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Jovens brasileiros participam da 18º Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica, na Índia

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Cinco jovens brasileiros participarão da 18ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA). Neste ano, a competição acontecerá em Mumbai, na Índia, entre os dias 11 e 21 de agosto.

“As olimpíadas são muito importantes não só para a formação dos nossos jovens, mas também para o projeto de desenvolvimento e soberania do Brasil”, afirma o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Inácio Arruda.

A delegação é composta por Franklin da Silva Costa, de Recife (PE), Francisco Carluccio De Andrade, de Campinas (SP), Giovanna Karolinna Ribeiro de Queiroz, de São Paulo (SP), Luca Pieroni Pimenta, de Valinhos (SP) e Lucas Amaral Jensen, de Itapetininga (SP). Todos são estudantes do ensino médio de escolas públicas e particulares. O grupo é liderado pelos professores Júlio César Klafke e Eduardo Henrique Camargo de Toledo.

O grupo foi selecionado após participar e se destacar nas fases presenciais e online da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), competição realizada pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) com o apoio do MCTI e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência vinculada à pasta.

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Além das etapas da olimpíada, a equipe ainda participou de treinamentos com alunos que foram medalhistas em edições anteriores, além de professores, especialistas e astrônomos. “Sucesso à nossa equipe e que voltem premiados para fortalecer ainda mais a atividade do setor. Estamos na torcida”, finalizou Arruda.

Outros cinco alunos que também se destacaram na OBA vão participar da Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA), que acontecerá em setembro, no Brasil.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Cerâmica ancestral renasce pelas mãos de mulheres da Amazônia

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Uma história viva. É assim que a coordenadora do Grupo de Agricultores Orgânicos da Missão, Bernardete Araújo, descreve a japuna, um tipo de forno de origem indígena. Hoje, essa e tantas outras peças há tempos esquecidas voltam a ganhar vida pelas mãos de mulheres agricultoras e ceramistas da comunidade que fica em Tefé (AM), graças ao projeto Cadeias Operatórias das Japuna no Médio Solimões.  

“A japuna, para mim, significa a história viva, um museu vivo. Eu via, desde pequena, minha mãe produzindo e usando essa peça para torrar farinha, café, cacau, milho e castanha. Estamos resgatando o conhecimento tradicional das nossas mães, avós e bisavós”, conta a coordenadora. Outro ponto positivo de voltar a adotar a técnica ancestral é a possibilidade de gerar renda com a venda de vasos, fogareiros, fruteiras e panelas. 

A iniciativa reuniu as mulheres da associação Clube de Mães para atuar em todas as etapas do processo, chamada pelos arqueólogos de cadeia operatória das japuna. Esse processo vai desde a coleta do barro na própria comunidade, passando pela modelagem e pela queima natural do material, até a finalização das peças, práticas aprendidas com suas antepassadas. 

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O projeto conta com três eixos de pesquisa: o primeiro com base em escavações na região; o segundo, de caráter etno-histórico, fundamentado em relatos de livros históricos e na memória das mulheres; e o terceiro, etnográfico, baseado na observação das técnicas das ceramistas da comunidade. A iniciativa é uma parceria entre o grupo e o Instituto Mamirauá, organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). 

Segundo a arqueóloga do Mamirauá e uma liderança da iniciativa, Geórgea Holanda, há anos a produção das japuna estava adormecida, com risco de ser extinta. “Mas elas estavam presentes na mente das ceramistas. Então, por meio do projeto, foi possível colocar em prática esse conhecimento. Que foi repassado de geração para geração pelas suas antepassadas”, conta.  

“Voltar a fazer as japuna é como o resgate do conhecimento tradicional dos nossos pais. A gente tem que manter viva essa tradição, esse conhecimento e a continuidade dessa história da nossa ancestralidade”, diz Bernardete. 

De acordo com Geórgea, a relação entre o instituto e a comunidade acontece de forma participativa, sempre respeitando as decisões das pessoas da comunidade. “Esse trabalho só foi possível porque elas aceitaram e passaram esse rico conhecimento para nós”, finaliza a arqueóloga. 

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Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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