Agro News

Rebanho de fêmeas em Mato Grosso registra menor nível histórico

Publicado

O rebanho bovino de Mato Grosso em 2025 foi estimado em 32,16 milhões de animais, segundo dados do Instituto de Defesa Agropecuária (INDEA). O número representa uma redução de 2,03% em relação ao registrado em 2024.

Matrizes em idade reprodutiva têm redução significativa

O levantamento divulgado no boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) indica que o rebanho de fêmeas com mais de 24 meses — idade considerada reprodutiva — caiu 3,43% em relação ao ano passado. Este é o terceiro ano consecutivo de retração no número de matrizes no estado.

Como consequência, a participação das matrizes no total de fêmeas atingiu 61,30%, o menor patamar da história. Essa diminuição impacta diretamente a produção de bezerros com até 12 meses, que apresentou retração de 4,27% em relação a 2024, registrando a maior queda histórica da categoria.

Impacto na produção e preços da carne

O IMEA destaca que a redução na produção de bezerros, aliada ao aumento da demanda por carne bovina, tende a pressionar os preços da categoria. Esse cenário deve estimular o sistema de cria, incentivando produtores a buscar estratégias para recompor o rebanho de matrizes ao longo dos próximos anos.

Leia mais:  TCU discute hoje suspensão de frigoríficos que pode gerar paralisação de 379 agroindústrias

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Produtor rural tem 10 dias para declarar o IR e evitar multa da Receita Federal

Publicado

O produtor rural que ainda não entregou a declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026 tem dez dias, a partir desta terça-feira (19.05), para acertar as contas com a Receita Federal. O prazo termina em 29 de maio, às 23h59, no horário de Brasília, e exige atenção principalmente de produtores pessoas físicas que tiveram receita bruta anual acima de R$ 177.920 em 2025.

Além da renda obtida na atividade rural, também estão obrigados a declarar produtores que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584, tiveram rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil, possuíam patrimônio superior a R$ 800 mil até 31 de dezembro de 2025 ou pretendem compensar prejuízos da atividade rural.

O limite de receita da atividade rural que obriga a entrega da declaração foi atualizado neste ano, passando de R$ 169.440 para R$ 177.920. A mudança já vale para a declaração referente ao ano-base 2025.

A Receita Federal tem ampliado o cruzamento eletrônico de informações, comparando dados declarados com movimentações bancárias, notas fiscais, registros de cooperativas, tradings, contratos de venda futura e financiamentos rurais. Por isso, especialistas alertam que erros considerados simples podem levar o produtor à malha fina.

Leia mais:  Etanol ganha espaço em terra, ar e mar e se consolida como alternativa global na transição energética

Entre os principais problemas identificados pela Receita estão omissão de receitas, incompatibilidade entre renda declarada e movimentação financeira, além de lançamento incorreto de despesas dedutíveis.

Na atividade rural, o produtor pode optar entre dois modelos de apuração do imposto. No modelo completo, o cálculo considera a diferença entre receitas e despesas da atividade. Já no simplificado, a Receita presume lucro equivalente a 20% da receita bruta. Sobre o resultado apurado incidem as alíquotas progressivas do imposto, que podem chegar a 27,5%.

Especialistas recomendam que o produtor trate a propriedade como uma atividade empresarial, mantendo controle rigoroso de receitas, despesas, financiamentos, arrendamentos, compra de insumos, mão de obra e investimentos realizados ao longo do ano.

Também é importante atenção ao Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR), obrigatório para produtores com receita bruta anual superior a R$ 4,8 milhões. O documento reúne toda a movimentação financeira da atividade rural e se tornou uma das principais ferramentas de fiscalização da Receita Federal.

Mesmo produtores abaixo desse limite são orientados a manter organização documental e financeira para facilitar comprovação de renda, acesso a crédito e eventual fiscalização futura.

Leia mais:  Agronegócio brasileiro bate recorde em setembro e carnes lideram crescimento nas exportações

A Receita também alerta para cuidados com a declaração pré-preenchida. Apesar de facilitar o preenchimento ao importar automaticamente dados já disponíveis no sistema, o contribuinte continua responsável pela conferência e correção das informações.

Entre os principais cuidados para evitar a malha fina estão:

  • conferir todos os dados da declaração pré-preenchida;
  • evitar omissão de receitas recebidas de cooperativas, tradings e contratos futuros;
  • lançar corretamente despesas dedutíveis;
  • manter compatibilidade entre renda declarada e movimentação bancária;
  • organizar adequadamente o Livro Caixa ou o LCDPR.

O envio da declaração do produtor rural deve ser feito obrigatoriamente pelo programa da Receita Federal instalado no computador, já que a atividade exige preenchimento de ficha específica com detalhamento de imóveis, receitas, despesas, financiamentos e investimentos ligados à produção.

Quem perder o prazo estará sujeito à multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.

Mais informações e acesso ao programa de declaração estão disponíveis na Receita Federal.

Fonte: Pensar Agro

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana