Nacional

Segurança pública do Amazonas ganha reforço com novos protocolos e programa de apoio psicológico

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Manaus, 13/08/2025 – O Amazonas aderiu a dois projetos nacionais do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que unem protocolos modernos de atuação policial e atenção à saúde mental dos agentes: Qualificação do Uso da Força e Escuta Susp. Com a iniciativa, anunciada nesta quarta-feira (13), durante a 1ª Conferência de Inovação em Segurança Pública do Amazonas, em Manaus (AM), a população ganha maior proteção e os profissionais de segurança pública passam a contar com mais recursos, treinamento e suporte psicológico.

O estado passa a ser o 19º a integrar o projeto de uso da força, que estabelece regras e protocolos claros para abordagens mais justas e seguras, reduzindo riscos de ações desproporcionais. Já no Escuta Susp, programa de atendimento psicológico especializado a profissionais do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), o Amazonas é a 25ª unidade federativa a participar.

O secretário Nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, ressaltou que a prioridade do MJSP é promover uma atuação integrada, com atenção especial à valorização dos agentes.

“São projetos que fortalecem nossas forças policiais. Precisamos cuidar da saúde mental de quem protege a população e oferecer ferramentas que garantam maior segurança e eficiência no trabalho. É assim que vamos conquistar cada vez mais o respeito da sociedade às nossas polícias”, destacou.

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Para apoiar a implementação do uso da força, o MJSP destinou ao estado 6.736 espargidores de pimenta e mil kits de armas de incapacitação neuromuscular, além cursos para capacitar até 80 policiais. O investimento total, via Fundo Nacional de Segurança Pública, foi de R$ 3.098.398.

A diretora do Sistema Único de Segurança Pública (Dsusp), Isabel Figueiredo, afirmou que a adesão representa um salto de qualidade na segurança pública amazonense.

“Protocolos claros e alinhados às normas nacionais dão maior segurança jurídica aos profissionais e fortalecem a confiança institucional. No campo da saúde, o Escuta Susp cria um espaço estruturado de acolhimento e monitoramento psicossocial, prevenindo o adoecimento e protegendo tanto a sociedade quanto aqueles que a servem”, disse.

O evento também contou com a presença do secretário Nacional de Políticas Penais, do MJSP, André Garcia; do secretário de Segurança Pública do Amazonas, Marcus Vinicius Oliveira de Almeida; do secretário de Administração Penitenciária do Amazonas, Paulo Cesar Gomes de Oliveira Junior; e do comandante-geral da Polícia Militar do Amazonas, Marcos Klinger Paiva.

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Uso da força

O projeto orienta a aplicação proporcional de força diante de ameaças reais ou iminentes, evitando ferimentos e mortes desnecessárias. Além de oferecer segurança jurídica aos agentes, aumenta a proteção da população e fortalece a credibilidade das instituições.

Escuta Susp

Lançado em maio de 2024, o programa já promoveu quase 14 mil atendimentos psicológicos. Em julho de 2025, ele foi ampliado para incluir consultas psiquiátricas e acompanhamento medicamentoso, somando-se aos serviços de acolhimento, psicoterapia e promoção à vida (voltado a casos críticos, como risco de suicídio).

A iniciativa é conduzida pela Senasp em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com atendimentos on-line, sigilosos e feitos pela plataforma do projeto.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Nacional

Brasil recebe 75,6 mil pedidos de refúgio em 2025 e ultrapassa 165 mil refugiados reconhecidos

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Brasília, 22/6/2026 – O Brasil recebeu 75,6 mil novos pedidos de reconhecimento da condição de refugiado em 2025 e soma 165.774 pessoas reconhecidas como refugiadas pelo Estado brasileiro. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (22) na publicação Refúgio em Números 2026, apresentada pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra), anuário produzido em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), durante evento em celebração ao Dia Mundial do Refugiado e aos 75 anos da Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados de 1951, realizado em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (Acnur).

O levantamento mostra que o número de pessoas reconhecidas como refugiadas cresceu 5,9% entre 2024 e 2025. Desde 2010, o País acumulou 551.072 solicitações de reconhecimento da condição de refugiado.

Realizado no Palácio da Justiça, em Brasília (DF), o evento reuniu representantes do Governo Federal, organismos internacionais, academia, sociedade civil e comunidades refugiadas para debater os desafios da proteção internacional e os avanços do Brasil no acolhimento e na integração de pessoas refugiadas.

O relatório também registra uma mudança no perfil dos solicitantes de refúgio. Pela primeira vez, Cuba ultrapassou a Venezuela em número de novos pedidos e respondeu por 55,4% das solicitações registradas em 2025. Os venezuelanos representaram 28,1% do total. O levantamento identificou ainda solicitantes oriundos de 177 países.

Durante a abertura do evento, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, enfatizou a importância histórica da Convenção de 1951 e o compromisso brasileiro com a proteção internacional.

