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ALMT discute plano de recomposição salarial dos servidores de MT com representantes do comércio

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Na manhã desta terça-feira (3), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) se reuniu com representantes da Federação do Comércio (Fecomércio) e da Federação dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso (FESPMT) para debater a valorização dos servidores públicos estaduais. O encontro, aconteceu na sede da Fecomércio e teve como objetivo buscar apoio da entidade para uma pauta crucial: o reajuste salarial dos servidores, que visa compensar as perdas inflacionárias acumuladas nos últimos sete anos.

O encontro, conduzido pela deputada Janaina Riva (MDB) faz parte da agenda da comissão técnica formada pela Assembleia Legislativa e a Federação dos Sindicatos para dialogar com todos os Poderes, comércio e indústria sobre a defasagem e perda salarial dos servidores públicos de Mato Grosso, ocasionada principalmente pelo não pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) em anos anteriores.

“A nossa expectativa é muito positiva de receber um apoio da Fecomércio. Há um reconhecimento da Fecomércio de que a perda do poder de compra do servidor gerou um impacto direto no comércio mato-grossense, especialmente na Baixada Cuiabana, onde, segundo o presidente, Júnior Wenceslau, as reduções chegaram a mais de 25%”, avaliou a deputada.

A parlamentar destacou a importância da discussão e do apoio junto a outras instituições considerando a defasagem salarial dos servidores na economia do estado.

“A valorização do servidor não é tão somente importante para o poder público. Ela é muito importante para a iniciativa privada, para os comerciantes, para o aumento de consumo e também de circulação de dinheiro aqui na nossa capital em todo o estado”, defendeu.

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O presidente da Fecomércio, José Wenceslau de Souza Júnior, afirmou que a sociedade também sente o impacto da defasagem salarial dos servidores. “Quando o funcionário público tem uma perda salarial ou a não recomposição da RGA, o poder de compra dele diminui e muito. E isso impacta diretamente no comércio”, afirmou o presidente da Fecomércio José Wenceslau de Souza Júnior.

“Então, a Fecomércio como maior representante do segmento empresarial do estado e comerciante, nós apoiamos essa recomposição salarial que o funcionário público perdeu nesses últimos anos”, declarou o presidente.

A presidente da Federação dos Servidores, Carmem Machado, destacou que o encontro, assim como os outros, visa construir um diálogo social da importância da situação da defasagem da carreira pública de Mato Grosso. “Estamos aqui buscando, com o apoio de a Assembleia Legislativa, fazer um trânsito, um caminhar por todos os poderes e órgãos que possam nos auxiliar nesse processo de negociação”, defendeu.

“Nós estamos aqui solicitando apoio do presidente Wenceslau, uma vez que os recebimentos de salário, de recomposição inflacionária, de aumento real, impactam diretamente na economia do Estado de Mato Grosso. Parece pouco, mas vejam vocês, agora, no mês de março, somente os salários dos servidores do Poder Executivo movimentaram mais de 700 milhões, que giraram em torno da economia do estado. Isso é muito significativo para economia local”, avaliou.

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O deputado Lúdio Cabral (PT) explicou que a perda salarial dos servidores nos últimos sete anos está acima de 20%. “Um índice de 20% na perda real na remuneração dos servidores ao longo de seis anos é um impacto enorme. Porque se não houvesse essa perda, é provável que a economia tivesse um movimento muito maior do comércio”, analisou.

“A ideia é buscar diálogo. A comissão veio até a Fecomércio e já esteve com o Tribunal de Contas do Estado (TCE), nós vamos buscar os chefes de todos os poderes, do Ministério Público, do Poder Judiciário, vamos buscar a Fecomércio, a Fiemt (Federação das Indústrias de Mato Grosso), todo o setor empresarial, para que a gente possa acumular essa força e alcançar as condições para resgatar essa dívida que o estado tem com os servidores em Mato Grosso”, afirmou.

