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Expansão da Fiol 2 avança com novo edital lançado nesta quinta (4)

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Comprometido com a missão de alavancar a multimodalidade e contribuir para que o Brasil esteja cada vez mais integrado por trilhos, o Governo Federal lançou nesta quinta-feira (4) um novo edital para a expansão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 2). Serão contratadas obras entre os municípios de Guanambi e Caetité, na Bahia, com investimento estimado em R$507,1 milhões em um trecho de 35,75 quilômetros de extensão.

“Esse aporte do governo vai contribuir para que seja realizado, no ano que vem, o leilão da ferrovia, que fará a integração de Lucas do Rio Verde, no Mato Grosso, até o Porto de Ilhéus, na Bahia. Isso dará condições de ligação em direção a Chancay, no Peru, formando um Corredor Bioceânico no país”, destacou o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro. “A nova solução é histórica, pois há 15 anos o governo tentava viabilizar a construção deste trecho”, completou.

O edital é resultado do esforço técnico da Infra S.A., que realizou a revisão do traçado da ferrovia, inicialmente previsto para margear a barragem de um reservatório de água responsável pelo abastecimento de diversos municípios da região. Além da construção do trecho denominado Lote 05FC, também está prevista a elaboração dos projetos de engenharia necessários para a execução do empreendimento.

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“As equipes da Infra S.A. trabalharam para adequar o traçado, principalmente próximo à Barragem de Ceraíma. O novo percurso garante o equilíbrio ambiental e uma ferrovia mais sustentável. Isso mitiga os riscos para a população local”, pontuou o diretor-presidente da Infra S.A., Jorge Bastos.

As empresas interessadas em participar da licitação deverão apresentar propostas exclusivamente pela plataforma Licitações-e, do Banco do Brasil, observando o critério de menor preço. O edital e seus anexos estão disponíveis no portal da Infra S.A.

Nordeste em foco

Por seu papel de promover algumas das conexões mais importantes do Brasil, a Fiol é fundamental para formar um corredor logístico que facilite o escoamento da produção agrícola do Matopiba (MA, TO, PI e BA) e fortaleça a economia do Nordeste.

“Essa nova frente de obras é uma etapa fundamental para a conclusão dessa ferrovia que trará uma transformação real para a economia da Bahia e de todo o país”, finalizou o diretor-presidente da Infra S.A., Jorge Bastos.

Mercado sem fronteiras

Uma das características do projeto de expansão da Fiol é a conexão com a Ferrovia de Integração do Centro-Oeste (Fico), na cidade de Mara Rosa, em Goiás. O traçado integra a ferrovia bioceânica, ligando o Atlântico ao Pacífico – do Porto de Ilhéus ao Porto de Chancay, no Peru -, que irá criar um novo eixo comercial com a Ásia. O projeto está incluído no Plano Plurianual (PPA) 2024/2027 e já tem verba garantida do Governo Federal.

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O corredor ferroviário Leste-Oeste (Fico-Fiol) possui uma extensão total de 1.708 quilômetros, distribuídos entre os 383 quilômetros da Fico I (ligando Água Boa/MT a Mara Rosa/GO), os 840 quilômetros da Fiol 3 (ligando Mara Rosa/GO a Correntina/BA) e os 485 quilômetros da Fiol 2 (conectando Barreiras a Caetité, ambas na Bahia).

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Semana do Trabalhador e da Trabalhadora mostra a força da economia solidária

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Do artesanato ao hortifrúti, quem passou pela Semana do Trabalhador e da Trabalhadora, organizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na Esplanada dos Ministérios entre os dias 4 e 8 de maio, pôde conferir esses e muitos outros produtos expostos e comercializados na feira promovida pela Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes).

Ao todo, foram 30 estandes que reuniram mais de 50 empreendimentos de economia solidária do Distrito Federal e do Entorno. Entre eles, estava a banca do José Roberto Machado, que atua no ramo da agricultura familiar e é conhecido como Zé do Coco, apelido que ganhou por ter sido um dos fundadores da Cooperativa de Coco do DF. A iniciativa recicla e dá nova utilidade às cascas de coco, que são transformadas em vasos, tapetes, estofamentos para carros, adubos e diversos outros produtos.

Na Semana do Trabalhador e da Trabalhadora, a equipe de Zé, composta majoritariamente por assentados e agricultores familiares, expôs produtos produzidos de forma artesanal. “Aqui nós temos produtos caseiros, como flocão, café orgânico e broa de milho”, destacou. O feirante ressaltou a importância da economia solidária e da agricultura familiar para a preservação ambiental e para a produção de alimentos saudáveis.

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Já o artesão Alex Magno, que trabalha com placas e imãs personalizados, destacou a possibilidade de alcançar diferentes públicos do Distrito Federal. “Aqui você tem um público muito diversificado, amplo. Isso permite expor o seu produto para uma variedade muito grande de pessoas”, ressaltou.

Economia solidária

A economia solidária é um modelo econômico baseado na cooperação, na autogestão e na solidariedade entre os participantes. Reúne práticas que envolvem produção, distribuição e consumo, priorizando o ser humano e o meio ambiente em detrimento do lucro individual.

Para a coordenadora de Monitoramento e Avaliação do Departamento de Parcerias e Fomento da Senaes, Claudia Machado, o modelo aponta para a construção de uma alternativa mais inclusiva. “A Economia Solidária tem esse olhar de um outro mundo possível, tem essa lógica de um universo de inclusão, com geração de trabalho e renda”, afirma.

Para a educadora aposentada Adenilce Maria, que expôs produtos ligados à cultura afro, a economia solidária é uma forma mais coletiva e humana de organizar o trabalho. “Quanto mais juntos, quanto mais próximos nós estamos, melhor nós produzimos, melhor nos compreendemos e nos aceitamos. Na economia solidária, todas somos donas dos nossos trabalhos e das nossas rendas. Compartilhamos tristezas, alegrias, gostos, vendas e produção”, destacou.

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Sobre a Semana do Trabalhador e da Trabalhadora

A Semana do Trabalhador e da Trabalhadora é uma iniciativa do MTE que integra as celebrações do Dia do Trabalhador, celebrado em 1º de maio. O evento ocorre entre os dias 4 e 8 de maio, no estacionamento do Bloco F, na Esplanada dos Ministérios. O objetivo é promover uma programação especial voltada à valorização do trabalho e à ampliação do acesso a serviços públicos.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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