“Essa data não marca apenas a assinatura de um tratado, mas a reafirmação da própria dignidade da pessoa humana diante do desafio do deslocamento forçado. Ao reconhecer a pessoa refugiada como sujeito de direitos, o Estado cumpre uma de suas funções mais elevadas: servir à lei, à justiça e à dignidade humana”, afirmou.

O ministro ressaltou ainda que o Brasil tem consolidado políticas voltadas à proteção e à integração de pessoas refugiadas, citando instrumentos como o reconhecimento da condição de refugiado, os vistos humanitários e o Programa Nacional de Acolhida Humanitária por Patrocínio Comunitário.

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“Os relatórios apresentados hoje reforçam a relevância de políticas públicas baseadas em dados e evidências para qualificar a atuação estatal. O Brasil segue sendo reconhecido internacionalmente como um País capaz de proteger, acolher e reconhecer em cada pessoa refugiada uma vida com direitos, capacidades e futuro”, declarou.

Dia Mundial do Refugiado
Dia Mundial do Refugiado. Foto: Isaac Amorim/ MJSP

Acolhimento e integração

A secretária nacional de Justiça e presidente do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), Maria Rosa Loula, destacou que a política de refúgio tem papel estratégico para o desenvolvimento social e para a promoção dos direitos humanos.

“O refúgio é um instrumento de transformação da sociedade brasileira e do mundo. O Brasil consegue dar exemplo de um paradigma que reúne segurança, direitos humanos, acolhimento e desenvolvimento social”, enfatizou.

Segundo a secretária, o trabalho desenvolvido pelo Estado brasileiro é resultado da atuação articulada entre Governo Federal, organismos internacionais, academia e sociedade civil. “Trata-se de uma política pública fundamental, construída coletivamente e comprometida com a proteção da dignidade humana”, acrescentou.

Desafios globais

O representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) no Brasil, Davide Torzilli, destacou que o contexto atual reforça a relevância da Convenção de 1951 e da cooperação internacional para garantir proteção às pessoas deslocadas à força.

Segundo ele, os números globais evidenciam a necessidade de fortalecer os sistemas de proteção. “Mais de 117 milhões de pessoas estão deslocadas à força em todo o mundo. Esses dados lembram que a necessidade de proteção internacional não diminuiu; ela se tornou ainda mais urgente”, observou.

Torzilli também reconheceu o papel desempenhado pelo Brasil no fortalecimento das políticas de acolhimento e integração. “O Acnur agradece ao Brasil por continuar promovendo espaços de diálogo, fortalecendo seu sistema de proteção internacional e buscando soluções que permitam não apenas proteger, mas também integrar pessoas refugiadas, deslocadas e apátridas”, disse.

O relatório Tendências Globais, com dados sobre deslocamento forçado no mundo e nas Américas, também foi apresentado no primeiro painel do evento. Acesse o relatório aqui: https://www.acnur.org/br/noticias/comunicados-imprensa/relatorio-tendencias-globais-2025

Cantora e refugiada iraniana Mah Mooni compartilha sua trajetória de deslocamento, acolhida e reconstrução de vida no Brasil. Foto: Isaac Amorim/MJSP
Cantora e refugiada iraniana Mah Mooni compartilha sua trajetória de deslocamento, acolhida e reconstrução de vida no Brasil. Foto: Isaac Amorim/MJSP
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Programa é institucionalizado

Durante o evento, o ministro Wellington Lima assinou o ato de institucionalização do Programa Nacional de Acolhida Humanitária por Patrocínio Comunitário. Coordenado pelo MJSP, em articulação com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e outros órgãos do Governo Federal, e implementado em parceria com a sociedade civil, o Acnur e a Organização Internacional para as Migrações (OIM), o programa constitui uma iniciativa inovadora da política brasileira de acolhida humanitária.

Implementado inicialmente como projeto-piloto voltado à população afegã, o programa tem promovido a acolhida, a proteção e a integração de pessoas em situação de vulnerabilidade por meio do engajamento direto de organizações da sociedade civil e comunidades locais. Sua institucionalização representa um passo importante para consolidar a experiência e permitir sua expansão gradual a outros grupos que necessitam de proteção e acolhida humanitária.

Programação

Além da apresentação dos relatórios Refúgio em Números 2026, o encontro contou com um bate-papo com a cantora e refugiada iraniana Mah Mooni, que compartilhou sua trajetória de deslocamento, acolhida e reconstrução de vida no Brasil.

A programação também incluiu um painel dedicado aos 75 anos da Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados de 1951, reunindo especialistas, representantes do governo, da academia, da sociedade civil e de organismos internacionais para discutir os desafios atuais da proteção internacional e as perspectivas para o fortalecimento das políticas de refúgio no Brasil.

Também compuseram a mesa de abertura o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues; a secretária-executiva adjunta do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Isadora Lacava; a secretária de Comunidades Brasileiras no Exterior e Assuntos Consulares do Ministério das Relações Exteriores, embaixadora Márcia Loureiro; o subprocurador-geral da República, André de Carvalho Ramos; e o representante do Acnur no Brasil, Davide Torzilli.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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