Nas próximas semanas a comissão seguirá com agenda de visitas e diálogos com os poderes e entidades representativas do estado. Também está prevista para daqui 60 dias a apresentação do estudo elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que demonstra o impacto real das perdas.

Fonte: ALMT – MT

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Comissão Especial da ALMT reúne lideranças religiosas e autoridades para ampliar proteção às mulheres

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A proteção às mulheres vítimas de violência depende da atuação integrada de diferentes setores da sociedade. Com esse propósito, a Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (8), sua 4ª reunião de trabalho, reunindo representantes das igrejas, do governo, das forças de segurança e do Poder Legislativo para debater o papel das lideranças religiosas no acolhimento, na orientação e no encaminhamento de mulheres em situação de violência.

A reunião foi presidida pelo deputado estadual Gilberto Cattani (PL) e contou com a relatoria do deputado estadual Carlos Avallone (PSDB). Participaram do debate o padre Pedro Faustino, o pastor Gutto Martins Neves, a delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Doméstica do Estado de Mato Grosso, a tenente-coronel Ludmila Eickhoff, coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar de Mato Grosso, e a vereadora Maria Avallone (PSDB), procuradora especial da mulher da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal de Cuiabá (PEM).

Na abertura dos trabalhos, Carlos Avallone apresentou as ações desenvolvidas pela Procuradoria Especial da Mulher da ALMT, destacando a ampliação da rede de proteção às mulheres em Mato Grosso. Segundo ele, já foram implantadas 46 Procuradorias da Mulher nos municípios e outras oito estão em processo de implantação. O parlamentar também apresentou os resultados da Rota do Respeito 2026, projeto voltado à educação, conscientização e prevenção das violências contra mulheres e meninas, que já alcançou mais de duas mil mulheres em oito municípios do estado.

“Estamos chegando à fase final da comissão. O relatório será construído com a contribuição de todas as pessoas que ouvimos ao longo dessas reuniões para que possamos consolidar propostas que auxiliem no enfrentamento à violência contra as mulheres”, afirmou Avallone.

A coordenadora de Polícia Comunitária e Direitos Humanos da Polícia Militar, tenente-coronel Ludmila Eickhoff destacou que o enfrentamento à violência doméstica exige informação, prevenção e mudança cultural.

Ela explicou que a corporação está ampliando as capacitações dos policiais e desenvolvendo uma nova estratégia de acompanhamento dos agressores. A iniciativa inclui visitas realizadas por equipes especializadas da PM para orientar homens que receberam medidas protetivas.

“Muitas vezes o agressor recebe a medida protetiva por aplicativo e sequer compreende o que ela significa. Estamos realizando visitas para explicar as consequências do descumprimento da medida e também mostrar quais são os caminhos legais que ele pode seguir, sem procurar a vítima”, explicou.

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Ludmila ressaltou ainda que o combate à violência não pode ser direcionado apenas às mulheres. “Precisamos parar de falar somente com as mulheres. Temos que falar com os homens também. Muitos não se identificam como agressores porque entendem que são trabalhadores, pais de família e provedores. Precisamos mostrar que ser trabalhador não autoriza ninguém a ser violento”, afirmou.

A comandante destacou que a PM realizou centenas de palestras educativas nos últimos anos, alcançando milhares de pessoas, inclusive em igrejas e comunidades religiosas.

Durante o debate, Cattani reforçou a importância de envolver os homens nas estratégias de prevenção. “O homem não é um agressor em potencial. O homem é um protetor em potencial. Precisamos chamar os homens para essa discussão. Se transformarmos homens e mulheres em adversários, não vamos resolver o problema”, afirmou.

O parlamentar também defendeu que a violência seja tratada como um problema social amplo. “Temos que combater a violência em todas as suas formas. O foco precisa estar na violência e não em criar divisões entre homens e mulheres”, disse.

