exemplo, comenta que foi “bom para abrir as possibilidades de interação entre as pessoas, para que seja possível perceber como se sentem e se projetam na sociedade.”

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“Os testemunhos de situações vividas são muito marcantes e geram aprendizado, que contribui ao letramento, gerando empatia e choque de realidade”, observa Ronise de Almeida Sabadin.

Já o servidor Dillan Mattos se diz feliz em ver pessoas tendo a liberdade em entender, reconhecer e aprender sobre as questões étnico-raciais. “Gostaria que em Cuiabá, assim como em todo o país, pudessem ter esse espaço e desenvolvessem mais esse tema”.

Luan Sanches Vicente Resende Oliveira completa que o letramento racial é uma “ação essencial para ampliar a consciência sobre a diversidade, combater preconceito e promover uma convivência mais respeitosa e inclusiva entre as pessoas.”

Engenharia da equidade

A formação do Comitê de Equidade Racial, presidido pela desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, que também coordena a Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação do Poder Judiciário de Mato Grosso, foi o início de uma nova engenharia voltada para o respeito e a consciência da necessidade de mudança, como afirma Silviane Ramos.

Doutora em Sociologia e mestre em História, a pesquisadora tem acompanhado essa trajetória na Justiça mato-grossense e ressalta que “é um mito a perspectiva da inclusão automática. É notório perceber que as pessoas têm realmente sido atravessadas pela temática, têm tentado mudar de comportamento, se comprometendo. Porque letramento racial também é isso, se conhecer com profundidade, o outro com profundidade e ter o compromisso de busca pela equidade. Assim, penso que o curso não findou”.

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Acesse aqui Portal do Comitê de Promoção da Equidade Racial.

https://www.tjmt.jus.br/pagina/comite-promocao-equidade-racial-poder-judiciario-mato-grosso

Neste outro link veja o Portal da Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação.

https://portalassedio.tjmt.jus.br/

Leia mais:

A aplicação das legislações na educação antirracista deve ser objetivo de todo o Judiciário

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/a-aplicacao-legislacoes-na-educacao-antirracista-deve-ser-objetivo-todo-o-judiciario

Letramento racial no Poder Judiciário de Mato Grosso é construção contínua, afirma pesquisadora

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/letramento-racial-no-poder-judiciario-mato-grosso-e-construcao-continua-afirma-pesquisadora

Servidores do Judiciário são capacitados sobre protocolos institucionais antirracistas

https://www.tjmt.jus.br/noticias/2026/6/servidores-judiciario-sao-capacitados-sobre-protocolos-institucionais-antirracistas

Autor: Lídice Lannes

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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