Nacional

Governo Federal realiza homologação de três Terras Indígenas no Ceará

Publicado

Brasília, 08/08/2025 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto de homologação das Terras Indígenas Pitaguary, Lagoa Encantada e Tremembé de Queimadas, todas localizadas no estado do Ceará. Com a assinatura, realizada no Palácio do Planalto no dia 6 de agosto, 16 terras indígenas foram homologadas desde 2023.

As três novas terras indígenas estão incluídas no Acordo de Cooperação Técnica assinado em 2023 entre a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Governo do Estado do Ceará.

De acordo com o presidente da República, o desafio é maior do que apenas o reconhecimento e demarcação dos territórios. “Nosso caminho agora é de criar condições para que vocês possam fazer o uso que vocês acharem melhor dessas terras e poderem continuar criando a família de vocês”, afirmou Lula.

A Secretária Nacional de Acesso à Justiça (SAJU) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Sheila de Carvalho, esteve presente na cerimônia e defendeu que a homologação das terras indígenas é um passo essencial para a reparação histórica das violências sofridas pelos povos originários e para a garantia de seus direitos constitucionais. “O acesso à terra é também acesso à justiça. O Estado brasileiro tem o dever de proteger os modos de vida, a cultura e a autonomia dos povos originários, e o reconhecimento territorial é central nesse processo”, completou Sheila.

Leia mais:  MME reafirma compromisso com governança, preços justos e expansão do acesso à energia

A cacica Maria da Conceição, do povo Jenipapo-Kanindé, celebrou a homologação da TI Lagoa da Encantada. “Para mim, é uma alegria muito grande. É uma conquista da luta da minha mãe, que lutou por 30 anos pela causa da nossa mãe terra. E hoje está sendo assinada. Para mim, só alegria e satisfação por nosso rio, no nosso mar, nossa duna, nossa floresta. Só alegria”, comemorou.

Contexto dos territórios

Habitada por cerca de 290 indígenas, a Terra Indígena Tremembé de Queimadas fica no município de Acaraú (CE) e possui área total de 775 hectares. A terra indígena foi declarada de posse permanente da etnia Tremembé por uma portaria do MJSP, publicada no Diário Oficial da União em abril de 2013.

Estendendo-se pelos municípios de Maracanaú, Pacatuba e Maranguape, do estado do Ceará, a Terra Indígena Pitaguary tem uma área total de 1.731 hectares e abriga 2.940 indígenas. A posse permanente do povo Pitaguary foi formalizada em dezembro de 2006.

Habitada por 340 indígenas Jenipapo-Kanindé, a Terra Indígena Lagoa Encantada tem 1.732 hectares fica localizada no município de Aquiraz (CE). A posse permanente foi declarada em fevereiro de 2011.

Leia mais:  Luiz Marinho reforça apoio a cooperativas e sindicatos em visita ao Acre

MJSP e Demarcação de Terras Indígenas

O Ministério da Justiça e Segurança Pública é responsável por expedir a Portaria que declara os limites da terra indígena e determina a sua demarcação física pela a Funai. Também é função do MJSP analisar e instruir processos demarcatórios das terras indígenas para submeter à Presidência da República a proposta de Decreto de Homologação.

Com informações da Agência Brasil, do Ministério dos Povos Indígenas e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai)

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

Comentários Facebook
publicidade

Nacional

Operação Donos da Noite: ação integrada combate exploração sexual e resgata 22 mulheres em condições análogas à escravidão no Nordeste

Publicado

A ação integrada coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Auditoria Fiscal do Trabalho, resgatou 22 mulheres submetidas a condições análogas à escravidão em estabelecimentos onde ocorria exploração sexual nos estados da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, durante a Operação Donos da Noite. A operação foi realizada entre os dias 10 e 16 de junho e reuniu diferentes instituições no enfrentamento às violações de direitos. Participaram o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública da União (DPU). 

De acordo com informações da Auditoria Fiscal do Trabalho, as ações ocorreram nos municípios de Goiana (PE), Nova Cruz (RN), Guarabira, Pedro Régis e Alagoa Grande (PB), onde foram identificadas situações de tráfico de pessoas, servidão por dívida, jornada exaustiva e condições degradantes de trabalho. As investigações apontam que os estabelecimentos fiscalizados estavam vinculados a uma mesma organização criminosa.

Do total de vítimas resgatadas, quatro foram encontradas em Pernambuco e 18 na Paraíba, estado onde se concentrava o principal núcleo de atuação do grupo investigado. A maioria das mulheres era oriunda do Ceará e havia sido deslocada para trabalhar nos locais fiscalizados.

Leia mais:  Ministro dos Transportes chega a Xambioá nesta quinta (6) para vistoriar obras da ponte entre Tocantins e Pará

Durante a operação, os auditores-fiscais do Trabalho constataram mecanismos utilizados para restringir a liberdade das trabalhadoras, incluindo o controle de dívidas e transferências compulsórias entre diferentes estabelecimentos administrados pela mesma organização. Também foram identificados relatos de violência e outras violações de direitos humanos.

A responsável apontada pela fiscalização como líder da organização foi formalmente notificada pela Auditoria Fiscal do Trabalho sobre a caracterização de trabalho em condições análogas à escravidão. O MTE determinou também a imediata interrupção das atividades, o pagamento das verbas trabalhistas devidas, o custeio do retorno das vítimas aos seus locais de origem e a adoção de medidas de proteção social.

Em Nova Cruz (RN), embora o estabelecimento estivesse fechado durante a fiscalização, foram encontrados registros de controle de dívidas, além de outros elementos que reforçam a atuação da organização criminosa no local.

Atuação integrada fortalece proteção às vítimas

A Operação Donos da Noite demonstra a importância da atuação articulada entre os órgãos públicos no enfrentamento ao tráfico de pessoas, à exploração sexual e ao trabalho escravo contemporâneo. A integração entre as instituições permitiu identificar as vítimas, reunir provas, responsabilizar os envolvidos e assegurar medidas imediatas de proteção às trabalhadoras resgatadas.

No âmbito da operação, a Auditoria Fiscal do Trabalho do MTE foi responsável pela fiscalização dos estabelecimentos, identificação das vítimas, caracterização das condições análogas à escravidão e adoção das medidas administrativas necessárias para garantir a proteção dos direitos das trabalhadoras.

Leia mais:  QualificaPro: Governo do Brasil lança plataforma que conecta trabalhadores a cursos gratuitos com base em dados do mercado

Além do resgate das trabalhadoras, a força-tarefa garantiu o acesso das vítimas à rede de proteção social e deu continuidade às investigações para aprofundar a apuração das responsabilidades trabalhistas e criminais dos envolvidos.

As investigações seguem em andamento, e novas vítimas poderão ser identificadas ao longo dos desdobramentos da operação.

Denúncias

Casos de trabalho análogo à escravidão, tráfico de pessoas e exploração sexual podem ser denunciados de forma anônima e segura por meio do Sistema Ipê, disponível em https://ipe.sit.trabalho.gov.br, ou pelo Disque 100, canal nacional de denúncias de violações de direitos humanos.

As denúncias recebidas são tratadas com sigilo e constituem importante instrumento para a identificação de vítimas e o combate às redes de exploração de trabalhadores em todo o território nacional.

O Sistema Ipê foi lançado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana