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Brasil conclui colheita com safra recorde e mantém liderança global

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A colheita da soja no Brasil foi oficialmente encerrada nesta semana, conforme boletim divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (17.06). O avanço de 1 ponto percentual em relação à semana anterior completou os 100% da área colhida, repetindo o ritmo observado na temporada passada. O encerramento marca o fim de um ciclo que, apesar de adversidades climáticas em determinadas regiões, consolida o país como o maior produtor mundial da oleaginosa.

A estimativa para a safra 2024/25 foi revista para cima e agora está projetada em 169,6 milhões de toneladas. O volume representa um crescimento de 14,8% em relação ao ciclo anterior, que sofreu impactos severos provocados pela estiagem. A recuperação reforça a capacidade de adaptação do setor produtivo, que tem investido em tecnologias de manejo e estratégias para mitigar os efeitos climáticos.

Com o encerramento da safra de soja, o foco no campo se volta para outras culturas. A colheita do milho segunda safra ainda avança lentamente. Até o dia 15 de junho, apenas 3,9% da área havia sido colhida, ritmo inferior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior, quando a marca era de 13,1%. As condições climáticas têm influenciado o cronograma em várias regiões produtoras.

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No caso do milho verão, o cenário é mais adiantado, com 92,5% da área já colhida. Estados como Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná finalizaram os trabalhos. Santa Catarina e Bahia também se aproximam do fim da colheita, com percentuais superiores a 98%.

A colheita do arroz encontra-se praticamente concluída, com 99,9% da área colhida. Já o algodão segue em fase inicial de colheita, com 2,8% de área ceifada, mantendo ritmo gradual. Enquanto isso, o trigo avança em sua fase de plantio, atingindo 51,7% da área prevista. O Paraná lidera a semeadura, seguido pelo Rio Grande do Sul, apesar de atrasos em relação à média histórica.

O bom desempenho da soja brasileira tem refletido nas cotações internacionais. Nas últimas semanas, o mercado tem registrado uma leve valorização da oleaginosa, impulsionada por fatores climáticos e incertezas geopolíticas. A produção global segue estável, mas o protagonismo brasileiro se destaca, especialmente diante de desafios enfrentados por outros países produtores. Nos Estados Unidos, o excesso de chuvas tem gerado apreensão quanto ao avanço do plantio, influenciando diretamente o humor dos mercados futuros.

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Com a colheita encerrada e a safra recorde confirmada, o Brasil reforça sua posição estratégica no abastecimento global de soja e amplia as perspectivas de crescimento nas exportações agrícolas. A atenção agora se volta para o desempenho das culturas subsequentes e a manutenção da competitividade nos mercados internacionais.

Fonte: Pensar Agro

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Varejo lidera migração ao mercado livre de energia em abril de 2026, aponta CCEE

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A migração para o mercado livre de energia segue em ritmo consistente no Brasil. Em abril de 2026, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) registrou a entrada de 1.213 novos consumidores no ambiente de livre contratação, reforçando o avanço da abertura do setor elétrico no país.

Do total de migrações no período, cerca de 75% foram realizadas por meio de agentes varejistas, modelo que vem ganhando espaço por facilitar o acesso de consumidores ao mercado livre, assumindo a gestão das operações de compra e venda de energia.

Mercado livre de energia já ultrapassa 90 mil consumidores no Brasil

No mercado livre de energia, consumidores têm a possibilidade de escolher seus fornecedores e negociar diretamente condições como preço, prazo de contrato e tipo de fonte energética.

Atualmente, mais de 90 mil empresas e pessoas físicas já participam do ambiente no Brasil, que se consolida como alternativa estratégica para redução de custos e ampliação de práticas sustentáveis no consumo de energia elétrica.

O movimento de expansão ocorre em meio à consolidação da abertura do mercado para consumidores de alta tensão e à expectativa de ampliação gradual para outros perfis de consumo nos próximos anos.

Crescimento do setor entra em fase de estabilização após expansão acelerada

De acordo com a CCEE, após dois anos de forte expansão no número de migrações, o mercado livre passa por um período de acomodação no ritmo de crescimento.

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Apesar disso, o volume de novos consumidores segue em patamar elevado quando comparado à média registrada até 2023, indicando que a adesão ao ambiente continua avançando de forma consistente.

Mercado livre deve alcançar milhões de novos consumidores até 2027 e 2028

A diretora de Operação de Mercado da CCEE, Gerusa Côrtes, destaca que o setor deve entrar em uma nova fase de expansão com a abertura total do mercado prevista para 2027 e 2028.

Segundo a executiva, a expectativa é de que milhões de consumidores passem a ter acesso ao ambiente de contratação livre, o que deve transformar a relação dos brasileiros com o consumo de energia elétrica.

A CCEE afirma que já vem implementando medidas para garantir maior eficiência operacional e preparação para esse novo ciclo de crescimento.

Tecnologia e automação impulsionam modernização do mercado de energia

Para dar suporte à expansão do setor, a CCEE lançou em julho de 2025 um novo modelo de integração de dados entre agentes do mercado, baseado no uso de APIs (Interface de Programação de Aplicações).

A tecnologia permite substituir processos manuais por conexões automatizadas entre sistemas, tornando as operações mais rápidas, seguras e escaláveis.

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A iniciativa também tem como objetivo ampliar a capacidade da Câmara de absorver o crescimento acelerado do mercado livre, garantindo maior confiabilidade e eficiência nos serviços prestados.

Serviços e saneamento lideram adesões no mês de abril

Entre os setores que mais migraram para o mercado livre em abril de 2026, destacam-se serviços e saneamento, seguidos por comércio e indústria de alimentos.

O movimento mostra a ampliação do perfil de consumidores, que vai desde pequenos e médios estabelecimentos comerciais até grandes estruturas como supermercados, hospitais, farmácias e redes hoteleiras.

Sudeste e Nordeste concentram maior número de migrações

A análise regional da CCEE mostra que São Paulo liderou o ranking de migrações no mês, com 290 novas adesões.

Em seguida aparece o Ceará, com 192 migrações, evidenciando a expansão do mercado livre também na região Nordeste. Santa Catarina (96), Minas Gerais (95) e Paraná (70) completam a lista dos estados com maior volume de novas entradas no período.

O avanço em diferentes regiões reforça a interiorização do mercado livre de energia e sua crescente adesão por consumidores de perfis diversos em todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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