Representando a Igreja Católica, o padre Pedro Faustino abordou o tema sob uma perspectiva teológica e histórica, defendendo que o respeito à mulher está diretamente ligado ao reconhecimento da dignidade humana.

Segundo ele, a violência contra a mulher não pode ser naturalizada em nenhuma circunstância.

“O fundamento do respeito ao outro não é apenas a lei humana. É reconhecer que cada pessoa carrega a imagem de Deus. Quem agride uma mulher agride essa dignidade”, afirmou.

Questionado sobre como a Igreja orienta mulheres vítimas de violência, o sacerdote foi enfático. “Procure a polícia. Denuncie. Não normalize a violência. Não normalize o pecado e nem a ofensa contra você mesma. A Igreja orienta que a mulher saia dessa situação e busque proteção”, declarou.

Padre Pedro explicou ainda que a Igreja possui pastorais, grupos de acolhimento e redes de apoio que auxiliam mulheres em situação de vulnerabilidade, trabalhando pela recuperação da dignidade e da autoestima das vítimas.

O pastor Gutto Martins Neves afirmou que as igrejas evangélicas evoluíram na forma de lidar com casos de violência doméstica e que atualmente o posicionamento é de respeito às leis e proteção às vítimas.

“Hoje a orientação é totalmente diferente do passado. A violência deve ser tratada dentro da legislação. A lei existe para ser aplicada e precisa ser respeitada”, afirmou.

O pastor destacou que a violência contra a mulher está relacionada a uma crise de valores e princípios dentro da sociedade. “Vivemos uma sociedade que deixou de funcionar em muitos aspectos. Precisamos recuperar valores como respeito, honra e responsabilidade. Esses princípios são fundamentais para a construção de relações saudáveis”, disse.

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Segundo ele, as igrejas têm orientado mulheres vítimas de violência a buscarem proteção legal e apoio institucional sempre que necessário.

A delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Doméstica do Estado de Mato Grosso, criado pelo governo estadual, destacou que o enfrentamento à violência contra a mulher depende da integração entre diferentes órgãos e instituições.

“Essa união entre governo do estado, Assembleia Legislativa, forças de segurança, sociedade civil e demais poderes é o que vai fazer a diferença. Nenhuma instituição consegue resolver esse problema sozinha”, afirmou.

Gilberto Cattani avaliou que a participação das lideranças religiosas trouxe uma contribuição importante para os trabalhos da comissão. “Recebemos muitas mensagens da sociedade pedindo que ouvíssemos as igrejas. Ficamos muito satisfeitos porque tanto a comunidade evangélica quanto a Igreja Católica demonstraram que estão atentas ao problema e atuando na defesa das mulheres”, afirmou.

Segundo o presidente da comissão, os debates realizados ao longo das quatro reuniões serão incorporados ao relatório final.

“Essa contribuição será fundamental. Entendemos que o relatório deve registrar que as religiões estão fazendo seu trabalho em defesa das mulheres, para que possamos criar políticas públicas que fortaleçam ainda mais essas iniciativas”, destacou.

Em entrevista após a reunião, Avallone elogiou as contribuições apresentadas pelas lideranças religiosas.

“Fiquei muito tocado pelas falas do padre Pedro e do pastor Gutto. Eles mostraram que a violência não é apenas uma questão legal, mas também humana e espiritual. Quando você agride uma mulher, uma criança, um idoso ou qualquer ser humano, está agredindo a própria dignidade da pessoa. Isso nos faz refletir de forma muito profunda sobre o tema”, concluiu Avallone.

A próxima reunião marcará o encerramento dos trabalhos da Comissão Especial de Defesa dos Direitos da Mulher. O relatório final, elaborado pelo relator Carlos Avallone, será submetido à votação do colegiado e, posteriormente, encaminhado à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e ao Plenário da Casa para conhecimento dos parlamentares e formulação de futuras políticas públicas voltadas à proteção das mulheres mato-grossenses.

Fonte: ALMT – MT

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